129- CAROL

1123 Words

CAPÍTULO 129 CAROL NARRANDO Depois de arrumar toda a casa, lavar a louça e deixar a cozinha em ordem, respirei fundo e decidi descer. Peguei minha bolsa, ajeitei o cabelo no espelho e saí. Logo percebi o barulho de passo atrás: o mesmo vapor que o Dante sempre botava pra me acompanhar. No começo eu ficava incomodada, parecia prisão… mas agora já nem ligava mais. Eu sabia que era cuidado, e já tinha me acostumado. Desci o beco devagar, o sol já não batia tão forte, e o relógio marcava mais de quatro da tarde. O morro ainda tava no agito: molecada soltando pipa, rádio chiando nos becos, moto passando com garupa rindo alto. Mas minha cabeça só pensava em uma coisa: chegar logo na dona Cida. Eu sabia que a essa hora ela já devia ter voltado do posto. E não deu outra. Quando dobrei a esquin

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD