LVIII (+18)

1291 Words
A sala do conselho estava mais fria do que o habitual. Não pelo inverno mas pela tensão. Os homens já estavam reunidos quando Ewan e Rowena entraram. Rostos fechados. Mandíbulas tensas. Pergaminhos espalhados sobre a mesa longa, alguns ainda marcados com cálculos apressados sobre estoques e custos. O mais velho entre eles, o conselheiro que servira ao pai de Ewan, foi o primeiro a falar. — Vossa Majestade — disse, inclinando a cabeça apenas o suficiente para não ser considerado desrespeitoso. — As doações feitas ontem… foram excessivas. Não houve deliberação. Nem consenso. Ewan permaneceu em silêncio. Os olhos dele varreram a mesa, um por um, como se contasse inimigos antes de uma batalha. Não disse nada. Não precisava. Outro conselheiro pigarreou. — Os celeiros não são infinitos. O inverno m*l começou. Agir por impulso pode custar caro ao reino. Foi então que Rowena deu um passo à frente. — Impulso? — questionou, a voz clara, firme, ecoando na sala. — Como ousam chamar de impulso uma decisão que protege o próprio povo? Os homens se entreolharam. Não estavam acostumados àquela rainha. — Estão questionando a decisão do rei — continuou Rowena, o olhar afiado. — E isso não é um erro pequeno. O silêncio caiu pesado. O conselheiro mais velho apoiou as mãos na mesa, medindo as palavras. — Sabemos muito bem, Vossa Majestade… — disse, agora olhando diretamente para ela — …que essa ideia não partiu do rei. Alguns homens assentiram discretamente. — O rei sempre foi estratégico. Calculista. — Ele fez uma pausa calculada. — Essa foi uma decisão movida por… sensibilidade. Rowena sentiu o peso daquela acusação. Ela não olhou para Ewan. Não hesitou. — Estão errados — disse simplesmente. — A ideia foi do rei. Um murmúrio contido percorreu a mesa. — Foi Ewan quem ordenou a liberação das mantas — continuou ela, firme. — Como rei. Como estrategista. Como alguém que entende que um povo enfraquecido pelo frio não sustenta um reino forte. Ela se virou levemente, encarando-os um a um. — Se querem questionar essa decisão, questionem o rei MacAllister. Não a mim. O conselheiro mais velho estreitou os olhos. — Então Vossa Majestade confirma… que nada disso partiu da rainha? — Confirmo — respondeu Rowena, sem piscar. Foi então que Ewan falou. — Basta. Uma única palavra. Mas dita com a autoridade de quem nunca precisou elevar a voz para ser obedecido. — A decisão foi minha — declarou. — E não será revertida. Ele se levantou lentamente. — Se os estoques diminuírem, eu assumirei as consequências. — O olhar dele se tornou gélido. — Mas não aceitarei que usem minha esposa como bode expiatório por algo que julgam fraco apenas porque envolve compaixão. O silêncio foi absoluto. O conselheiro mais velho abaixou o olhar primeiro. — Como desejar, Vossa Majestade. Ewan estreitou os olhos, estavam gélidos, olhou para Rowena, forte, olhar impenetrável, ela não hesitava em enfrentar o conselho, ele admirava isso. Olhou novamente para os homens a sua frente, parados, inquietos, tentando usar sua esposa como símbolo de fraqueza, mas isso ela nunca fora. — HOMENS— a voz de Ewan saiu forte, corta, alta o suficiente para os guardas que estavam no corredor aparecerem correndo. Rowena estreitou os olhos mas se manteve em silêncio. Os conselheiros travaram, com medo, sem saber o que Ewan faria. Dois soldados entraram na sala. — Vossa majestade — falaram em uníssono com uma reverência curta. Ewan não tirou os olhos dos conselheiros que estavam de cabaça baixa. — Duncan, tire todos os guardas do corredor, até mesmo vocês dois, irão fazer guarda no portão do castelo. — Sim, majestade. — Me dê sua espada Duncan.