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1626 Words
Melissa Acordo assustada, com o coração disparado e a pele corada. O sonho vívido das mãos de Vince no meu corpo persiste, fazendo-me doer em lugares que eu preferiria esquecer. Rolo-me, tentando ignorar a pulsação entre as pernas. Mas não adianta. Minha necessidade é absurda. Rolo para trás, deslizando a mão pelo corpo e por baixo do cós da calcinha. Volto ao momento anterior ao meu despertar. Vince está ajoelhado entre as minhas pernas, segurando o p*u enquanto o esfrega no meu c******s. Meu dedo serve em seu lugar. Arqueio as costas enquanto o prazer me invade, correndo pela minha corrente sanguínea. Na minha mente, ele me pressiona. Ele é tão grande e está tão duro. Gemo de frustração, desejando ter um brinquedo que simulasse a realidade. Talvez eu peça um, já que t*****r com Vince novamente está fora de cogitação. Felizmente, tenho uma boa imaginação e, enquanto penso em como foi quando ele deslizou para dentro e para fora de mim, devagar, depois rápido e mais rápido, o prazer aumenta. Meus dedos se movem sobre meu c******s úmido. Arqueio as costas enquanto minha respiração fica ofegante e rápida. — Porra... Estou aqui... Vem, Melissa . — As palavras de Vince ecoam na minha mente. Lembro de como ele se contorceu dentro de mim. A maneira como seu rosto demonstrava dor e prazer. A sensação do seu p*u enquanto ele se esvaziava dentro de mim. Meu orgasmo explode, meu corpo estremecendo enquanto tento manter a imagem de Vince na mente. Mas quando o prazer acaba, vem a auto recriminação. Eu não deveria estar fantasiando com ele, assim como não deveria estar dormindo com ele. Não é um bom sinal que ele assombre meus sonhos. Droga. Viro-me e enterro o rosto no travesseiro para abafar um gemido de frustração. Que diabos eu estava pensando? Dormindo com um policial. E não qualquer policial, mas aquele que queria acabar com a minha família. Foi imprudente, e******o, perigoso. Meu Deus, o Matheo. teria todo o direito de me renegar. E ainda assim… Mesmo agora, lembrar do beijo dele me faz ferver o sangue. Vince me faz sentir viva de um jeito que eu não sentia há muito tempo. Desde que Lorenzo estava por perto para tornar a vida interessante. A lembrança dele me atinge como um soco no estômago, efetivamente tirando Vince da minha mente. Passei da frustração s****l para o luto. Ambos são sentimentos ruins para acordar. Tiro as cobertas e vou para o chuveiro. Sob o jato quente, resolvo meu emaranhado de emoções. Raiva de mim mesma por ter sido tão descuidada. Medo das consequências se alguém descobrir. Mas, por baixo de tudo, uma excitação traiçoeira que não consigo reprimir. Durante anos, venho me virando, ajudando a manter os negócios da família funcionando, procurando por Lorenzo, reprimindo qualquer sinal de vulnerabilidade. Com Vince, minha casca se partiu. Me apavora o quanto quero sentir isso de novo. Mas não posso. Ele é o inimigo, por mais que me faça sentir bem. Preciso proteger minha família e encontrar meu irmão. Não posso deixar Vince atrapalhar meu julgamento ou comprometer tudo o que conquistei com trabalho. Eu me visto com cuidado, escolhendo cada peça para transmitir a personalidade de rainha do gelo que construí desde o desaparecimento de Lorenzo. Cada dobra do tecido, cada botão fechado é uma armadura. Em seguida, desço para o café da manhã que Diana preparou para mim, recebendo-me com seu sorriso sempre alegre, como se o mundo ainda fosse simples. Tomo um gole do café e dou apenas algumas mordidas na torrada. O gosto é quase inexistente. Minha mente gira sem parar, oscilando entre meu comportamento i****a com Vince, o acordo que ele propôs e a dor persistente de Lorenzo não estar aqui para me apoiar em meio a tudo isso. Quando termino, pego a bolsa, pronta para ir ao escritório, mas meus pés me conduzem em outra direção. Acabo diante da grande garagem da propriedade. Paro à porta, repensando minhas ações. Não entro ali desde o desaparecimento de Lorenzo. Quando preciso de um carro, peço que alguém o traga até a frente da casa. É mais fácil assim. Mais seguro. Respiro fundo, como se estivesse prestes a cruzar um limite invisível, abro as portas e entro. O cheiro de óleo de motor e metal me atinge de imediato enquanto observo fileiras e mais fileiras de veículos reluzentes — uma prova silenciosa da paixão de Lorenzo. Minha garganta se fecha quando deslizo a mão pelo capô elegante de seu Aston Martin favorito. Aqueles carros eram seus bebês, meticulosamente cuidados, estimados como extensões dele próprio. Agora permanecem ali, quase intocados, como cápsulas do tempo de uma era mais feliz. Penso em como Matheo se manteve firme em sua crença de que Lorenzo está morto e, ainda assim, conserva os carros. Ele os liga regularmente, dirige-os, mantém os motores ronronando e as baterias carregadas. Talvez seja sua maneira de honrar a