Episódio 4.

1769 Words
N Taylor. Depois de horas dentro de um carro finalmente chegamos em uma casa grande que estava afastada de uma cidade grande. Ao redor da casa tinha várias árvores e dois carros do lado de fora. Ajeito o casaco vendo fumaça sair da minha boca por causa do frio, eu ainda estava de pijama e o papa nem ao menos tinha um casaco, mas ele não parecia se importar com isso, mesmo estando bastante gelado. Ele sai do carro e eu abro a porta também saindo. Sinto o ar congelar minhas narinas, abraço o urso de pelúcia sentindo meu queixo tremer, levanto o colarinho da blusa de frio que Omar me deu até meu nariz, evitando que o ar gelado me congele por dentro, invés disso, sinto o perfume de Omar ainda preso na jaqueta. Olho para a mansão curiosa, é aqui que Omar mora? Olho para minhas pantufas em contato com a neve me perguntando onde vim parar. Ainda não entendo o que aconteceu de noite, eu nem pude me despedir das meninas e nem peguei minhas coisas, e agora estamos tão longe. Onde diabos eu estou? Abraço com forca meu ursinho, sentindo o clima gelado o suficiente para fazer todo meu corpo tremer. Olho para Omar vendo que ele estava me observando euquanto eu estava viajando na maionese, o olho corada por ter seu olhar preso a mim e seu silêncio profundo. — Está frio aqui, melhor entrarmos. — Ele fala sério. Assinto de cabeça baixa, me aproximo e pego em sua mão sentindo meu rosto queimar por ter seu olhar fixo em mim. Subimos alguns degraus e o papa abre a porta colocando a mão em minhas costas para que eu entre também, o seu toque era quente e aconchegante e meu coração gostava de pulssar todas as vezes que ele me toca. — Olá, senhor. — Uma mulher vestida com um vestido preto e um avental branco me olha e sorrir gentilmente. — N essa é a Elisa, ela é uma das empregadas. — O papa nos apresenta e eu estendo minha mão. — Eu sou a N, plaze. — Falo envergonhada com a voz trêmula pelo frio. Ela me olha assustada, eu pensei que fosse pelo erro na pronúncia das palavras ou talvez por minha aparência ser estranha, mas quando ela se aproximou e me levou para seus braços, eu soltei um suspiro sofrego sentindo seu calor me esquentar de uma forma diferente. Talvez como uma mãe quando abraça seu filho. — Vocês estão congelando. — Ela fala me apertando em seus braços, Elisa esfrega minhas costas me deixando confortável e mais quente, olho para cima me perguntando o motivo de me sentir tão confortável. — Ajude ela a tomar um banho e vestir roupas quentes. — Olho para o papa vendo que ele está pensativo com algo, ele parece preocupado. Mas essa expressão séria e fria sempre me confunde. — Vamos, eu vou te mostrar seu quarto. — Elisa fala me olhando com ternura. Assinto corada. Subimos as escadas e logo eu posso ver várias portas e um longo corredor iluminado, ela abre uma das portas e entramos. Era um quarto grande e cheio de enfeites bonitos e fofos, mas não tinha muitas cores, apenas o branco, parece aconhegante e combina muito com a neve, mas me pergunto porque tudo é branco. Porque não azul? Ou lilás? Esse é o meu quarto? Olho para cama vendo diversos travesseiros em uma cama enorme e alta. Eu não vou ocupar nem um terço dessa cama, vou parecer uma criança perdida no meio da neve, nessa cama. — O senhor Casari queria que se sentisse o mais confortável possível. — Elisa me olha com um sorriso amável. Olho para uma mesinha onde tem um grande espelho com lampadas dos lados, tinha uma boa quantidade de perfumes e acessórios, cremes de pele e muito mais. Também tinha prateleiras com vários brinquedos e jogos, além de uma grande televisão. — Vou te ajudar a tomar banho. — Elisa entra em uma das portas pegando roupas e colocando sobre a cama. — Venha. A sigo para a outra porta e ela sorrir ao abrir o comodo. Céus eu vou ter um banheiro só para mim? Isso parece um sonho. Novamente o lugar não tinha cores, estou começando a pensar que eles ficaram confusos sobre minhas preferencias. — Vou preparar seu banho. — Elisa tira caixinhas dos armários e abre a torneira em uma banheira que tem aqui. Ela despeja coisas lá dentro e coloca sua mão na água, provavelmente vendo a temperatura. Tiro minhas roupas e me sento na banheira que está com espuma e água quente, pisco surpresa, estou me sentindo uma princesa, nunca pensei que tomaria banho em uma banheira. — Você é uma menina muito bonita. Fico feliz que o senhor Cazari tenha encontrado alguém para cuidar. — Ela sorrir me olhando enquanto lava meu cabelo. Eu gostava quando as freiras me davam banho de vez em quando, é muito bom ser cuidada com tanto carinho, mas Elisa é tão amável que sinto que já gosto dela, seu sorriso é tão sincero e caloroso que faz meu peito ficar aquecido toda vez que ela sorrir. Olho para algumas bolhas de sabão que sairam flutuando de repente