Toda universidade tinha a sua semana do saco cheio — quer dizer, acadêmica —, onde eram disponibilizadas inúmeras palestras para todos os cursos. Como o campus era amplo e aberto, tendo espaço suficiente para intercalar os profissionais durante os seis dias — com direito a certificados das horas assistidas em auditório.
O mais comum e necessário era participar de quantas possíveis, ganhando o crédito necessário durante os primeiros semestres para que ao se formar, não passar apuro correndo atrás e adiando a graduação. No entanto, Charlotte já tinha escapado três dias, aproveitando o tempo livre para fazer literalmente nada. Ou contrário, Louise saía cedo, voltando tarde — nada fora do normal. Sua rotina era praticamente igual, só que menos cansativa.
Naquele exato momento, a morena dançava pelo quarto ao som de uma playlist aleatória que criou junto com sua melhor amiga. Ela não tinha nada para comemorar, mas acordara animada, mexendo o esqueleto ao que cantava muito errado as letras — sem se importar, aliás, estava sozinha.
Lottie podia ter aproveitado a energia para ajeitar seu lado da bagunça, as roupas estavam por todos os lados — a maioria suja, precisando de uma atenção maior. Contudo, continuar negando que tinhas coisas mais importantes era a melhor opção até agora.
Porém, sua felicidade foi interrompida por alguns minutos, o grupo da sua turma estava enlouquecido mandando mensagens sobre algo que a coordenadora soltou — através da representante de turma —, algo como ação social no sábado pela manhã. Isso a fez pensar se realmente queria se comprometer.
Amava trabalhos voluntários, participou de cinco quando adolescente por influência da avó e não teve do que reclamar pelo sentimento de compaixão que sentiu em cada uma. E ao se lembrar da vez que visitou uma geriatria pública, onde fez amizade com praticamente todos os internados, não hesitou em confirmar sua presença. Não sabia bem ainda como ajudaria sendo estudante de design, mas não se importava — estava disposta a tudo o que lhe encarregasse de fazer.
Dançar ficou ainda mais divertido após essa decisão, abrindo a mente para talvez fazer uma arrumação onde morava.
A parte difícil dessa semana toda era a dificuldade da Charlotte se encontrar com sua mãe, tendo prometido uns dias visitá-la para m***r a saudade. No entanto, a morena não se sentia confortável em ir.
Amava-a com todo o seu coração, mas a assimilação de que teria com conviver com ela e não estava preparada. Tinha escolhido uma universidade longe o suficiente para que isso não ocorresse com tanta frequência quanto a matriarca queria.
Sua infância não foi a mais fácil, mesmo nos Estados Unidos, quando ainda era bem pequena e a adolescência chegou a ser pior. Não que a culpa fosse inteiramente dela, Charlotte só evitava ao máximo qualquer outro contato com aqueles tempos sombrios.
Por isso, quando teve a notícia da ação social, não demorou muito para avisar que infelizmente não poderia ir dessa vez, ouvindo por alguns minutos as reclamações da mãe sobre a instituição. Obviamente que não dividiu a informação de quando seria ou, ainda assim, teria que comparecer.
Isso a fazia pensar em como sua família era diferente da melhor amiga, com ela tendo todo o apoio e suporte em tudo o que precisava. A inveja que sentia era de apenas que sua mãe tivesse sido mais presente e carinhosa, contudo, ganhou uma porcentagem de como era quando os conheceu pessoalmente pela primeira vez, amando cada segundo com cada m****o, até mesmo Alexia, a caçula dos Fontaine.
Seria pedir demais para Dona Giselle a adotar? Estava muito velha para isso? A morena riu com o pensamento, digitando a explicação rápida que daria para a mãe por mensagem. Ligar era proibido, o que era maravilhoso — Charlotte não confiaria na voz ao contar o imprevisto. Algum dia desses, precisaria contar a verdade sobre sua relação com a mãe e toda sua família, sentindo vergonha por cada detalhe escondido.
