— Oh não. — Any negou com a cabeça e deu uma rápida olhada em David, sorriu ao ver que ele continuava dormindo. — Também queria saber se você conhece algum anticoncepcional de confiança.
— Sim, eu conheço. — ela assentiu. — Mas os anticoncepcionais não são cem por cento seguros. — advertiu. — Às vezes rola de falhar, mas não é sempre.
Any mordeu o lábio.
— Mas previne não é?
— É claro. — sorriu.
— Então depois você me dá por escrito?
— Posso te dar agora mesmo. — ela revirou a bolsa, em busca de papel e caneta. Anotou o nome do anticoncepcional que ela julgava ser o melhor e entregou a Any. — Aqui está, esse é o melhor que eu conheço.
— Ah, obrigada. — ela leu. — Vou comprar assim que sairmos daqui. É em comprimido?
— Sim, mas tem a fórmula injetável também.
— É esse que você usa? — ela perguntou, ainda olhando o papel.
Sina deu um sorriso amarelo e um pouco sem jeito.
— Não. — suspirou. — Eu não tomo anticoncepcional.
— Não? — Any ergueu a sobrancelha. — Eu pensei que tomasse por que... — parou de falar e suspirou. — Ah já sei, está querendo engravidar certo? — deu um sorrisinho entusiasmado.
Sina sorriu de leve.
— Sim, é verdade. — olhou as mãos. — Mas eu não estou conseguindo. — suspirou frustrada.
— Mas faz tempo que está tentando?
— Pouco mais de dois meses. — passou a mão no rosto. — Não pensei que engravidar fosse tão complicado.
— Depende do organismo de cada mulher. — Any disse pensativa. — Eu engravidei logo de primeira.
— Espero que eu consiga logo. — ela disse, entristecida.
— Você vai conseguir Sina, já foi ao médico?
— Sim e ele disse que está tudo normal comigo e com o Derrick.
— Ah, então não tem com o que se preocupar. — Any sorriu e apertou sua mão. — Só não fica muito ansiosa, vai ver é isso que está atrapalhando. Vai vir quando você menos esperar.
— Deus te ouça. — Sina coçou a nuca e logo o garçom chegou com os pedidos.
As duas comeram e botaram todos os assuntos em dia, já que fazia alguns dias que não se viam. Quando acabaram de almoçar, Sina voltou para o seu consultório e Any foi até a farmácia em busca das pílulas anticoncepcionais.
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— E aí Noah. — Pedro disse, assim que chegou acompanhado de Bailey, na casa do amigo.
— Fala galera, entra aí. — deu espaço. — Querem almoçar? Eu acabei de pedir sushi. — apontou a caixinha.
— Não, eu só vim aqui me despedir. — Pedro rolou os olhos.
— Se despedir? — Noah ergueu a sobrancelha. — Por quê? Pra onde você vai? — estava confuso.
— Acontece que minha mãe está enchendo muito o meu saco para retomar a faculdade, e eu já não aguento mais.
— Você vai embora para não terminar a faculdade, é isso?
— Eu não vou embora! — enfatizou. — Só vou passar um tempo no Brasil para esfriar a cabeça. — rolou os olhos. — Mas enfim. Até breve cara!
— Até, boa sorte parceiro. — deu um abraço no amigo.
— Valeu. — suspirou.
— E você Bailey, vai começar a chorar por que o Pedro vai embora, ou não? — Noah riu.
Afinal sabia que Bailey e Pedro se tornaram unidos demais, pior ainda depois que Pedro e Josh se distanciaram.
— Está louco é? — o moreno rolou os olhos. — Acho muito bom ele dar um tempo no país natal dele, pelo menos esquece a Any de uma vez. — disse sem se dar conta.
Pedro arregalou os olhos, o repreendendo.
— Como assim? Que história é essa de esquecer a Any? — Noah disse, surpreso. Logo se deu conta e encaixou as peças. — Ah, claro, é por isso que você e o Beauchamp brigaram. — negando com a cabeça. — Você é louco Pedro?
— Ah nem vem com essa conversinha. — Pedro rolou os olhos. — Já estou vazando não é? Já vi que essa babaca gosta mesmo é de chifre. Espero que quando eu voltar ela esteja mais esperta. — riu malicioso e levou um pedala de Noah.
