Melissa.
Não sou uma v***a nem uma mulher fatal, apesar do que possa parecer. Sim, uso charme e flerte para conseguir o que quero, mas nunca sexo. Por isso, eu realmente não deveria ter beijado o Vince. Claro, ele é bonito. Inteligente, perspicaz, interessante. Gosto de provocá-lo. Mas tudo isso sempre teve um propósito: dominar ele — e vê como ele conduzia a investigação dele sobre a minha família.
Nessa noite, o objetivo era descobrir algo sobre…
Lorenzo. Nada além disso.
Mas no instante em que os lábios de Vince tocam os meus, tudo muda. A atração controlada se transforma em um incêndio desgovernado. Um desejo ardente, feroz. Eu não sou o tipo de mulher que perde a cabeça por libido. Não transo para conseguir vantagens. Não que eu seja virgem — já namorei alguns homens —, mas nenhum deles conseguiu me prender por muito tempo. E nenhum jamais me fez sentir que eu poderia simplesmente entrar em combustão.
Retribuo o beijo, e isso só joga mais lenha na fogueira. O ar ao nosso redor parece estalar, quente, eletrizado. Ele geme. Ou talvez seja eu. Vince tira nossos copos da mesa de centro e me puxa de volta para ele. Nossos lábios se reencontram com fome, e suas mãos percorrem meu corpo. Ele ergue minha camisola pela cintura e desliza as mãos pela minha pele, arrancando de mim um som que não reconheço. Num piscar de olhos, minha blusa está no chão, o fecho frontal do meu sutiã se abre, e as mãos dele envolvem meus s***s antes de seus lábios os substituírem.
— Meu Deus… — suspiro, rendida, mesmo com todos os alarmes soando na minha cabeça. Ele é policial. Está investigando minha família. Eu deveria parar. Mas não consigo.
Ele me deita para trás, puxando minha saia para cima. Seus dedos roçam o tecido da minha calcinha antes de afastá-lo e encontrar meu c******s, enquanto sua boca se fecha em torno do meu mamilo.
Ofego, arqueando sob o toque.
— Sim… mais…
Vince sempre pareceu o tipo de homem certinho. Alguém que faria sexo metódico, sem graça. Mas o toque dele é como enfiar os dedos em uma tomada: meu corpo inteiro acende de dentro para fora enquanto ele chupa e lambe meu mamilo e seus dedos — úmidos da minha própria urgência — deslizam para dentro do meu corpo.
Eu também quero tocá-lo. Sentir o calor da sua pele. Senti-lo dentro de mim. Mas estou perdida em seu toque. Tudo o que posso fazer é me entregar às sensações até que o prazer me percorra. Eu balanço sob ele enquanto meu orgasmo me alcança.
— Porra... sim —, ele murmura contra meu peito. Ele se aconchega mais contra mim, puxando minha calcinha e acomodando os ombros entre minhas coxas.
— Vince. — O que eu quero é que ele me f**a. Mas esse pedido se perde enquanto sua boca devora minha b****a. Eu grito quando uma nova descarga elétrica me percorre. Ele lambe, lambe e chupa até eu me contorcer. Minha b****a está queimando.
Suas mãos pousam na parte interna das minhas coxas, abrindo-me ainda mais para ele. Sua língua desliza para dentro de mim, percorrendo as paredes sensíveis.
— Ai, meu Deus... Vince...— Estou à beira do abismo novamente. m*l consigo respirar enquanto a necessidade aumenta cada vez mais.
— Vem, Melissa. Eu quero te chupar.
Seu polegar roça meu c******s enquanto sua língua me fode. O prazer me invade novamente, fazendo meu corpo tremer.
Ele desliza pelo meu corpo, beijando-me com força, desesperado enquanto coloca a mão entre nós para desabotoar as calças.
— Quero uma chance. — Eu o empurro, e acabamos caindo do sofá no chão.
Eu rio. — Ops.
Ele me puxa para baixo e me beija novamente. Nunca vi um homem me beijar com tanta intensidade. Isso mexe com meu cérebro.
— Minha vez —, repito, montando nele e tentando me controlar. Desabotoei sua camisa, passando as mãos por um peito que estava mais duro, mais definido do que eu esperava. Inclinei-me, lambendo seu mamilo, amando o chiado da
respiração dele ofegante. Abro a calça dele e a empurro, junto com a cueca boxer, para baixo das coxas fortes.
O p*u dele se solta e, mais uma vez, fico agradavelmente surpresa. É comprido.
Muito longo.
Eu o acaricio.
— Você é cheio de surpresas, Vince. — Espero que isso seja bom.
— Ah, é sim. — Eu me inclino, lambendo cada gota do pré-sêmen na ponta do seu p*u.
Ele rosna em resposta. Gosto do som. É profundo e cru. Então, faço de novo, dessa vez passando a língua pela borda da sua glande. Seus quadris balançam. Seus dedos se enroscam nos meus cabelos. Eu o penetro mais fundo. Seu p*u bate no fundo da minha garganta, e eu só aspirei uma fração dele. Minha b****a estremece com a sensação de tê-lo tão fundo dentro de mim.
Eu o solto, subindo pelo seu corpo, posicionando-me sobre ele. Ele se ergue, sua mão atrás do meu pescoço me puxando para si enquanto me beija novamente. Eu me abaixo, absorvendo-o. O beijo se interrompe enquanto nós dois gememos. A sensação dele entrando em mim, deslizando para dentro de mim, é a sensação mais deliciosa.
