CAPITULO 3
Pedro Parker
CAPITULO 3
Pedro Parker
Faz alguns meses que estou no NY-Presbyterian Hospital aqui de Nova York, precisei contratar uma conceituada equipe de segurança, não estou disposto a ser morto antes de matar o desgraçado que me deixou um inútil. Nesse tempo Matt tem cuidado das empresas Parker's, ele é como um irmão para mim, faz tudo que pode para me ajudar, com meus tios.
— Sr. Parker! Os seus exames chegaram! — Fala o Dr. Frederick.
— Veio enfim trazer-me uma boa notícia Doutor? — Digo
— Não vejo porquê não Sr. Parker! Recuperou a sua saúde, os seus exames estão ótimos, apenas se lembre que precisa continuar com as fisioterapias. Ainda hoje irá para casa! Tenha um ótimo dia!
— Obrigado Doutor! — Digo
Não acredito que sairei deste hospital, não aguentava mais este pesadelo, tudo que preciso neste momento é de paz! Procuro o meu aparelho de telefone, preciso falar com Fred.
— Fred? Tudo pronto o que conversamos? Hum? sim. Estou no aguardo!
Agora preciso ter cautela, já não existe dúvida que alguém me deseja morto, os meus seguranças perceberam inúmeras coisas estranhas nesses meses aqui no hospital, mas nada chegou perto de mim, estou bem protegido, mas não pretendo arriscar-me. Fred já está ciente de tudo, neste tempo pedi para comprar uma fazenda no interior do Paraná no Brasil, lugar que sonhei sempre em conhecer, que é onde a minha avó cresceu. Ele já resolveu tudo, comprou gado, cavalos, galinhas, galos, patos, contratou funcionários, e cuidou da decoração. Precisou ampliar, pois, lá as fazendas são simples.
— Como está patrão? Já podemos ir? — Diz Fred quando chega no quarto.
— Claro Fred! Preciso que me ajude com a cadeira, penso que nunca vou acostumar-me com isso! — Digo cabisbaixo.
— Não se preocupe patrão! Será uma honra! — Diz Fred
Ele cuidadosamente ajuda-me a sentar na cadeira, e guia-me em direção ao grande corredor que dá acesso ao Hall. Embora esta cadeira seja muito confortável, tenho dificuldades de locomoção, e o pior é a cara das pessoas que me veem, como que com pena, como se eu fosse um nada, um coitado que ainda nem aprendeu a guiar a sua cadeira altamente qualificada. Ignoro todos, não preciso da pena de ninguém! Fred coloca-me no carro, e seguimos rumo ao aeroporto. Logo estarei no Brasil, poderei descansar um pouco estando seguro.
Contratei uma equipe de investigação para cuidar do atentado que sofri, e continuar a investigar a queda do jatinho dos meus pais. Poderei assumir as empresas pelo escritório projetado na fazenda, tenho um administrador da minha total confiança no Brasil, que cuida da Parker's de Curitiba no Paraná.
A viagem foi cansativa por não utilizar o jatinho! Mas preferi não correr riscos. Desembarcamos no aeroporto de São José dos Pinhais, e a minha mais nova caminhonete 4X4 e o meu novo motorista já nos aguardava. Foi mais cinco horas até chegar na fazenda.
Fiquei impressionado com a vista, tudo muito verde, muito vivo. Não imaginei que a cidade fosse tão pequena, mas a fazenda realmente é magnífica. Fred não exagerou quando a descreveu, aqueles portões dignos de um rei, todos decorados a mão! Como desenhos trabalhados com muitos detalhes, imagens de lindos cavalos, naquela madeira esplêndida fabricado, de longe avistei o enorme jardim, provavelmente Fred contratou um paisagista. A mansão era muito além do que imaginei, linda seria muito pouco para descrever, lustres, móveis perfeitos, não me falta nada aqui.
Passei uns dias descansando, precisava de paz. Pedi a Fred que me ajudasse chegar até os estábulos, gosto de cavalos e gostaria de conhece-los, e como esperado são todos lindos, e muito bem cuidados. Encantei-me com um rosado, com uma estrela branca, e uma linda crina, disseram-me que é marchador e não gosta de ficar parado "se eu pudesse eu te levaria para passear o meu amigo" pensei comigo mesmo. Fred acompanhou-me por todos os lugares possíveis, mas nem todos que eu gostaria de ir, já que a minha cadeira não me permite.
— Pode ir Fred! Me deixe sozinho um tempo! Digo com uma certa raiva.
— Mas patrão, está um pouco longe da mansão, tem certeza que é seguro? Ou então posso voltar mais tarde para busca-lo! — Fred insiste em desafiar-me.
— JÁ MANDEI IR FRED! QUE PARTE VOCÊ NÃO ENTENDEU? — Grito já irado.
Fred vai sem argumentos. Hoje não estou no melhor dia, percebi quantas coisas estou privado de fazer, jamais terei a minha liberdade de novo! Começo a analisar que jamais serei feliz.
Passou muito tempo desde que Fred se foi, resolvo tentar voltar por onde eu vim, mas observo a porteira se abrindo e tenho uma "visão", só pode ser uma "visão", pois nunca vi mulher tão linda antes. Ela tem a pele clara, um enorme cabelo acobreado, com o reflexo do sol, parecem mechas claras, e são levemente onduladas, parece um anjo, com o seu vestido floral branco com vermelho e botas brancas, perco o ar por alguns segundos quando percebo que se aproxima da entrada.
— Ei! Quem é você? Porquê está nas minhas terras? — Pergunto meio perdido, sem nem saber oque falar.
— Não se preocupe senhor! Já estou de saída! Não se dê ao trabalho de se incomodar! Responde ríspida
Parece que fiz a pergunta errada, mas quem ela pensa que é para responder-me desta forma dentro da minha fazenda?
— Saia imediatamente! Não tolero este tipo de comportamento na minha própria casa! — Quando vejo já falei! Por mais linda que seja, anjo ela não é não!
— Vou esperar lá fora Fred! Não sou obrigada a aturar pessoas desagradáveis! — Diz e vai saindo pelo portão.
Não sei oque deu em mim, ultimamente não tolero ninguém! Prefiro ficar sozinho, e por mais linda que seja não vai abalar-me.
Percebi que saiu uma moça de dentro da mansão e foi em direção a porteira, parece jovem, e também bonita, tem os cabelos castanhos acobreados e se parece um pouco com a outra. As duas saem juntas, e pergunto-me quem são elas? E por que estou interessado?