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2245 Words
Vincent Observo Melissa sair pela porta, seu beijo de despedida pairando no ar como uma provocação. Quando a porta se fecha, a realidade desaba sobre mim. Que diabos eu tinha acabado de fazer? Arrasto minha b***a nua do chão, puxo a calça para cima e me jogo no sofá. Apoio a cabeça nas mãos, tentando processar o turbilhão das últimas horas. Será que ela me enganou? Será que eu deixei? Eu me orgulho de ser um detetive perspicaz. Mas Melissa Mancini dançou em círculos ao meu redor, me deixando tonto e desequilibrado. Agora aqui estou eu, exposto, vulnerável e questionando cada interação que tivemos. Teria sido tudo encenação? O flerte, a química, a paixão? Meu estômago se revira só de pensar. Cruzei um limite que jurei nunca cruzar. Não só coloquei a investigação em risco, como também comprometi meus próprios princípios. O pior é que, apesar de saber que não era verdade, ainda a desejo. Ela exerce uma atração sobre mim à qual sou incapaz de resistir. Ela me faz agir de maneiras que eu nunca deveria, me faz compartilhar partes de mim que eu nunca deveria compartilhar. Eu transei com ela no meu sofá, pelo amor de Deus. E em troca, ela me deu um sorriso tímido e a sensação deprimente de que eu lhe entreguei a vantagem sobre mim em uma bandeja de prata. Estou surpreso que ela não tenha se vangloriado disso. Puta merda. Preciso de uma bebida forte. Na manhã seguinte, entro no chuveiro, mergulhando a cabeça na água, na esperança de lavar meus pecados. Eu potencialmente estraguei minha carreira transando com a Melissa. Mas quando fecho os olhos, tudo o que consigo ver é o rosto da Melissa, seus olhos brilhando de desejo enquanto ela se movia sobre mim. Minha mente repete cada momento do nosso encontro. A sensação da pele dela sob minhas mãos, o som da sua respiração presa na garganta, o gosto dos seus lábios. É inebriante, e eu quero mais. Sempre me orgulhei da minha ética profissional. Sou o cara que segue as regras, que faz as coisas conforme as regras. Mas a Melissa me faz querer jogar as regras pela janela. Ela desafia tudo o que eu achava que sabia sobre mim. Uma parte de mim sabe que isso é perigoso. Ela não é uma mulher qualquer. Ela é uma peça-chave em um império criminoso que estou tentando derrubar. Me envolver com ela poderia comprometer tudo pelo que trabalhei. Mas outra parte se pergunta se essa conexão pode ser a chave para desvendar o caso. Estou dividido entre meu dever como detetive e a atração inegável que sinto por Melissa. A parte racional do meu cérebro grita para eu cortar laços, para me concentrar na investigação. Mas há algo nela que me faz desejá-la, que se danem as consequências. Enquanto o vapor invade o banheiro, minha mente volta para a noite passada. O cheiro da Melissa ainda está grudado na minha pele, e quase consigo sentir o toque dela percorrendo meu corpo. Nossa, como ela era inebriante. O jeito como se movia, o som da sua risada, o fogo nos seus olhos. Nunca conheci ninguém como ela. Ela é perigosa, sim, mas também absolutamente cativante. Fecho os olhos, lembrando-me de como foi beijá-la, abraçá-la. A paixão entre nós era eletrizante. Uma parte de mim anseia por vê-la novamente, por me perder nela mais uma vez. Essa parte agora está dura como uma rocha. Fecho os olhos, cedendo aos pensamentos de necessidade que ela cria. Relembro cada momento da noite passada. Tocando seus p****s. Chupando seus m*****s rosados e duros. O jeito como ela se arqueava embaixo de mim enquanto eu estimulava sua b****a com meus dedos e chupava seus p****s. O som que ela fazia ao gozar. Pressiono a mão contra a parede do chuveiro enquanto uma energia elétrica crepita através de mim. Aperto meu corpo mais rápido, pensando em como ela me cavalgou. Seus longos cabelos caindo em cascata pelas costas. Seus s***s balançando. Como ela estava tão determinada a me aceitar. Provavelmente tenho uma circunferência média, mas meu p*u é... longo. Ela afundou em mim, e o olhar que ela tinha quando eu estava dentro dela era de pura satisfação. Eu estava perdido nela. Não tanto a ponto de não perceber que não estava usando proteção. E, Deus me ajude, quase não disse nada. Fiquei tão aliviado quando ela disse que usava um DIU. Quando ela disse: — Então me fode, Vince —, algo estalou dentro de mim. Eu era como