E antes de esperar qualquer resposta, a Roux trocou a música para uma mais agitada, voltando a dançar com toda a energia, animação e felicidade da qual começou minutos antes.
Mal se continha ao conversar com a melhor amiga para que fosse com ela, seria uma experiência única.
Louise estava cansada, tinha passado o dia inteiro sentada ouvindo os palestrantes e se locomovendo entre os blocos, m*l tinha tido tempo de comer alguma coisa. Era o terceiro dia no qual repetia esse comportamento, contudo, precisava das horas complementares, seguindo o pensamento coletivo: quanto antes, melhor.
Pelo menos os temas eram muito interessantes, poupando-a do tédio supremo — porque sempre tinha uns minutos ou outros que deixavam todo mundo sonolento. Era uma oportunidade única, de não fosse por meio da universidade, teria um custo bastante alto para assistir em qualquer outro lugar. Seu caderno estava repleto de anotações rápidas, ela que lutasse para decifrar depois. Além disso, seu celular devia estar lotado de mensagens não lidas, desligando-se de qualquer distração, não tendo certeza de que queria lê-las também.
Quando chegou em casa e tudo o que mais desejava era dormir, sem tomar banho ou trocar de roupa, no entanto, venceu a preguiça que a dominava. Um aroma novo e delicioso encheu seus pulmões, desviando a atenção para a cozinha, onde uma travessa de lasanha — ainda quentinha — descansava na bancada americana que dividia com a sala. Foi o momento que reparou que estava com muita fome, a boca salivando em expectativa.
— Ah, Lou, finalmente chegou! — a morena exclamou, saindo da pequena lavanderia que tinha dentro da cozinha, dando de cara com a amiga, uma cesta cheia de roupa em um dos braços.
— Um furacão passou por aqui?
— Como assim? O lugar está brilhando.
— Exatamente. — Charlotte se sentiu ofendida por alguns segundos, revirando os olhos para a amiga.
— Não vai ganhar essa janta maravilhosa que fiz, só pela petulância.
Louise gargalhou, largando finalmente a mochila no lugar próprio perto da porta, andando rápido até a morena para abraçá-la.
— Você me mima demais, sabia disso?
— Sim, devia me apreciar mais — dito isso, Lottie empinou o nariz e saiu para estender as roupas molhada. — Aproveita que estou de bom humor, fiz uma sobremesa também.
A ruiva arregalou os olhos, brilhando em felicidade — todo o cansaço sumindo por alguns minutos. Sabia plenamente que tinha a melhor amiga do mundo.
A dupla do dormitório 12 jantou juntas, conversando amenidades sobre seus dias, chegando finalmente no assunto mais importante de todos: a ação social. Louise amou a ideia, querendo praticar as novas técnicas de massagem que tinha aprendido. Geralmente ela testava na morena, mas ela suspeitava quando recebia, aproveitando para relaxar e sempre elogiando a ruiva exageradamente — não que fosse mentira.
Antes de deitar, já tomada banho, Lou m*l se lembrou de verificar o celular, pegando-o para ler as mais importantes. Lottie tinha mandado algumas, rindo do conteúdo aleatório que ela sempre compartilhava consigo, o restante sendo da sua turma da faculdade — a coordenadora mandando o mesmo informativo que a amiga recebeu mais cedo. Não perdeu tempo em ver as trezentas e cinquenta e sete mensagens dos colegas, apenas copiou a lista de participantes para colocar seu nome.
— Minha turma também vai participar da ação — a ruiva comentou assim que Charlotte senta à cama com uma toalha ainda enrolada no cabelo. — Mesmo se você não tivesse me convidado, teria que ir.