Ficaram um tempo conversando e depois Pedro foi embora, Bailey e Noah ficaram jogando vídeo game.
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Em outro lugar, alguém aproveitava o horário de almoço de uma outra maneira.
— Ohh. — Vivian gemia enquanto Joshua investia contra o seu corpo, estava delirando de prazer nos braços do marido da irmã.
— Isso, geme mesmo, sua vagabunda. — ele grunhia.
Não demorou e logo os dois chegaram ao ápice. Vivian o observou se desfazer da camisinha e sorriu.
— Isso tudo é tão excitante. — ela levantou e beijou as costas nuas de Joshua. — Sei lá, saber que você é marido da minha irmãzinha, deixa tudo mais gostoso.
— Você acha é? — ele se virou e sorriu.
— Pois é. — ela assentiu. — Acha que vamos conseguir levar esse nosso caso muito longe? — fez círculos no ombro dele.
— Se formos cuidadosos, o que eu tenho certeza que nós seremos, sim podemos ir longe. — a encarou, de cima a baixo. Era interessante comer Vivian, era irmã de Any, mas as duas eram tão diferentes que ele às vezes duvidava se tinham realmente nascido da mesma mãe.
— Ela não vai descobrir tão cedo. — ela disse certa.
— Eu concordo com você. — os dois sorriram e em seguida trocaram um beijo.
Eles realmente tinham curiosidade de saber até que ponto aquela loucura chegaria.
15 de abril de 1997, Estados Unidos, Los Angeles, 10hrs20min.
Any falava ao telefone com Sofya, enquanto preparava biscoitos.
— Pois é Sofya, podemos almoçar mais tarde, o que você acha?
— Ah, eu acho ótimo, podemos chamar a Sina também, ela anda muito entediada por causa da gravidez coitada. — a loira ria.
— É verdade, ela está com os nervos à flor da pele. — disse, provando um pouquinho da massa, estava uma delícia. David iria adorar.
— Eu ligo pra ela.
— Tudo bem, mas não creio que eu vá ficar muito tempo com vocês, vou ter que ir comprar as coisas para festinha do David.
— Ah, eu vou com você, eu posso? — Sofya disse entusiasmada.
— É claro que sim. — Any sorriu. — Agora eu vou ter que desligar, estou prestes a botar meus biscoitos no forno. Até mais tarde.
— Até. — se despediram e desligaram.
Any terminou os biscoitos e logo os colocou no forno, para que assassem. Viu a foto do filho e sorriu orgulhosa, seu pequeno era tão lindo e valente.
Tinha completado três aninhos no dia anterior e a pedido dele mesmo, quis que sua festa fosse no fim de semana, para que pudesse convidar todos os coleguinhas que não poderiam vir em um dia de semana.
Seu casamento com Josh estava normal, continuava amando o marido e aceitava o fato de ele não ser um príncipe encantado. Até por que ele também tinha suas qualidades. Não tinha mais lhe traído e só vivia para o trabalho. Estava muito feliz com sua família.
Ficou organizando as roupinhas do filho e logo os biscoitos ficaram prontos. Os colocou no pote de vidro e foi tomar banho, afinal já estava na hora de pegar seu pequeno na escolinha.
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Enquanto isso, na empresa. Joshua ditava uma carta e sua secretária anotava tudo.
— Muito bem, agora pode ler Molly. — ele a observou.
Ela levantou e se pôs a ler a carta, enquanto andava pra lá e pra cá. Joshua estava mais interessado em olhar seu bumbum, do que ouvi-la ler o documento.
— Para de olhar para o meu bumbum, chefinho. — ela dizia com uma caretinha sexy.
— Você sabe que eu não resisto a ela. — ele piscou.
— Nem vem, só ontem eu consegui sentar direito. — ela sorriu mordendo o lábio.
Molly era morena, com os cabelos curtos, na altura dos ombros. Seu corpo era magro, entretanto, tinha belas curvas. Era uma mulher bonita e safada. Para ele estava ótimo, garantia boas diversões no escritório.
Continuava saindo com Vivian e Any nem imaginava tal fato, até por que ele era extremamente cuidadoso nesse quesito. E sobre Molly ela também não sabia, afinal quase não ia à empresa, e quando ia avisava antes. E também, a esposa não era uma pessoa grudenta e neurótica.