uma fera selvagem precisando de cio. p**a merda, a b****a dela estava tão quente, tão molhada, e ela agarrou meu p*u como se nunca tivesse planejado me soltar. Minha mão aperta meu p*u enquanto me lembro da fricção do corpo dela contra o meu. A imagem dela gozando, o jeito como ela arqueou a cabeça para trás e gritou, preenche minha mente. Minhas bolas se contraem e meu p*u estremece, meu orgasmo me percorrendo. Meu esperma espirra na parede do chuveiro. Pressiono a outra mão na parede, mergulhando a cabeça no chuveiro novamente. Eu não deveria estar me masturbando pensando nela. Primeiro, não é tão satisfatório quanto a coisa real, mas segundo, eu não deveria continuar a me entregar a esses pensamentos. Ela não é apenas uma mulher que conheci em um bar. Ela é Melissa Mancini, uma figura-chave no império criminoso que estou tentando derrubar. Preciso me recompor. Essa coisa com a Melissa, seja lá o que for, não pode continuar. Trabalhei demais, cheguei longe demais para jogar esse caso — minha carreira — fora. Por mais tentadora que ela seja, preciso manter minha distância profissional. Desligo o chuveiro e saio, enrolando uma toalha na cintura. Enquanto limpo o vapor do espelho, olho para o meu reflexo. Lembro-me de quem eu sou. Uma policial dedicado. É, tá , meu p*u diz. Não vai ser fácil tirá-la da cabeça. Eu me visto e lembro que meu carro está do outro lado da cidade. Mando uma mensagem para Declan pedindo para ele me buscar. Quando ele chega, eu entro, esperando que ele não perceba que eu transei com uma suspeita. — Problemas com o carro? —, pergunta Declan. — É —, minto. — A porcaria não pegava. Obrigada pela carona.— Vou combinar uma carona para pegar meu carro mais tarde. Enquanto dirigimos, o peso do meu segredo paira sobre mim. Não posso contar a Declan sobre a noite passada com a Melissa. Ele jamais entenderia. Que droga, eu mesmo m*l entendo. Ainda assim, precisamos discutir o caso. — Eu, uh, encontrei a Melissa Mancini ontem à noite. Declan vira a cabeça bruscamente. — O quê? Onde? — Do lado de fora do escritório dela —, digo, omitindo cuidadosamente o resto da nossa noite. — Conversamos um pouco. Ela parece achar que alguém está mirando na família dela, nos usando para assediá-los. Declan zomba. — Sério? Que coisa boa vindo dela. — Não sei, ela pode ter razão. Imagino que eles tenham inimigos, e não estou disposto a ser um peão na vingança de outra pessoa. — Vamos lá, Vince.— A voz de Declan está carregada de frustração. — Você não vai cair nessa, vai? Isso é ótimo para nós. Se alguém estiver pressionando eles, eles vão ficar descuidados. Talvez finalmente tenhamos uma chance. Quem sabe conseguimos duas Famílias da Máfia pelo preço de uma. Concordo com a cabeça, sem confiança em mim mesmo para falar. A lembrança de Melissa em meus braços entra em conflito com meu dever como detetive. Nunca me senti tão dividido. — Você está bem, cara? — pergunta Declan, olhando para mim. — Você parece estranho hoje. — Só cansado. — É perturbador como a decepção acontece facilmente. — Boa noite. Porra. Preciso tirar a Melissa da minha cabeça. Tenho um trabalho a fazer. Os dedos de Declan apertam o volante. — Bem, se essas ligações são de pessoas querendo pegá-los, isso pode ser bom. Conseguimos procurar mais imóveis com mais rapidez do que conseguiríamos normalmente. Concordo, tentando manter a expressão neutra. — Você tem razão, embora não tenhamos encontrado nada. — Eles tiveram sorte. Eventualmente, essa sorte vai acabar. Suspiro, passando a mão pelos cabelos. — Eu sei, mas precisamos ter certeza de que estamos fazendo tudo conforme as regras. — Fecho os olhos diante da minha própria hipocrisia. — Você acha que não estamos? — Ele parece ofendido. — Não. Só precisamos garantir que não estamos sendo enganados por uma família rival ou algo assim. Um bom advogado de defesa poderia inverter tudo, dizer que eles foram incriminados por outra família… ou por nós. Não é segredo que alguns policiais estão na folha de pagamento da máfia. Declan fica em silêncio por um momento, depois concorda relutantemente. — Você tem razão. Só não consigo me livrar da sensação de que estamos à beira de um avanço. Um dia desses, vamos entrar naquele armazém e encontrar exatamente o que precisamos para derrubá-los. — Talvez, digo, tentando moderar suas expectativas. — Mas até