A morena riu, o destino ajudando-as como sempre. Ela a olhou fixamente, os olhinhos pedintes de um favor, que Louise conhecia muito bem. Então ela se levantou, libertou o cabelo cheio da amiga para desembaraçar gentilmente e fazer uma pequena massagem no seu couro cabeludo. Lottie quase dormiu com as mãos delicadas da ruiva, sentindo seu corpo inteiro relaxar com o contato firme e preciso.
Louise desejou que a semana tivesse passado mais rápido para se ver livre das palestras, mas, infelizmente, pareceu durar uma eternidade. O cansaço acumulou e, sem forças para assistir ao último dia, ficou — pela primeira vez na vida — dormindo até mais tarde em sua cama macia.
Quando Charlotte acordou e a viu deitada, riu baixinho para não acordá-la e após escovar os dentes e os fios embaraçados por ter dormido com ele molhado, ajeitou-se ao seu lado, caindo no mundo dos sonhos instantaneamente.
Inconscientemente, ambas se arrumaram melhor na cama de solteiro da ruiva, formando uma conchinha, Louise sendo o lado maior — ainda que fosse mais baixa um centímetro. Seus braços circularam a cintura da amiga, puxando-a para mais perto, sentindo o cheiro de laranja que seu cabelo soltava bem de perto. Um sorriso contido, mas feliz, formado nos lábios de cada uma.
Foi no horário de almoço que finalmente despertaram de verdade, a posição diferente da qual estavam: Lottie tinha o braço esticado e Lou descansava a cabeça nele, usando o ombro também como travesseiro. Uma de suas pernas permanecia entre as da morena, ainda abraçando a cintura dela.
— Bonjour, mon amour — Louise sussurrou, apertando-as ainda mais contra seu corpo.
Charlotte não respondeu, sendo um pouco m*l humorada quando abria os olhos. No entanto, remexeu-se, trocando as posições e murmurando algo contra o pescoço da amiga. A ruiva entendeu perfeitamente que ela não estava pronta para dialogar ainda.
O silêncio que se seguiu foi normal, a mais velha pensando em como tinha sido uma ótima ideia não ter ido para as palestras, precisando desse desc, filtro algum sobre um tema específico e quando estava perto de cair no sono novamente, Lottie se pronunciou.
— Você matou aula — murmurou, ainda escondida no seu pescoço.
Lou piscou algumas vezes, voltando a consciência.
— Palestras.
A morena deu de ombros, indicando que era a mesma coisa, rindo em seguida. Ela se afastou minimamente da ruiva, olhando-a com olhos semicerrados de sono enquanto a amiga mantinha os seus fechados.
— O que quer? — Lou questionou, sabendo que estava sendo observada.
— Café.
— Você é cozinheira aqui, devia fazer para nós.
Lottie não respondeu por alguns segundos, contudo, levantou o suficiente para sentar no abdômen dela, erguendo as mãos da ruiva acima da cabeça dela. Encarou-a seriamente, os rostos alinhados. Lou foi pega totalmente de surpresa, abrindo os lábios no processo.
— Vai fazer uma massagem em mim? — a ruiva perguntou audaciosamente, um sorriso travesso desenhado em sua boca.
— Em troca pelo café da manhã? — Lottie devolveu na mesma moeda.
O silêncio reinou, ambas segurando o riso da brincadeira perigosa que m*l tinham conhecimento que iniciaram, decidindo pelo o olhar o que fariam em seguida. O arrepio que sentiram na boca do estômago era algo indefinido ainda.
A ação social começou cedo para os estudantes que iriam participar. O local era aberto e amplo, pensando na quantidade de pessoas que poderiam aparecer. Arrumar cada estação foi mais fácil e rápido do que todos esperavam, não demorando muito para acabar a tarefa.
Louise vestia seu jaleco branco e touca para prender seus cabelos, bem ao lado da sua cadeira profissional de massagem, esperando as instruções da coordenadora. Charlotte usava uma roupa mais descolada, com um crachá pendurado no pescoço — assim como todos os outros, como uma forma de diferenciação entre os clientes e os estudantes que trabalhariam —, arrumando seu cantinho de desenho, pronta para fazer caricatura de quem pedisse.
