Melissa. Respiro fundo, desejando que a fúria que borbulha dentro de mim se dissipe. A manobra manipuladora do Detetive Salvatore — usar Lorenzo como isca — acende minha raiva. Mas não posso perder o controle de novo como fiz ontem à noite com Matheo. A raiva não me levará a lugar nenhum com esse homem. Ele está esperando que eu exploda, pronto para me descartar como apenas mais uma criminosa impulsiva ou, pior, excessivamente… desequilibrada. Não vou dar essa satisfação a ele. Em vez disso, recosto-me na cadeira com um sorriso brincalhão nos lábios. — Entendo. Então, para haver justiça, é preciso que exista retribuição. — Rio baixo. — Acontece que o seu mundo não é tão diferente do meu. O maxilar de Vince se contrai, os lábios se comprimem em uma linha fina. Por dentro, dou-me um pon