Por isso que Any e ele se deram tão bem durante esses quase quatro anos de casamento. Quase não brigavam, e Any era uma esposa que qualquer homem gostaria de ter. Portanto ele estava ótimo.
Molly leu novamente a carta, e em seguida Joshua a liberou para se retirar. O telefone tocou e ele atendeu.
— Pronto.
— Josh, eu quero te ver. — Vivian falou do outro lado da linha, de forma melosa.
— Por quê? O que aconteceu agora?
— Estou com saudades ué. — ela ergueu a sobrancelha. — Você vem ou não? — dizia de forma impaciente.
Joshua rolou os olhos, às vezes Vivian era terrivelmente chata, só não a mandava para o inferno por que, infelizmente, ele era amarrado na mulher.
— Não Vivian, espere até a noite. — ele disse, remexendo os papéis.
— Mas por quê?
— Por que sim, não vou poder ver você agora, tem um almoço de negócios dentro de meia hora. — olhando no relógio de pulso. — Portando se conforme com a minha voz.
— Então ok, se você prefere esse maldito almoço a minha companhia, seja feliz. — desligou na cara dele.
Joshua olhou o telefone e negou com a cabeça.
— Mulheres. — rolou os olhos e voltou a trabalhar.
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Mais tarde no centro de educação infantil.
— Ela chegou! — o pequeno loirinho apontou com euforia para a entrada.
— Onde ela está? — o professor perguntou, ainda segurando a mãozinha dele.
— Ali! — ele apontou. — É aquela com os óculos assim e o cabelo de cachinho! — imitou os óculos e o professor sorriu, por fim sabendo quem era. — Viu? É minha mamãe, ela não é a mamãe mais bonita do mundo? — pulando.
— É sim, muito bonita. — o professor sorriu, enquanto iam caminhando até Any.
O pequeno correu até ela e ela se agachou, o pegando no colo.
— Onw, meu amor, desculpa a demora, a mamãe estava presa no trânsito.
— Não tem problema mamãe. — Any o colocou no chão. — O tio Tomás ficou cuidando de mim enquanto você não chegava.
Só então Any notou a presença do homem, era lindo e tinha olhos verdes. Era tão bonito que até a deixou desconcertada.
— Olá. — ela cumprimentou, estendendo sua mão. Ele apertou e sentiu o quanto era macia. — Obrigada por ter cuidado do meu filho, eu prometo que não vai se repetir. — sorriu timidamente.
— Não tem de que. — ele a analisou.
A mãe de David era muito bonita, tinha os cabelos cacheado e longos, extremamente negros, usava um vestidinho confortável e óculos de grau bem grandes ele podia dizer. Possuía uma beleza diferente e encantadora. Mas agora, a olhando melhor, ele tinha certeza que já a tinha visto em algum outro lugar.
— É muito gentil. — ela sorriu, dando um cheiro em seu filho. — Sou Any, Any Gabrielly.
— E eu sou Tomás. — ele disse simples com meio sorriso, ainda a analisando. — Perdão, mas eu tenho a impressão que já a vi em algum lugar.
Any ergueu a sobrancelha, forçando a memória.
— Não... — ela negou. — Desculpe, mas eu nunca te vi na vida. — colocando David no chão. — Pelo menos não que eu me lembre.
— Não, mas eu tenho certeza.
— Bem, então tenta lembrar por que minha memória está péssima. — riu. — Enfim, eu preciso ir embora. Mas uma vez obrigada por cuidar do David.
— Não se preocupe. — Tomás a olhou de novo, sabia que não sossegaria até lembrar onde tinha visto aquela mulher.
— Dá tchau pro seu professor filho. — ela pegou a mochilinha dele e colocou nos ombros.
— Tchau tio Tomás! — deu tchau com a mãozinha.
— Como se diz quando alguém é gentil? — ela se agachou.
— Obrigado! — ele respondeu com a mão na boca, um pouco tímido.
Tomás sorriu, bagunçando os cabelinhos dele.
— Muito bem. — Any assentiu.
— Ei, espere aí. — ele disse, por fim se lembrando. — Lembrei-me de onde a conheço! Foi você que passou m*l naquele restaurante um tempo atrás. — sorriu.
— Passei m*l? — ela mordeu o lábio.
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Aii, chegamos no melhor período
Dependendo dos votos e comentários, posso postar outro mais tarde.
Beijooos!