De Volta ao Presente

980 Words
Eu olhei para todos os lados tentando saber onde eu estava, mas não conseguia reconhecer aquele lugar. Eu estava em uma casa… Não, era uma mansão, era tão enorme, nunca tinha visto nada parecido, quer dizer… só na tv, os móveis da melhor qualidade, tudo tão luxuoso. E de repente Sebas apareceu como um passe de mágica. - Sebas? - Luna? d***a, você acredita que um rapaz que eu nunca vi na vida começou a me perseguir no meu trabalho e me tirou de lá? E logo quando tinham aparecido umas gatinhas. - Olhou para os lados e ficou tão confuso quanto eu. - Onde estamos? - É o que eu estava tentando descobrir até você chegar. E então escutamos vozes que não me eram estranhas, vi ao longe um casal que se aproximava e quando vieram até nós… - Mãe? Pai? - Oi queridos. - Falou mamãe. Os dois estavam tão diferentes desde a última vez que eu os vi, papai estava usando terno, vestimenta que ele usava apenas para ocasiões especiais, como foi o casamento dele e meus 15 anos, ele usava um par de sapatos e seu cabelo estava muito bem arrumado, o que era estranho, porque geralmente ele lavava e deixava secando naturalmente. Já mamãe, estava com um vestido longo de cor vermelha, um sapato alto e seu cabelo estava preso em um coque e a maquiagem não era clara, como ela tanto gostava. Os dois nem pareciam meus pais, pareciam outras pessoas, tinham os rostos deles, mas não pareciam ser eles. - Onde vocês vão com essas roupas? - Perguntei. - Como assim, querida? - Questionou mamãe. - Esse é o estilo de roupa que usamos sempre. E por falar nisso… Que roupas são essas? - Fez uma cara de repúdio. - Ah, é que nós estávamos… - Dizia Sebas. - Estávamos em uma festa de aniversário que o tema era anos 50. - Interrompi meu irmão. - Nós comentamos com vocês, não lembram? - Eu não lembro, desculpa filha, deve ser a correria. - Falou papai. - Eu também não lembro. - Disse mamãe. - Hey, de quem é essa casa? - Perguntei. Mamãe e papai se olharam surpresos com minha pergunta e eu fiquei sem entender o motivo, olhei para meu irmão que parecia deslumbrado com aquela casa que de fato era maravilhosa. Apressado para trabalhar, papai deu um selinho em minha mãe, se despediu da gente e então saiu chamando por um tal de Alfredo, que apareceu nos corredores da casa, por sua vestimenta eu deduzi que ele fosse motorista, será que eu Luna Garcia tinha motorista particular? Que doideira era essa que estava acontecendo com a minha família? - Querida, está se sentindo bem? - Mamãe colocou a palma de sua mão em minha testa. - Nós moramos aqui. - Quê? - Perguntamos Sebas e eu em uníssono. - Ai, que demais! - Meu irmão pulou no sofá sem se importar com mais nada. - Como assim? Nós moramos em uma casinha simples. - Parei por uns dois segundos. - Em que ano estamos? Eu já estava cogitando a hipótese de estarmos no futuro, porque em 2023 era praticamente impossível de estarmos, já que eu estava muito longe de ser rica. - Filha, acho que você está precisando de uma sessão. Sessão? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! Minha mãe sempre quis muito ser psicóloga, ela chegou a iniciar a faculdade, mas acabou trocando de área na metade, pois a vida a fez seguir um outro caminho, e as vezes quando ela achava necessário ela fazia sessões de terapia com a gente, não perdoava nem meu pai, nem vovô e nem o Martin, eu detestava quando ela fazia isso comigo e ficava me analisando como se eu tivesse com algum distúrbio, ah, bem que isso poderia ter mudado também. - Não, obrigada. - Falei. Nisso um cãozinho apareceu correndo pela casa, era o mesmo que eu havia visto na minha foto, mas antes disso eu nunca o tinha visto. O cão late um pouco, mas não como se estivesse bravo, e sim, como se quisesse atenção e carinho. Então, ele pulou em cima do sofá para desespero da minha mãe. - Martin, desça agora desse sofá, você sabe que não é pra subir nos móveis. Martin? Não, esse era o nome do meu irmão, não podia ser. d***a, será que o meu irmão caçula tinha mesmo virado um cachorro? Ai, como reverter isso? Quero meu irmãozinho de volta! O animal desceu do sofá e saiu correndo em direção ao pátio. Mamãe se despediu da gente alegando que iria para seu escritório, onde ela trabalhava. E assim, que a vi ir embora, notei que Sebas estava fascinado olhando cada objeto daquela enorme sala. - Essa casa é demais! Olha essa sala! É do tamanho do meu quarto junto com o teu. - Falou Sebas encantado. - Você percebeu que nossos pais estão diferentes e que nosso irmãozinho virou um cachorro, né? - Indaguei. - Vem, vamos ver o que esse novo mundo nos reserva. - Me puxou pela mão, fazendo eu segui-lo. Dei uma revirada de olhos, mas o segui, afinal, apesar de tudo, confesso que eu também estava curiosa para conhecer toda aquela casa, ou melhor, mansão. Começamos a caminhar por tudo, iniciamos pelo andar de baixo que tinha a sala de estar e a de jantar, uma ampla cozinha, uns três quartos, que eram as dependências dos empregados, dois banheiros e salão de jogos, já no andar de cima tinha cinco quartos, sendo três suítes, e dois normais que estavam totalmente vazios, três banheiros e ainda tinha a sala de cinema, ah, e a área externa era constituída por um enorme jardim, um amplo estacionamento, uma quadra de basquete e outra de futebol, uma área com churrasqueira e um bar, ah, sem falar na imensa piscina. Não posso negar que era uma casa dos sonhos.
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