LII

479 Words

A sala estava vazia quando a noite caiu. As tochas foram acesas uma a uma, lançando sombras longas pelas paredes de pedra. O castelo dormia, mas Ewan não. Nunca dormia quando algo precisava ser criado ou decidido. A forja estava viva. O fogo rugia baixo, controlado, alimentado com precisão. Ewan arregaçou as mangas, expondo os braços marcados por cicatrizes antigas, cada uma lembrança de uma guerra diferente. Pegou o aço que escolhera para Rowena e o colocou no coração das chamas. O metal começou a mudar de cor. Vermelho. Laranja. Quase branco. Ewan observava com a mesma atenção que dedicava a um campo de batalha. Cada detalhe importava. Cada segundo. Quando o aço atingiu o ponto exato, ele o retirou com as tenazes e o levou à bigorna. O primeiro golpe do martelo ecoou pela sala,

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