As horas passaram até rápido, quando viram, passava das três da tarde e a morena já tinha recebido cinco convites de casamento do grupo de idosos do Lar Madalena que veio para aproveitar aquela ação maravilhosa. Eles se divertiam com cada estação, tendo, inclusive, um salão de beleza improvisado. Para as crianças, Lottie fazia desenho facial — com maquiagem própria —, variando nas mais diversas ideias. Foi distribuído lanche para todos, com direito a picolé, croissant e sucos naturais.
Louise se divertia com as histórias aleatórias que os clientes lhe contavam, pedindo até conselhos para que os ajudassem ou até para serem apenas ouvidos. Todos saindo com um sorriso no rosto com a mágica que faziam com as mãos. Ela também teve alguns pedidos de casamento, sendo os mesmos de Lottie, mas eles não sabiam que elas eram amigas.
Os olhares que trocaram a todo mundo dizia muito sobre o que sentiam, compartilhando sentimentos segredados com sorrisos e levantar de sobrancelhas, divertindo-se com a situação. Essa era a forma que encontraram de estarem juntas sem realmente estar, a distância entre suas estações era um pouco grande — tendo três outras no meio —, não impedindo que achassem seus jeitinhos de ultrapassar aquelas várias cabeças.
O expediente acabaria em breve e, ainda que a ruiva estivesse o tempo todo em pé, não se sentia nem um pouco cansada. O trabalho era tão gratificante e maravilhoso que só reparariam na exaustão depois do banho quente para relaxar.
O dia foi tão divertido que todos ficaram tristes quando tiveram que recolher tudo para finalizarem. E para comemorarem o excelente trabalho que tinham feito, os coordenadores dos cursos que participaram combinaram um jantar dali umas horas — dando tempo de se trocarem.
Charlotte fez sua parte com a arrumação e com o tempinho livre que teve durante o evento inteiro, pegou seu lápis e o bloco do qual levou para continuar o tinha iniciado no momento em que viu a amiga radiante com o trabalho que vinha fazendo. Precisava captar a essência daquele dia e dela, um presente simples, porém, cheio de amor. A Roux esperava conseguir terminar o quanto antes, a ansiedade de entregar era muito grande.
A pizzaria estava cheia por praticamente todos os estudantes da universidade de Paris, ocupando várias mesas. O mais legal foi que a união deles, sentando-se com aqueles que tinham feito uma amizade durante o dia, não se rotulando apenas pelos diferentes cursos que estudavam.
Charlotte e Louise ficaram juntas, obviamente, no entanto, Justin, Magali e Simon se juntaram a elas, trocando as experiências que tinham tido com a ação social.
— O menino me olhou com os olhos brilhando quando viu o corte novo que fiz nele — Simon contou, uma mão no coração, tocado pela emoção que a criança tinha compartilhado consigo. — O cabelo dele passava da cintura e tudo o fiz foi cortar em v, realmente combinou com ele.
— Ah, o Oliver! — Magali reconheceu o cliente específico, expressando carinho por ele. — Ele pediu uma maquiagem do Batman, a coisa mais linda esse menino.
— Agora eu lembro quem é — Lottie disse, rindo de leve ao se lembrar da imitação que tinha feito antes de sair, provando seu amor pelo personagem da DC.
— Vocês perderam os pedidos de casamento que Louise recebeu hoje, ela estaria bem de vida com todo o amor que demonstraram — Justin comentou, revirando os olhos pelo cutucão que levou da ruiva.
— Mentira! — Lottie gritou, colocando as mãos em frente a boca. — Eu também!
A dupla gargalhou, compartilhando um sentimento mútuo de amabilidade, achando graça pela situação. Justin e Magali contaram cada detalhe do que aconteceu, assemelhando-se em muitas partes.
