— Isso é muito difícil! — reclamei já quase desistindo. — esse carrinho não me obedece.
— Você é que não ta sabendo comanda-lo.
— Eu desisto. — larguei o controle sobre o sofá.
— Então é assim? Essa é a verdadeira Milena? A garota que desiste de tudo antes mesmo de tentar com vontade?
— Eu não sou assim.— me senti ofendida e fiz bico.
— A não? Você é mimada, acomodada e medrosa, vive nas custas dos pais pois tem medo cometer erros. — as palavras de Eduardo me machucaram. — sua vida é toda regrada, não pode fazer isso, não pode fazer aquilo.
— Você não me conhece e não tem direito de falar essas coisas de mim. — falei irritada ao mesmo tempo que me levantava e saia da sala, segui direto para o quarto e bati a porta.
Me joguei de bruços na cama, cruzei meus braços na altura do queixo e apoiei o rosto, as palavras de Eduardo martelavam em minha cabeça, uma pequena parte de mim dizia que ele tinha razão, mas a maior parte tentava broquear esses pensamentos. Levei um susto quando ouvi batidas na porta.
— Olha me desculpa, eu não queria te chatear. — em seguida ouvi a voz do Eduardo. — eu tenho esse defeito, sabe? As vezes falo sem pensar. — ele se calou por um instante.— só queria te pedir desculpas mesmo.— permaneci quieta, Eduardo também não disse mais nada, provavelmente já tivesse desistido e ido embora, pensei em ligar para as meninas, só então me lembrei que o celular estava na sala e eu não estava com ânimo nenhum de ir lá, fiquei mais um tempo jogada na cama, tentei dormir mas estava sem sono, logo minha irritação com o Eduardo passou, me levantei, sai do quarto e fui buscar o celular, não vi nem sinal dele, como eu não tinha nada para fazer e ainda não estava com sono resolvi mexer um pouco no computador, a muito tempo eu não fico zapeando na internet, coisa que eu sempre fazia nas horas vagas.
Como o computador do Davi tinha senha eu mandei uma mensagem para ele pedindo a mesma, não demorou muito para ele retornar, junto com a senha ele também mandou um aviso para que eu não me assustasse com o que eu poderia encontrar, não entendi muito bem aquela mensagem mas confesso que fiquei curiosa para saber o que esse moleque aprontava online.
Assim que liguei o aparelho já surgiram várias mensagens do e-mail, a maioria eram de sites pornôs, ia ignorar todas quando a curiosidade falou mais alto, eu sempre odiei filmes pornôs apesar de vez ou outra Cauã propor de assistirmos alguns, eu sempre recusei é claro, mas agora ali sozinha, bateu a curiosidade de saber como era, então abri um dos sites que apareceu no e-mail. Comecei a zapear por entre os vídeos mas nenhum chamava minha atenção, até que encontrei um e imaginei que talvez fosse bom, dei play e comecei a assistir.
O vídeo era até bem feito e a cena de s**o era bem quente, confesso que comecei a ficar um pouco excitada, eu não era de ferro e já fazia algum tempo que não transava, o problema é que eu não estava no meu corpo e só me lembrei disso quando senti algo estranho em meio as minhas pernas, abaixei meu olhar e me dei de cara com um volume enorme naquela região.
— Ai meu deus! — falei baixinho, na mesma hora desliguei o vídeo, respirei fundo para ver se aquilo abaixava de novo, mas não, foi então que me lembrei que a porta estava destrancada, corri até lá para tranca-la, deus me livre do Eduardo entrar aqui e me ver nessa situação.
Por mais que eu tentasse parar de pensar em s**o, eu não conseguia, foi então que algo meio ridículo começou a passar por minha mente, eu sempre tive curiosidade em saber como era a sensação do homem na hora H e como estava só eu aqui acho que não teria problema eu m***r minha curiosidade, até porque não sou uma garota puritana e m*********o sempre fez parte de minha vida.
Dei play novamente no vídeo, não me sentei na cadeira da escrivaninha dessa vez, preferi me sentar nos pés da cama, abaixei minha bermuda e cueca, o pênis ainda continuava um pouco rígido, me senti um pouco sem jeito no começo, como se eu tivesse fazendo algo muito errado, mas respirei fundo e comecei a me masturbar lentamente enquanto voltava a atenção para o vídeo, eu já tinha feito isso no Cauã então sabia mais ou menos como era. Logo meu prazer foi aumentando mais e mais, deixei de prestar atenção no vídeo e tombei meu corpo para trás, aumentei a velocidade do vai e vem de minha mão enquanto me segurava ao máximo para não gemer.
Na minha cabeça passava cenas das minhas noites com o Cauã, ele podia ter sido um canalha comigo mas era também muito bom de cama, em certo momento meus pensamentos fugiram ao encontro de Eduardo, me lembrei da primeira vez que o vi saindo do banho, ainda meio molhado e com a toalha em volta da cintura, senti um frio na boca do estomago e me repreendi por aqueles pensamentos, mesmo assim eles não saíram de minha cabeça. Em poucos instantes meu corpo foi tomado por uma sensação muito estranha, algo muito parecido ao o*****o só que mais intenso, levei um susto ao sentir os jatos de esperma saírem de mim e voarem para tudo quanto era canto enquanto meu pênis pulsava, depois só sobrou a exaustão, me permiti permanecer deitada enquanto o pênis murchava lentamente. Definitivamente aquela era a experiência mais louca de minha vida.
