Capítulo 05 - Kelly Velasco

1357 Words
O Michael era um i****a se pensava que eu ia fazer tudo que ele me mandava. Imagina terminar com o Diogo só porque ele me ordenou. Eu tinha vontade de ri com as ideias dele. Não sei como ele tinha mudado tanto de um dia para outro. Desde que meu pai se fora e me presenteou com aquele testamento ridículo que eu estava conhecendo outro Michael. Ele sempre frequentava a minha casa, desde que eu me entendo por gente e ele não pareia ser tão sério e irritado como estava nos últimos dias. Ele e meu pai eram sócios no escritório de advocacia e mesmo meu pai não advogando mais eles estavam sempre juntos em nossa casa. Eu nunca entendi bem aquela amizade deles. O Michael é bem mais novo que meu pai e no entanto, eles pareciam se dar muito bem. De tanto ele frequentar nossa casa em reuniões e jantares, que nós começamos uma amizade meio que forçada mesmo. Não tinha como não ficar amiga dele já que minha família era apenas eu e meu pai. Era muito comum saírmos para jantar os três juntos, mesmo que eu morresse de tédio nesses jantares que eles só falavam de leis e processos. O Michael nunca demonstrou nenhum sentimento diferente por mim. Me tratava bem, me dava presentes de aniversário, de natal e, às vezes até me levava para a escola ou algum outro lugar que meu pai pedia. Ele era legal. A gente conversava, ria e muitas vezes ele escondeu uma travessura ou outra para que meu pai não brigasse comigo. Na verdade eu sempre o vi como um irmão mais velho ou um primo, sei lá. O Michael é bonito. Bonito pra caramba. Ele malha todo dia e tem um corpo de dar inveja a qualquer um, mas eu nunca olhei pra ele como esse olhar de interesse. Talvez por isso agora a gente estava se estanhando tanto com aquela ideia de casamento que meu pai inventou. Talvez por isso ele tivesse tão irritado depois da leitura daquele testamento maluco. Eu precisava me acalmar. Não ia dar certo aquele clima de guerra, mas eu também não podia deixar ele mandar e desmandar na minha vida. Ele teria que aceitar que eu estava quase com 18 anos e podia tomar minhas próprias decisões, inclusive com quem eu deveria namorar. - Hei! Tá no mundo da lua de novo! Virei para o Diogo ao meu lado dirigindo o carro novo da mãe dele. - Oi, desculpa. - Tava pensando em que gatinha? Eu ri sem graça. Não podia dizer pra ele que estava pensando no Michael de novo. Ele estava meio irritado com aquele assunto. - Nada, estava pensando no curso que vou escolher na faculdade. Ele estacionou na porta das minha casa. - Vai fazer Direito mesmo? Encolhi os ombros. - Acho que sim. Meu pai seria capaz de levantar do túmulo e me dar uma surra se eu escolhesse outro curso. Ele riu descendo do carro. - E o meu seria capaz de me deportar se eu não fizesse medicina como todos os sobreviventes daquela família de doidos. - É amigo, não temos vontades. Somos marionetes dos nossos pais. - Você agora é marionete do seu tutor não é? De novo aquela conversa. - O Michael é só meu tutor, ele não manda em mim. Entramos em casa e fomos direto para a cozinha. - Oi Neide, trouxe um amigo, você pode fazer um lanche pra gente? Neide trabalhava ali fazia um bom tempo e era uma pessoa legal. Ela era jovem, acho que nem tinha 30 anos ainda, mas não tinha estudo e por isso se submetia a trabalhar como doméstica. Diversas vezes eu já tinha falado pra ela voltar a estudar e ela nem ligava. - Oi Kelly, faço sim. Ficamos o resto da tarde no meu quarto vendo um filme, comendo os lanchinhos que a Neide tinha feito e namorando. O Diogo beijava bem, mas eu já tinha beijado outros garotos da escola e ainda não tinha sentido aquela emoção