— ordenou Ewan a um dos guardas que entregou a ele na mesma hora. Rowena permanência em silêncio. — Vossa majestade — a voz do conselheiro saiu trêmula de medo— O que fará com isso, meu rei ? Ewan fez um gesto com a mão mandando que os guardas saíssem e eles assim fizeram. Ewan ficou um tempo em silêncio analisando a lâmina, depois jogou sobre a mesa com força fazendo os conselheiros recuarem. —Vou mostrar a vós que quem manda nesse reino sou eu. E deixar claro que ninguém ousara tentar usar minha esposa contra mim novamente. Rowena olhou de relance para ele. Os conselheiros engolirem seco. — Todos vocês, fora. Quero todos em pé na porta do lado de fora. Só poderão sair de lá quando eu ordenar. Os homens se entreolharam confusos, olharam para a espada jogada na mesa e fizeram imediatamente o que ele ordenou. — Como deseja, vossa majestade.— todos falaram com uma reverência. Saíram e ficaram em pé do lado de fora, Ewan fechou a porta sem força excessiva e se virou para Rowena. — Ewan— ela chamou ele se aproximando — O que farás? Ele levou a mão até o rosto dela acariciando sua bochecha. — Mostrarei a eles que somos os soberanos dessa terra, e principalmente deles. Rowena franziu o cenho confusa. Ewan passou a mão por trás de suas costas e a ergueu a colocando em cima da mesa com força, o barulho foi alto e o choque também, a coroa de Rowena caiu rolando pelo chão. — O que estás fazendo?— Rowena perguntou baixo, mas não obteve respostas verbal. Ewan puxou ela para mais perto e encaixou ela entre suas pernas, levou os lábios até seu pescoço e passou a língua até a orelha dela, Rowena gemeu surpresa. Ele capturou sua boca em um beijo quente, profundo. Rowena levou as mãos até seu cabelo longo e encaixou os dedos em seus fios loiros. Ewan abriu as pernas dela e se agachou, com mãos impacientes ele puxou com força o short de cetim que ela usava e ele cedeu facilmente em suas mãos. Agarrou as mãos nas coxas de Rowena e passou a língua em sua i********e. Rowena foi pega de surpresa pela sensação e apertou o cabelo dele, Ewan rosnou baixo enquanto mordia sua coxa, ajeitou a posição de Rowena e começou a saborear sua i********e sem delicadeza, passando a lingua quente pesadamente por toda sua i********e. Rowena começou a gemer alto, alcançou a mão na coroa de Ewan e jogou longe. Ele apertou mais a boca nela e Rowena gritou alto o nome dele. Os conselheiros do lado de fora entenderam o que estava acontecendo. Se entreolharam sem graça e abaixaram a cabeça. O mais velho ao ouvir o grito de Rowena chamando por Ewan, fechou os olhos. — Pelos deuses..— disse incrédulo. — Eles...eles estão.— outro começou mas não teve coragem de terminar a frase. Todos cruzaram os braços e abaixaram os rostos, os gritos de Rowena preenchiam o corredor. Rowena dentro da sala chamava por Ewan cada vez mais manhosa, suas pernas começaram a tremer levemente e Ewan sabia que ela teria um orgasmo. Intensificou os movimentos da sua língua e Rowena não durou muito, Ewan ficou ali e limpo cada gota do prazer dela. Levantou se para encara-la. Ela estava ofegante, as mãos firmes na lateral da mesa, bochechas coradas. — Sabes que eles ouviram não é?— Rowena disse em um fio de voz, apenas comentando, ela não tinha nenhum sinal de vergonha pelo que tinha acontecido. — Sei, por isso mesmo mandei que ficassem. Rowena sorriu levemente. — Queria que eles ouvissem ? — Queria que eles soubessem que é minha, tenho certeza que nunca mais irão tentar te usar contra mim. Rowena sorriu e beijou Ewan. Ele quebrou o beijo minutos depois. Foi até a porta e chutou, fazendo os conselheiros pularem de susto. — Vocês, dispensados. Os conselheiros saíram quase correndo dali tropeçando nos próprios pés. Rowena soltou uma gargalhada e Ewan a acompanhou.
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