SALVATORE TRENTINO
A reunião em nosso castelo começa chata como sempre, meu pai inicia, apesar de eu ser o "novo" Don, ele sempre inicia, e isso já está me deixando irritado.
Olho para meus irmãos, Fillipo e Ettore, estão sentados cada um de um alto meu na mesa, estou na ponta, olhando cada um dos dons de seus territórios, todos em busca de algo de jos, somos os maiores daqui, os que tem mais extensão de negócios, mais contatos dentro e fora do país, claro que todos querem algo de nós, mas só damos o que queremos, e nunca é de graça.
Olho para Francesco Grasso, a anos esse merda não participa de uma reunião conosco, agora com o casamento da filha bastarda dele com Fillipo, está aqui, achando que é alguém, mas ele m*l sabe o que está por vir.
A reunião é longa, mas nada demais acontece, já com todos indo embora, Grasso se aproxima, Fillipo já fica sério.
— Meu futuro genro, será hoje a união.
Ele diz calmo, Fillipo rosna, claro que ele não quer casar com a filha bastarda, quem quer, Grasso é horroroso, a filha dele Eleonor é a cópia dele, imagina a bastarda, não serve nem para ter uma f**a boa.
— Sei disso. — Fillipo diz.
— Hoje será só a união no civil, final de semana termos a tão esperada festa. — ele diz.
— Já disse que sei, veio aqui para isso?
O olhar furioso de Fillipo o fez das um passo para trás, Fillipo pode ser um i****a conosco, mas para os outros é um animal selvagem, um assassino que mata sorrindo. E ele é mesmo.
— Só vim selar o acordo, vamos assinar o contrato e acertar os ben3ficos para nós todos.
— Isso é com meu pai e Salvatore, comigo não precisa nem falar. — Fillipo continua frio.
— Venha Grasso, vamos assinar tudo.
Eu chamo o levando até o escritório principal do castelo, o que divido com meus irmãos, apesar de cada um ter o seu, ficamos sempre aqui, reunidos quando estamos trabalhando.
Assim que entramos, ficamos mais um bom tempo com ele argumentando, e tentando se beneficiar mais que nós, era um i****a mesmo, já a tarde.
Desço e Fillipo ainda está em casa, olho sério para ele.
— Não devia estar casando agora, i****a? — falo sério.
— Eu vou, só estava resolvendo um problema com o babaca do Ferrari.
— Resolvendo ou matando?
Falo olhando a roupa dele toda suja de sangue, não que ele ligue, aliás ele adora andar assim, deixar todos saber do que era capaz, para ele estar sujo de sangue era um assessórios de luxo, e todos temiam ele por isso.
— Está resolvido, isso que importa.
Ele diz sorrindo com ar superior.
— Vai logo casar, quer arruinar tudo?
A voz firme de Etorre vem da escada, ele está descendo com sua cara fechada de sempre.
— Já estou indo, que saco. — Fillipo ruge.
— Vou contratar uma prostituta hoje, estou afim de relaxar e não quero ter que fingir romance por uma f**a, vai ser sexo e acabou.
Falo senyando no sofá, esticando meu corpo.
— Escolhe uma bem gostosa, quero participar também. — Ettore diz.
— Sai fora, contrata uma. — falo.
— Eu vou junto, e aposto que vou fazer a mulher gozar primeiro. — Fillipo diz.
— Sonha, coitado. E além do mais, tem a feia da Grasso pra f***r hoje. Sua esposa. — falo rindo.
— Nem a p*u, sai fora, imagina deve ser a cara do Grasso, que nem a louca da Eleonora, meu p*u nem iria subir.
— Vai casar logo.
Falo e Fillipo sai
Fillipo sai bufando como se estivesse indo para uma execução, não para um casamento. Eu rio baixo, balançando a cabeça. Meu irmão sempre foi bom com mortes, péssimo com compromissos.
Pego o celular no bolso e disco o número do bordel que sempre usei. Discrição e qualidade. Nada de doenças, nada de problemas, nada de mulheres desesperadas — só profissionais que sabiam exatamente o que estavam fazendo.
A ligação atende na primeira chamada.
— Bordello di Seta, bom dia, quem fala? — A voz feminina é sedosa, treinada.
— Aqui é Salvatore Trentino — digo, entediado. — Preciso de uma acompanhante para hoje. Serviço completo. Quero os exames, ficha, tudo enviado agora para meu número.
O silêncio respeitoso do outro lado é imediato.
— É uma honra, senhor Trentino. Vou enviar as opções mais adequadas ao seu gosto.
— Não quero ver rosto — corto. — Só a ficha, saúde, idade, medidas. Me poupe de apresentações.
— Perfeitamente, senhor. Dentro de trinta segundos estará no seu celular.
Desligo.
Ettore passa atrás de mim, pegando uma maçã da fruteira e mordendo com tanta força que parece querer quebrar o dente.
— Contratou? — pergunta com a boca cheia.
— Sim. — Me jogo no sofá. — Hoje eu só quero gozar e dormir. Nada de romance i****a.
— Tô contigo. — Ele joga a maçã no lixo, já entediado da fruta. — Fillipo devia fazer o mesmo. A Grasso deve ser tão feia que dá impotência.
— Imagino o cheiro. — faço careta.
— Nossa… — ele ri alto. — A pobrezinha deve feder a mofo e sofrimento.
Meu celular vibra. Chegaram as fichas.
Abro sem pressa. Uma lista de mulheres, com altura, peso, exames impecáveis, nível de experiência, preferência de clientes.
No fim, escolho a mais prática: 24 anos, corpo excelente, nada de vícios, nada de frescura.
— Pronto — digo. — Vai ser essa.
— Viu o rosto? — Ettore pergunta.
— Não. — Fecho a tela. — Só preciso que tenha boca e saiba usar.
Ettore gargalha.