que eu via nos filmes e lia nos livros. Até ali eram beijos normais e eu não senti nenhuma vontade em ir mais adiante. Minha amiga Amanda já tinha transado com um carinha do segundo ano, ela disse que não tinha gostado muito. Eu tinha curiosidade, é claro, mas ainda não tinha encontrado ninguém que me fizesse dar aquele passo. Lógico que o Diogo não ia deixar passar aquela oportunidade. Ele estava sozinho comigo, deitado na minha cama e ele era um cara que parecia gostar de sexo. Ele me beijou de forma mais intensa e virou deitando em cima de mim na cama. Eu correspondi ao beijo sentindo a língua dele penetrando minha boca e tocando meus dentes. As mãos dele subiram por baixo da minha camiseta e tocaram meus s***s sem sutiã. Era bom o toque das mãos dele, mas eu me encolhi um pouco quando ele tentou desabotoar meu short. - Diogo, para! Ele passou a mão em minha barriga e tentou levantar minha blusa de novo. - Deixa Kelly, vamos t*****r. Eu gosto de você. Tudo bem que eu era considerada meio louquinha por minhas amigas. Tanto é que, se eu contasse que ainda era vrigem ninguém acreditaria, mas eu achava que t*****r era um negócio intimo demais para se fazer com qualquer um e eu não queria fazer aquilo com o Diogo, não naquele momento. - Eu não quero transar... não ainda. O Diogo me apertou debaixo dele me fazendo sentir o p*u dele duro encostado na minha barriga. - Deixa disso Kelly, estamos sozinhos aqui e você me convidou. Então ele achava que só porque o convidei eu tinha que dar pra ele? Babaca! - Sai de cima de mim Diogo, eu não quero mais! Ele riu e me beijou de novo. - Agora você não quer, mas fica se jogando pra cima de mim. Tentei empurrá-lo e ele fez mais força me prendendo na cama. - Sai Diogo, estou mandando! Ele lambeu meus lábios fechados. - E você adora mandar não é Kelly? Mas só que eu não gosto de obedecer, tá ligada gatinha? Eu comecei a me debater para sair debaixo dele. O Diogo era um o****o e eu não deveria ter confiado nele. Era assim que ele queria namorar comigo? - Se você não sair de cima de mim eu vou gritar. Ele apertou meu queixo. - Grita seu tutor, quem sabe ele vem te salvar! Eu nem precisei gritar, por que a porta se abriu e lá estava o Michael nos olhando. - Sai de cima dela seu babaca! O Diogo deu um pulo e fechou o zíper - Desculpa ai, eu... não ia fazer nada com ela! Eu estava morrendo de vergonha e tentei puxar minha blusa para baixo. O Michael se aproximou e ficou entre o Diogo e a cama de costas para mim. - Fora daqui! Agora! O Diogo se atrapalhou pegando as coisas dele e sumiu sem olhar para mim. Eu nem queria olhar para a cara do Michael. Eu odiaria ter que admiti pra ele que tinha me precipitado em trazer o Diogo para meu quarto. Ele virou lentamente e me encarou sem dizer nada. O rosto dela era uma máscara sem definição, mas uma veia pulsava no pescoço dele. Naquele momento eu tive medo dele e pulei para o outro lado da cama. - A culpa não foi minha, pare de me olhar assim! Ele se aproximou e me olhou de um jeito estranho. Parecia muito mais nervoso do o que a situação realmente exigia. - Você está bem? Ele fez alguma coisa com você? Ele estava preocupado comigo? era aquilo mesmo? - Sim... estou. Ele apertou os lábios e enfiou as mãos no bolso da calça. - Vai tomar um banho, eu espero aqui. Precisamos conversar. - Michael.... Ele sentou na cama. - Vai Kelly, eu vou te explicar umas coisinhas que você ainda não entendeu. Eu entrei no banheiro tremendo. Não sei se pela situação ridícula que eu tinha acabado de passar ou por não ter gostado nada do jeito como o Michael estava.
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