lá, precisamos manter o foco e continuar construindo nosso caso. Não podemos esperar por uma dica… ou para que a sorte deles acabe. Precisamos continuar cavando. — Vamos. Seguimos em silêncio, o que abre espaço para Melissa entrar na minha mente de novo. Estou completamente ferrado porque, depois da noite passada, tudo mudou. Antes, era simples: os Mancini eram criminosos e meu trabalho era levá-los à justiça. Mas agora… eu vi um lado diferente de Melissa. Vulnerável. Humano. E ela não está errada: a justiça não é cega. Não é distribuída de forma justa. Está me fazendo questionar tudo. E se a família dela for alvo de vingança? Criminosos devem ser responsabilizados, sim — mas apenas pelos crimes que realmente cometem. E quanto ao Lorenzo? Sei pelo arquivo que ele desapareceu sem deixar rastros há três anos, e a polícia fez muito pouco para descobrir o porquê. Não precisa ser gênio: consideram o desaparecimento dele apenas mais uma estatística do submundo. Oficialmente, “provavelmente morto”. Caso encerrado. Mas Melissa acredita que ele está vivo. E se estiver? E se houver mais nessa história do que presumimos? Esse pensamento me incomoda. Parte de mim quer ignorar, dizer que é manipulação. Melissa é inteligente — sabe como mexer com as pessoas. Mas não consigo esquecer a dor crua nos olhos dela quando falou do irmão. Aquilo não foi encenação. Lembro do acordo que fiz com ela para investigar o desaparecimento de Lorenzo. Declan não pode saber disso, mas me pergunto o que ele pensaria se soubesse que talvez o caso se encaixe em tudo isso. — Tenho pensado no desaparecimento de Lorenzo Mancini. Talvez devêssemos investigar de novo. Pode nos dar alguma ideia das operações da família. Declan vira a cabeça tão rápido que quase estala o pescoço. Os olhos se estreitam. — Lorenzo? Por que diabos perderíamos tempo com isso? — Bem, é um caso não resolvido, e se pudéssemos descobrir o que aconteceu… — O que aconteceu é que ele irritou a pessoa errada e acabou morto. — Declan me corta com desprezo. — Já vai tarde, se quer saber. — Mas o caso pode apontar pistas que nos ajudem. — Eu me mexo no banco, de repente sentindo que estou traindo Melissa ao sugerir usar Lorenzo como ferramenta para derrubar sua família. — Se ele desapareceu por causa de alguma coisa interna da Família, isso pode… — Lorenzo era um psicopata violento que recebeu o que merecia. A única coisa que me importa é acabar com os Mancini que ainda estão vivos. A dureza dele me pega de surpresa. Eu sabia que Declan guardava rancor, mas esse nível de amargura é… perturbador. — Só estou dizendo que talvez valha a pena investigar. Pode nos dar uma vantagem. — Vantagem? — Declan solta uma risada seca. — Não precisamos de vantagem. Precisamos pregar esses desgraçados na parede. Lorenzo já se foi há anos. Ele não é mais problema nosso. Solto um suspiro. Mexi em algo sensível. — Foi só um pensamento. — Concentre-se nos vivos, Vince. Os mortos não podem mais machucar ninguém. Olho para ele, me perguntando por que não consegue enxergar como o caso de Lorenzo poderia nos ajudar a entender mais sobre a família Mancini. Há algo mais ali — algo que ele não está dizendo. Na delegacia, vou até minha mesa e encontro o arquivo de Lorenzo Mancini me esperando. Me encurralei nessa história. Fiz um acordo com o d***o — um d***o por quem eu daria meu braço direito para passar uma noite. Jantar. Conversa. Sexo. Eu quero tudo isso com Melissa. O mais inteligente seria abandonar o caso de Lorenzo — aliás, abandonar todos os casos dos Mancini — e me focar em outra coisa. Como posso trabalhar nisso sem lidar com Melissa? Como posso lidar com ela sem desejá-la, principalmente depois da noite passada? Mas fazer isso seria negar quem eu sou. Sou um detetive. Eu resolvo crimes. Eu protejo Chicago. Eu coloco criminosos na cadeia — até os bonitos, inteligentes e perigosamente interessantes. Esfrego a têmpora, sentindo a dor de cabeça crescer. Preciso ser fiel a mim mesmo. Isso significa continuar com os dois casos: A investigação de Lorenzo, porque até o desaparecimento dele merece respostas. E a investigação da família Mancini, porque eles precisam ser responsabilizados. Abro o arquivo de Lorenzo e rezo por forças para resistir a Melissa… enquanto trabalho para levar a família dela à justiça.
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