A conversa continuou por mais uma hora, eram quase onze horas e a pizzaria começou a esvaziar, cada estudante sabendo quando precisavam voltar para casa. Na mesa do quinteto, sobrou apenas as amigas, enrolando para ir embora alegando precisarem que as pizzas assentassem um pouco antes de caminhar novamente. Até os professores já tinham saído, um pouco mais cedo que muitos alunos.
— Foi muito gratificante, mas acho que não vou conseguir limpar o dormitório por uma semana — Charlotte confessou, apoiada com os dois braços nas cadeiras ao seu lado, a ruiva de um dos lados.
— Essa é a desculpa mais esfarrapada que você já disse.
— Não custa tentar, né?
Louise a encarou fixamente, os olhos pequenos de sono, mas sérios, apenas para sorrir largamente, apertando o nariz da morena com o dedo indicador.
— Você tem feito um bom trabalho com a arrumação do dormitório, por isso, te dou os próximos sete dias de descanso.
Charlotte fez a careta de quando ficava sem graça, enrugando o nariz e os olhos quase se fechando, fazendo um barulho alto e esquisito com a garganta.
— Te recompensarei com uns mimos culinários e quem sabe uma massagem? Preciso treinar as técnicas que me ensinou.
— Podemos achar uma cobaia para isso — Lou falou, levantando-se rapidamente para fugir da reação que a amiga teria, alcançando a porta quando a outra se pronunciou.
— Você disse que faço direito! — gritou, correndo atrás da ruiva, que gargalhava.
Na manhã de domingo, Louise acordou tarde — quase duas da tarde —, porém, totalmente descansada, por mais que algumas dores no corpo se fizessem presente. Um sorriso estava em sua boca, lembrando tudo o que tinha acontecido no dia anterior, respirando fundo com o sentimento de gratidão pela oportunidade de ter participado de algo tão grandioso e magnífico. Ela se virou para o lado onde sua amiga estaria, querendo perguntar uma coisa, mas não a encontrando.
Achou estranho, a morena não acordava cedo, principalmente nos finais de semana, por isso levantou mais rápido do que seu cérebro recomendaria, sentindo uma pena tontura no processo. Esperou alguns segundos, tentando pensar onde Lottie poderia estar em pleno domingo — não fazendo ideia do horário ainda.
Procurou por todos os cômodos, sem sinal da melhor amiga, então voltou para o quarto com a intenção de pegar o celular e ligá-la, no entanto, outra coisa chamou sua atenção. Era um envelope com seu nome escrito, nada mais.
Confusa, pegou-o e o abriu, retirando duas folhas A4 de lá. Seus olhos marejaram pelo presente inesperado, completamente surpresa pelo desenho profissional dela de perfil em frente a sua cadeira de massagem. Louise conseguia se lembrar perfeitamente de quando foi capturada aquela imagem. A ruiva escutava atentamente um dos clientes conversando consigo antes de começar o quinze minutos de massagem. Um sorriso aberto mostrava o quanto confortável e feliz estava.
Na segunda folha, a Fontaine tinha os olhos fechados suavemente, mostrando o sono profundo do qual estava, até o biquinho nos lábios mostrava a mania que tinha ao dormir. Os cabelos compridos espalhados pelo travesseiro deram um toque especial ao desenho por inteiro. Charlotte devia ter feito hoje pela manhã enquanto, de fato, estava entregue ao mundo dos sonhos.
Foi um presente tão especial, que seu coração estava quentinho dentro do peito, seu amor pela melhor amiga só crescia a cada segundo que viviam juntas, compartilhando histórias e momentos. E Louise sabia perfeitamente como retribuir.
Charlotte teria que esperar para ver a reação da ruiva quando voltasse para o dormitório, tinha saído para comprar ingredientes para cozinhar algo diferente e gostoso naquele domingo. Ela sentia que todo dia tinha algo para comemorar com Louise, sendo coisas ou ruins — o importante era estarem juntas.