— Mais… pegue tudo… — ele rosna contra meu pescoço.
Não tenho certeza se consigo, mas pretendo fazer o meu melhor.
— Ai, meu Deus.— Minha cabeça cai para trás enquanto ele me preenche, cada vez mais fundo. Juro que consigo senti-lo se expandindo dentro de mim também.
Começo a balançá-lo e então monto nele.
— Porra.— Ele arqueia a cabeça para trás. Seus dedos agarram meus quadris. No início, nos movemos lentamente, mas conforme eu me ajusto e a natureza assume o controle, aceleramos o ritmo. É quase frenético enquanto me movo, buscando o prazer supremo.
Apoio as mãos no peito dele. Minhas coxas queimam. Minha respiração é como um fole. É como se eu estivesse correndo uma maratona, só que muito mais doce.
— p***a… Melissa… espera… p**a merda. — Suas mãos me agarram com força, me parando
Soltei um gemido de frustração.
— Estou perto...
— Eu também... mas... não tenho camisinha. — Ele começa a me empurrar.
— Você não está bem de saúde?
— Não é isso, mas…
— Estou saudável. — Então percebo que ele está preocupado com a gravidez. — Eu uso um DIU. — Afasto suas mãos. Não vou ser rejeitada.
— Tem certeza?
— Você acha que estou te enganando?
— Não, eu só…
— Então me f**a, Vince.
Juro que consigo ver um interruptor se acender em seus olhos. Ele me vira, empurrando a mesa de centro para abrir espaço. Ele se aproxima de mim, e meu corpo formiga de excitação. Ele se afunda, e juntos, gememos, o som preenchendo seu apartamento. Se as paredes forem finas, seus vizinhos saberão exatamente o que estamos fazendo.
Seus olhos azuis me observam com intensidade enquanto ele se afasta e mete de novo.
— Abra para mim, Melissa. Me leve mais fundo.
Abro os joelhos e ele afunda de novo. Juro que consigo senti-lo em todos os lugares.
— Mais... mais... mais rápido. — Agarro sua b***a, incitando-o a me f***r com mais força.
É como se uma corda se rompesse, e ele entra e sai de mim com uma rapidez. Eu engasgo com a mudança de velocidade e intensidade. Sinto como se estivesse me segurando com todas as forças enquanto ele penetra de novo, de novo, de novo.
— Porra... Eu estou aqui... Vem, Melissa.
Ele mergulha, esfregando-se em mim. Sou lançada para a estratosfera. O prazer me percorre como um foguete, iluminando cada célula do meu corpo. Eu me contorço, balanço e estremeço.
— Sim! — Ele mete de novo, esfregando-se novamente. O calor preenche minha b****a. Continuamos a nos mover juntos, extraindo cada gota de prazer até que ele desaba sobre mim.
Por um momento, fico ali, simplesmente atordoada. Quem diria que sexo poderia ser tão explosivo? Eu gostava quando já tinha feito antes, mas era mais como coçar uma coceira. Satisfatório, mas nada extraordinário. Mas isso... meu Deus. Meu corpo continua a zumbir depois disso.
Ele nos rola de novo até eu superá-lo. Só agora percebo o que fiz. Fiz sexo com o homem que quer me prender e à minha família. Isso é algo que Lorenzo teria feito. Sou tranquila e controlada demais, controlada demais para fazer algo tão e******o. E, no entanto, aqui estou eu, quase nua, deitada sobre um policial. A coisa mais i****a até agora é que não quero parar. Quero tê-lo de novo. Não. Preciso parar com isso antes que piore. Mas preciso manter a calma.
Inclino-me, dou-lhe um sorriso sedutor e um beijo suave.
— Bom, isso aliviou a tensão.
Ele me observa daquele jeito que faz quando está na defensiva ou tentando entender o que eu quero dizer.
Levanto-me, encontro minha calcinha e a visto. — É bom ter a lei do meu lado, pelo menos uma vez. Formamos uma boa dupla.
Abaixo a saia e encontro minha lingerie e meu blazer. Quando estou devidamente vestida de novo, olho para ele, agora sentado no chão, ainda me observando.
— Estou ansiosa para trabalhar mais com você. — Vou até a porta dele e mando um beijo. — Bons sonhos, Vince.
Assim que a porta se fecha atrás de mim, eu me encosto nela e solto um suspiro. Meu Deus. O que eu fiz? Os últimos momentos passam pela minha cabeça, o quão sexy e intenso ele era. Sua preocupação comigo por não ter camisinha. Pelo menos eu pensava que era preocupação comigo. Talvez ele só não quisesse engravidar uma princesa da máfia.
Argh. Eu deveria ir embora e evitá-lo a todo custo. Claramente, ele tem um poder sobre mim que não consigo controlar. Não posso arriscar mais nenhuma estupidez.
Lorenzo.
Vince concordou em investigar o caso de Lorenzo e, embora eu normalmente não confie em policiais, e Vince não tenha sido muito transparente sobre o que sabe, acredito que ele procurará por Lorenzo. Realmente não tenho escolha a não ser continuar a ver Vince pelo bem de Lorenzo.
O que será que o Vince está pensando agora? Será que ele está pensando no que acabamos de fazer? Deve estar. Ele é um policial certinho.
Provavelmente fará o que puder para evitar que algo assim aconteça de novo.
Espero que sim, porque claramente não posso confiar que conseguirei manter minhas mãos longe dele.