Capítulo 5

1195 Words
Termino de colocar os meus sapatos e levanto-me da cama, indo até o espelho, opto hoje por um vestidinho simples de cor branca que vem até abaixo do joelho, tem umas florzinha douradas espalhadas por ele, já nos pés calço um salto bege, os meus cabelos estão soltos e o meu rosto limpinho, sem maquiagem, passei apenas um batom nude na boca. — Estou bem? — Perguntei ainda sonolenta. — Está sim. — Lupe responde e forço um sorriso a elas indo até à porta. — Desejem-me boa-sorte. — Boa sorte, querida. — Benedita falou. — Boa sorte, Aurora. Fique tranquila, vai dar tudo certo. — Cleusa diz segurando as minhas mãos e tentando-me acalmar. Droga! Eu estou tão nervosa. Durante a semana cada uma das meninas foram a um passeio com o príncipe, não é bem um passeio, iremos a alguns lugares que dependem do reino, o objetivo é pensarmos em soluções para os problemas da comunidade, assim rei, rainha e príncipe verão se temos capacidades ou não para sermos princesas. — Assim espero. — Saio do quarto e vou andando calmamente, assim que Andrews me ver ele abre um sorrisão e vem a andar até mim. — Você está linda. — Faço uma referência assim que chego mais perto dele e ele pega a minha mão direita, dando um beijo na mesma. — Obrigada, alteza. — Vamos? Tomaremos café com a família do diretor do hospital. — Ah sim! — Saímos do palácio e entramos no carro, que estava parado no jardim. — Pode ir. — Andrews falou ao motorista. *** Passamos o caminho todo conversando sobre coisas aleatórias, realmente ele não é como o pai, rimos bastante com suas história. — Alteza. Chegamos. — O motorista falou. Mas já? m*l acabamos de sair do palácio... Sento-me no banco e tento me recompor, deduzo que meus cabelos estão bagunçados pois encostei minha cabeça no peito de Andrews. Por que eu não trouxe uma bolsa com escova de cabelo? Arhg. — Deixe-me limpar essa sua boca. — Andrews fala puxando meu rosto para si. Não é isso que vocês estão pensando. — Pronto. — Meu cabelo está bom? — Ele assente. — O diretor já os espera na porta do hospital, alteza. — Disse o guarda. Saímos do carro e pousamos para fotos, ainda bem que tem poucos fotógrafos na porta. — Príncipe Andrews. — Um homem que aparenta ter uns 40 anos fala se aproximando de nós. Ele tem cabelos pretos, e sua pele é branca, seus olhos castanhos, bem bonito por sinal. Um velho enxuto, como diz minha mãe. — A senhorita é? — Aurora... Aurora Benfica. — Lindo nome. — Obrigada.— Sorri. — Como anda as coisas por aqui, Pablo? Então o nome do diretor bonitão é Pablo. — Estão indo... — Ele suspirou. — O rei cortou a metade da verba que vinha pra cá, agora estamos tendo que viver a base de doações. — Andrews arqueeou as sobrancelhas. — Algum motivo específico? — Ele quer cortar algumas despesas, de acordo com ele o dinheiro do reino está sendo m*l distribuído e não está sendo usado corretamente. Mal distribuído? Um dinheiro que vem para um hospital é m*l distribuído, e não está sendo usado corretamente? Aquele cara consegue ser pior do que eu imaginava. — Eu também não entendi, mas não irei reclamar, Dominic sabe o que faz. Por que esse povo puxa tanto saco do rei? — Ó se sabe. — Murmurei com desdém na voz. — Enfim... Vamos entrar. O hospital por dentro é muito lindo, suas paredes brancas são cheias de desenhos infantis. Tinha alguns funcionários enfileirados no hall de entrada, todos fizeram uma referência, saindo logo após para fazer suas tarefas. — Aqui como podem ver é a recepção. — É sempre vazio assim? — Pergunto. — Nos ultimos dias estão sendo, como estamos passando por problemas financeiros não temos condição de receber mais pacientes, então todos vão para hospitais do reino vizinho, ou até mesmo das cidades. — o Reino vizinho é muito longe? — Perguntei a Andrews. — Duas horas se for de carro. — E a cidade? — Quase um dia inteiro. — Arqueei a sobrancelha. Então se a criança estiver tendo um ataque e precisa ser atendida o mais rápido possível, ela morre. — Bom... Aqui é o refeitório. — No meio do refeitório tem uma mesa cheia de coisas de comer. — Não está farta, mas é o que pudemos fazer. Andrews puxou uma cadeira e eu me sentei, agradecendo-o pela gentileza. — Conversarei com meu pai assim que eu chegar em casa, essa situação não pode continuar assim. — Eu agradeço o seu apoio alteza. No fim do dia eu estava derrotada, passei a tarde toda brincando com crianças, mesmo com o cansaço, eu estava feliz, feliz por fazer crianças felizes, eu amo demais criança, eles são seres de luz mesmo doentes e passando por necessidades eles continuam com seu brilho. — Até o jantar, Aurora. — Andrews falou me dando um beijo no rosto. — Até alteza. — Saio logo após fazer uma referência. Entro no palácio e vou me encaminhando até o meu quarto. Fico pensando nas crianças daquele hospital, é nítido o quanto elas estão sofrendo com o corte das verbas, Dominic é um e******o mesmo. — Ai. — Assusto ao ver várias meninas dentro do meu quarto. — Ora ora... A serva, vulgo Aurora chegou. — O que fazem aqui? O que querem aqui? — Perguntei já estressada. Essas meninas me odeiam e vieram só para estragar meu dia. — Viemos bater um papo com você. — Não quero conversar com vocês. Por favor. Saíam. — Apontei para a porta. — Vamos logo, Bárbara. — Uma menina da casta B disse, ela estava com medo. — Afaste-se de Andrews, serva. — Thalita falou e eu franzi o cenho. — Se eu descobri que você voltou a sair com ele, ou até mesmo o beijou novamente, eu acabo com a sua vida. — Ahn? Do que está falando? — Tentei me fazer de burra, por que se eu bem sei é proibido o envolvimento das selecionadas com algo lá de fora. — Eu sei de tudo, Aurora. — Bárbara falou jogando um jornal na minha cara. — É proibido... — CALE-SE. — Thalita gritou. — Aurora não tente-nos passar a perna, se conseguimos receber notícias e coisas lá de fora, conseguiremos acabar com a tua vida, começando pela sua família. — Arregalei os olhos. — Ta dado o aviso — Ela se virou e saiu, as outras foram logo atrás. Levo minhas mãos a boca e me jogo na cama. Essas meninas conseguem ser pior do que eu imaginava... Eu não sei o que pensar. Fora que se elas que estão aqui dentro sabem que eu e Andrews nos beijamos minha família e até a família dele também sabe, o que me prejudica fora e aqui dentro. Meu Deus, meus pais devem estar mortos de vergonha. Eu poderia falar ao rei, comunicar que as meninas estão quebrando as regras, mas e se elas descobrem e fazem algo pra me prejudicar mais do que já estou prejudicada.
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