Depois de um tempo eu finalmente tomei coragem de levantar, limpei a bagunça que fiz, me vesti e fui me deitar, demorei um pouco a dormir, ainda não acredito que gozei e ainda por cima pensando no Eduardo, aquilo não era bom, não era nada bom.
Na quarta de manhã, quando o despertador tocou, eu ainda estava com tanto sono que resolvi colocar na soneca por mais cinco minutos, o problema é que esses cinco minutos se transformaram em vinte e quando eu vi já estava completamente atrasada para o serviço. Me levantei em um pulo, troquei de roupa, lavei o rosto, fiz minhas necessidades e segui para a cozinha, o estranho é que não vi nenhum sinal do Eduardo, será que ele estaria no quarto? Pensei comigo mesma, antes que eu fosse lá conferir acabei avistando um papel sobre a mesa, peguei o mesmo e li:
"Esqueci de te avisar ontem, vou falar ao serviço hoje, minha mãe precisa que eu leve a vó no medico, peguei o carro, espero que não se importe."
Estava explicado o porque ele não estava em casa, fiquei até um pouco aliviada, não sei como eu olharia na cara dele depois do que eu fiz ontem, é claro que ele não sabia, mas eu sim e isso era suficiente para me deixar envergonhada, como não tinha outro jeito tomei um café rápido e sai sozinha para o serviço, ao chegar na transportadora segui direto para minha sala e ao entrar na mesma dei de cara com Claudio já trabalhando.
— Pensei que não fosse vir hoje.
— Perdi a hora. — expliquei.
— Isso não é novidade. — ele riu e se levantou da minha cadeira. — vou ajudar o Humberto a transferir uma carga, você termina essa rota e leva lá pra gente, o motorista ta com pressa.
— Tudo bem. — concordei.
Minha manhã foi corrida, assim que terminei o que Claudio pediu eu fui levar os papeis para ele, Humberto ainda estava de cu virado para mim e eu estava pouco me importando com isso, após o almoço as coisas tranquilizaram um pouco, adiantei alguns serviços pendentes e consegui até ser liberada alguns minutos mais cedo. O engraçado sobre esse serviço é que cada dia ele me parece mais fácil e mais prazeroso, nunca imaginei que eu me daria bem nessa área, mas agora que sou obrigada a trabalhar nela eu admito que estou gostando.
Na volta para casa, ao passar pelo supermercado senti vontade de preparar algo diferente para o jantar, eu já até tinha ideia do prato que faria, dei uma olhada rapidamente na receita pelo celular, em seguida comprei os ingredientes para o preparo e segui cheia de sacolas para casa. Ao entrar no apartamento não vi nem sinal do Eduardo, será que ele já tinha chegado?
— Eduardo? — chamei um pouco alto, como não ouve resposta percebi que ele não estava em casa ainda.
Levei as sacolas para a cozinha, depois tomei um banho rápido para tirar o suor do corpo e também para relaxar, só então eu comecei os preparos, eu iria fazer lasanha, eu amava lasanha, amava mesmo. Segui a receita à risca, não era tão complicado e o arroz para acompanhar eu já sabia fazer, quando estava terminando de colocar a lasanha no forno para esquentar ouvi a porta sendo aberta, me levantei e me virei dando de cara com Eduardo me olhando meio confuso.
— Você chegou. — falei sorrindo, eu estava animada por fazer meu primeiro jantar sozinha. — como foi a consulta da sua avó?
— Foi tudo bem. — ele respondeu. — o que você está fazendo ai?
— Lasanha. — falei e ele arqueou as sobrancelhas. — era um prato que nunca podia faltar nos almoços de domingo na casa dos meus avós.
— Eu vou querer experimentar isso. — ele disse.
— Ta quase tudo pronto.
— Beleza vou tomar um banho e já venho jantar.
— Tudo bem. — concordei e voltei para olhar se o arroz já estava seco, o mesmo ainda tinha um pouco de água então aproveitei o tempo para colocar os pratos na mesa, depois tirei o arroz do fogo e a lasanha do forno, terminei e arrumar a mesa e estava tudo pronto para o jantar.
— O cheiro está bom. — logo em seguida Eduardo apareceu seus cabelos estavam molhados e bagunçados, admito que aquilo o deixava muito gato. — Bora comer? To morto de fome.
— Espero que tenha ficado bom. — nós dois nos sentamos.
— A cara ta ótima. — ele observou enquanto se servia com vontade, fiz o mesmo logo depois dele.— ta muito bom! — elogiou com a boca cheia.
— Sério? — perguntei, Eduardo apenas balançou a cabeça positivamente e continuou comendo, não perdi mais tempo e comecei a comer também, realmente a lasanha estava muito boa, quase tão boa quanto a da minha vó.
— Olha, eu queria te pedir desculpas por ontem. — Eduardo disse depois de um tempo. — eu não deveria ter dito aquilo.
— Na verdade você tem razão. — admiti largando o garfo sobre o prato, em seguida peguei meu copo de agua e tomei um pouco. — eu sempre fui acomodada com minha vida, preferia fazer as coisas que os outros mandavam do que tomar minhas próprias decisões, sempre foi assim, em tudo, no meu namoro, na faculdade.
— Nunca é tarde demais para mudar. — Eduardo disse assim que me calei. — e você já está mudando. — sorri, por um longo instante me perdi em seu olhar, a única coisa que passava em minha mente era: por que eu não tive a sorte de conhece-lo em outro momento? E como Felícia não soube dar valor a ele? — Milena. — Eduardo me chamou, voltei a mim e percebi que eu ainda estava encarando-o com cara de i****a. — terra chamando Milena. — brincou sorrindo.