memória de Lorenzo. Mesmo assim, Matheo aceitou a ausência e seguiu em frente com a própria vida. Às vezes, invejo essa capacidade. Eu não consigo. Não vou. Não até saber, com absoluta certeza, o que aconteceu com meu irmão gêmeo. Caminho devagar entre os carros, passando os dedos por suas superfícies lisas e polidas. Por um instante, quase consigo fingir que Lorenzo está ali, curvado sobre um motor, uma chave inglesa na mão, concentrado e satisfeito. A garagem sempre foi o seu santuário. As pessoas sempre o interpretaram m*l, viam apenas seu temperamento explosivo, sua disposição para brigas, e o rotulavam de bandido. Muitos tinham medo dele porque parecia desequilibrado. Mas acredito que essa parte foi, em grande parte, uma atuação — uma máscara útil para manter os outros cautelosos. Ali, na garagem, Lorenzo era diferente. Calmo. Equilibrado. Feliz. Onde eu encontrava paz em planilhas, números e contratos, ele a encontrava imerso até os cotovelos em graxa e metal. A princesa de gelo e o príncipe do fogo e da fúria. Eu era o cálculo frio; ele, a paixão ardente. Minha lógica moderava seus impulsos selvagens, enquanto a confiança descarada dele me fortalecia quando a minha vacilava. Abro a porta do Aston Martin e entro. O peso da ausência me atinge de uma vez, roubando-me o fôlego. Pela primeira vez, não luto contra as emoções. Cercada pelos fantasmas de tempos mais felizes, permito-me sentir toda a profundidade da minha dor. Lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto. O que aconteceu, Lorenzo? Penso no último trabalho que nossos pais lhe deram. Era para ser simples: rastrear um associado de baixo escalão que estava desviando lucros. Lorenzo deveria fazer dele um exemplo, garantir que ninguém mais cogitasse trair a família. Fecho os olhos, imaginando seu rosto enquanto se preparava para sair. A determinação feroz no olhar, o maxilar firme… e aquele brilho travesso que surgia quando ele sabia que lançaria medo em alguém. Eu queria ter ido com ele. Queria ter insistido. A pergunta retorna pela milionésima vez, c***l e sem resposta: o que aconteceu? As possibilidades me assombram. Ele foi morto? Mantido em cativeiro? Sofreu algum acidente terrível? Ou escolheu nos deixar — me deixar? Rejeito essa última hipótese com veemência, deixando apenas a morte ou ferimentos como possibilidades. A ideia de Lorenzo ferido ou com medo, precisando de mim e eu não estando lá para ajudá-lo, é insuportável. Se eu tivesse metade da tenacidade dele, talvez já o tivesse encontrado. Foram três anos de becos sem saída e pistas falsas. Às vezes, sinto a esperança escorrer por entre os dedos. Mas Lorenzo nunca teria desistido. Ele teria continuado lutando, insistindo, mesmo quando tudo parecesse perdido. Enxugo as lágrimas. Afundar na tristeza não vai me levar a lugar algum. Muito menos trazer Lorenzo de volta. Ele está por aí, em algum lugar. Eu sinto isso. E não vou parar até trazê-lo para casa. E, para isso, preciso da ajuda de Vince. Saio do carro e meus pensamentos se voltam para ele. Vince realmente quer me ajudar ou tudo isso é uma estratégia elaborada para se aproximar de mim e reunir informações sobre minha família? Eu seria i****a se ignorasse essa possibilidade. Ainda assim, se ele cumprir sua parte do acordo, pode ser minha única chance de descobrir o que aconteceu com Lorenzo. É uma atitude estúpida. Estou brincando com fogo, arriscando tudo por um vislumbre de esperança. Encontro as chaves do Aston Martin e decido levá-lo comigo, em homenagem a Lorenzo. Era o mesmo carro que ele dirigia naquela noite. Talvez seja tolice, mas gosto de pensar que um pouco do espírito dele ainda vive ali. Deslizo a chave na ignição quando meu telefone vibra. Tiro-o da bolsa e vejo o nome de Vince na tela. É perturbador o quanto isso me deixa feliz. Eu deveria ignorar. Ceder a esse desejo pode ser a minha ruína — talvez literalmente. — Detetive — cumprimento, mantendo a voz fria e controlada. — Melissa. — A voz grave dele me provoca arrepios, como sempre. — Estava pensando nos seus planos para essa noite. Paro, pega de surpresa. — Meus planos? — Sim — diz ele, hesitante. — Pensei que poderíamos jantar juntos novamente. Para discutir nossa… colaboração. Será uma tentativa genuína de trabalharmos juntos ou ele está se aproveitando do que aconteceu ontem à noite? Ele quer usar isso para brincar com minhas emoções? — Não tenho certeza se isso é sensato. Nossa última refeição juntos terminou de forma um tanto… pouco profissional. — Devo me desculpar? — Você sente muito? — pergunto. Há uma pausa. — Não. Concordo que foi imprudente, sim. Mas não me arrependo. Ainda assim, dessa vez, minha intenção é estritamente profissional. Mordo o lábio, dividida entre a cautela e a necessidade desesperada de qualquer pista s obre Lorenzo. E, droga… eu realmente quero ver Vince de novo.
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