Nancy Keller Perceber que vou dormir em uma cama tão grande e confortável ainda parece mentira. Eu fico parada no meio do quarto por alguns segundos, só olhando ao redor, como se, a qualquer momento, alguém fosse entrar e dizer que houve um engano, que esse quarto não é meu, que eu preciso pegar minhas coisas e voltar para um lugar menor, mais simples, mais… real. Mas não. E a Odete não parece ser uma pessoa que cometa erros. O quarto continua aqui. Imenso. Silencioso. Elegante. A cama ocupa boa parte do espaço, com lençóis claros, macios, perfeitamente esticados, como se ninguém jamais tivesse deitado ali antes de mim. Tudo ainda parece mentira. Vai demorar para eu me acostumar. Eu passo a mão pela colcha, sentindo a textura, e solto um suspiro lento. É confortável demais. Bonito