e estouro uma delas, pensativa. Tudo aqui é tão lindo e confortável, mas eu ainda me pergunto se estou no lugar certo, as coisas não deveriam ter sido diferentes? Como por exemplo... eu não deveria ter saido do orfanato sem ser alvo de um cara com uma arma? Pelo que eu sei o jeito certo de adotar alguém, não é fazer esse alguém pular o muro. Mas se ele me adotou eu não tenho muito o que fazer, agora eu estou sobre responsabilidade dele, bem... mais ou menos, eu já completei dezoito anos, mas como ele me adotou, só serei responsável por mim mesma quando completar vinte e um. Então tenho que me sentir em casa afinal. Elisa me ajuda a me vestir com roupas bem quentinhas e confortáveis, sendo carinhosa a todo momento. — Tome. — Ela estende uma chupeta sorridente — Eu não uso isso. — Falo corada. Mesmo morrendo de vontade de coloca-la na minha boca e sentindo vontade de chorar por não poder coloca-la, eu tenho que deixar aquelas esquisitizes de lado. Não posso ser mais daquele jeito, ou provavelmente eles me odiaram. — Não seja boba, ninguém aqui vai te julgar. Até porque a pessoa que te protege é o senhor Cazari, ninguém seria capaz de passar por cima da autoridade dele. — Ela segura meu rosto me olhando carinhosa. — Você não precisa se envergonhar disso, ser assim é o que faz você, ser você, é a coisinha mais linda que eu já tive o prazer de ver. — Elisa sorrir para mim. — O papa não vai me acha estlanha? — pergunto envergonhada e ela rir. — Não, ele vai adorar certamente. — Ela coloca a bubu na minha boca e eu percebo que ela está um pouco gelada e molhada, Elisa deve ter lavado ela a pouco tempo. — Viu? Você é a coisinha mais fofa desse mundo. — Ela vira meu rosto para o espelho e depois beija minha bochecha amável. — Agora eu vou secar seu cabelo, para você poder descer e comer algo. — Assinto sentada na cadeira quieta. Chupo a bubu diversas vezes me sentindo sonolenta, mas eu sentia que precisava ficar alerta, eu sou pequena e fraca, se qualquer um tentar fazer algo comigo, eu não terei chances de lutar. Fico parada até que Elisa termine, logo ela coloca uma touca na minha cabeça me fazendo sentir-me quente. — Tem algo especial que queira comer? — Ela pergunta acabando de me pentear. — Pode ser sopa? — Ela me olha surpresa. — Claro. — Elisa sorrir. — Não achei que fosse conhecer uma pessoa que gosta de legumes. — Pisco surpresa. — Selio? Mas é tão bom! — Ela rir. — Sim, é mesmo. — Elisa me olha orgulhosa. Me levanto da cadeira pegando em sua mão, tiro minha chupeta e a coloco em cima da mesa acompanhando ela para fora do quarto. — Eu não esperava que fosse ser tão pequena. — Ouço uma voz masculina e olho para trás vendo um moço ruivo, ele olha para mim e pisca surpreso. — Meu deus, quanta fofura. — Ele aperta minhas bochechas me olhando com um largo sorriso. — Parecem duas almofadas macias. — Ele me puxa encostando sua bochecha na minha, fico na ponta do pé e ele se abaixa para podermos ficar na mesma altura. Olho para o moço ruivo me perguntando o que está acontecendo e ele me olha com pena. — Céus, ele vai te engolir em uma mordida só. — Ele choraminga finjindo chorar, Elisa me puxa colocando minha cabeça em seu peito, tapando meu ouvido com a mão e o outro com seu corpo. — Ravi, tenha educação e pelo menos se apresente antes de dizer coisas sujas. — Elisa fala firme me fazendo arrepiar. Ela irritada é aterrorizante. — Foi só um comentário, eu vou parar. — Ele volta a sorrir. — Olá miúda, como nossa amada Elisa acabou de declarar, eu me chamo Ravi. — Ele sorrir largo. — Eu sou a N! — Me apresento estendendo minha mão. Ele olha para minha mão estendida e sorrir com os olhos brilhando, Ravi puxa minha mão para mais perto me fazendo piscar surpresa. — Oh, olha esses dedinhos Elisa. — Ele rir olhando para Elisa. — Ele é um i****a, mas é a pessoa em que o Senhor Cazari mais confia, ele vai cuidar para que ninguém machuque você. — Elisa explica enquanto eu observo o sorriso simpático do ruivo. — Eu passei de aniquilador, para babá. Isso é tão humilhante, mas já estava ficando chato torturar aqueles caras. — Abraço Elisa com medo. Torturar? Aniquilador? — Ravi, antes que você seja torturado eu aconcelho a parar de assusta-la, pensei que o senhor Cazari tinha sido claro conosco. — Elisa me abraça falando firme com Ravi. — Ta tá, não sou eu quem troco os lençóis da casa mesmo. — Ele passa por nós colocando as mãos no bolso. Elisa tapa meus ouvidos e eu olho para ela vendo sua boca se mexer descontroladamente, olho para Ravi vendo ele irritado falando algo também, mas eu não estava ouvindo a discussão dos dois. Essas vão ser as pessoas que vão cuidar de mim? Essa é a minha nova família? Sorrio alegre. É melhor do que eu esperava. E parece tão divertido.
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