Capítulo 132

1213 Words

Caveira narrando Aquela tarde tinha sido um dos dias mais simples e, ao mesmo tempo, mais certos da minha vida. A gente ficou na rua da casa da Débora, jogando bola com os moleques. Eu, Heitor, Gael e o Matteo. Os três com as canelinhas cheias de terra, o rosto suado, a risada solta. Eu não sei como explicar, mas é como se minha alma encontrasse paz naquela p***a de calçada. Era chute pra lá, bola batendo no portão dos vizinhos, gritaria, briga por lateral. Aquela bagunça boa. — Vai, tio! — o Gael gritava, me chamando pro time dele. — Não, pô, ele é do meu time, Gael! — o Heitor já vinha rebater, rindo. — Eu sou do time do Matteo, rapaz. Aqui o caçulinha é o craque. — E levava o moleque no braço, fazendo ele chutar no ar e marcar o gol imaginário entre duas pedras. Débora tava senta

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