Capítulo 26. Inesperadamente Bom

1001 Words
Heavenly Village, South Lake Tahoe, California Foi gostoso ter com Bea — e jamais poderia negar isso. Ela tinha um fogo daqueles, fora do normal, mas, como já era esperado, ela acabou desfalecendo após muito gozar. Forramos o chão com um casaco e precisei improvisar para colocá-la em meu colo e cobrir seu corpo nu com a nossa cama improvisada. Demoramos e isso acendeu o alerta de algum segurança da moça. Dava para ouvi-lo chamar ao longe, mas ela provavelmente não acordaria tão facilmente. Quando a voz aproximou, apenas mantive zelosas carícias no cabelo da moça que ainda estremecia com meu toque, acabava gemendo. Talvez estivesse tendo algum sonho bem quente! Era um homem forte e alto, o estereótipo de segurança. Só deu para perceber ser hispânico por causa do clássico bigode horroroso que eles amavam. Eu também estava nua, mas seu corpo escondia, então, ao nos ver, ele se aproximou rápido, arguindo: — Vocês estão bem? Eu apenas a envolvi, virei o rosto para fingir vergonha, mas não falei nada. Ele levou à mão a arma — não me conhecia — e começou a nos circundar. — O que você- Silenciou ao ver minhas costas nuas. — Não pode contar... — Fingi ofegar. — P-por favor... isso pode acabar com a carreira dela! — insisti. Olhei-lhe sobre os ombros e ele ainda estava vidrado na cena — talvez tentando ligar dois e dois. — E-ela estava triste... Acabou adormecendo depois... e eu não achei que alguém viria. — Tornei a envolvê-la para esconder meu rosto em seu pescoço. Bastou respirar e ela gemeu de novo. — E-eu não vou contar. — O homem falou. Tinha a voz trêmula. Deu para ouvi-lo devolver a arma ao coldre e travá-lo — salva, pensei comigo. — Consegue... se vestir? — Ele perguntou. — Preciso de ajuda. Ela adormeceu nua... Ele só assentiu com a cabeça e se aproximou. — Cuidado... — Fingi ser a pessoa mais zelosa e amorosa do mundo quando ele a pegou no colo. — O-obrigada por ajudar... e-eu estou- — Virei o rosto. Cobri meus seiös com um dos braços e coloquei a mão sobre a virilha, apertando as pernas como uma pessoa verdadeiramente acanhada. Minha pele ainda estava vermelha pelo tanto que eu consegui gozar — então, nem precisava me esforçar. — E-eu viro. — O homem engoliu seco. — O-obrigada. Ele se virou e eu levantei para me vestir. Ainda murmurei bastante, olhando para trás por muitas vezes para ver se ele observava — como uma moça assustada. Obviamente, eu o peguei me observando por algumas vezes e até gostei daquele teatro lascivo. — A-agora... só preciso... fechar... mas ajudo. Ele se virou, acanhado. Dava para ver que tinha uma ereção. Tomei a roupa dela para me aproximar e, apesar de desajeitado, ele me ajudou para vesti-la. Ficou ainda mais acanhado quando ela gemeu e o apertou. Ficou robótico no processo com movimentos bem brutos, quadrados. Tornei a cobrir o chão e o pedi para deitá-la. Depois virei e ajeitei o cabelo para pedir: — P-pode me ajudar? D-desculpa pedir tanto. — C-claro, ruiva. — Ele se aproximou. Ao chegar perto de mim ainda respirou fundo. Dei um breve e maldosö passo para trás, apenas para ele sentir o leve contato dos nossos corpos. Novamente, ele arfou, mas conseguiu fechar. — O-obrigada de novo. O que é melhor agora? Para onde a levará? — perguntei, virando para olhá-lo. — Até um dos quartos. Se o patrão souber disso, ele vai ficar louco de raiva! — O homem suspirou. — E-eu não posso ir? — pedi. — Posso só- — Não é bom que vá. Eu te ajudo a chegar numa trilha pública e você vai embora. Na próxima, arrumem um quarto! — repreendeu, meneando a cabeça. — D-desculpa. — Abaixei a cabeça. Ele acabou arfando, provavelmente de culpa, mas seguiu para pegá-la no colo. Cuidou de me deixar na tal trilha pública primeiro e depois seguiu com Bea. Voltei à moto e segui direto ao apê; depois de tanto gozar e uma noite de muito trabalho, eu precisava de uma boa taça de vinho e um banho quente. “Foi maravilhoso, amiga. Obrigada!”, foi a mensagem de Lauren que achei perdida no telefone enquanto paginando em busca de boas novas. Acabei apenas sorrindo e me recostando. “Com certeza foi maravilhoso!”, foi o que pensei comigo, lembrando da noite que eu tive com Levi. Cheguei a sentir o calor, mas o vinho já estava me causando sono. Terminei o banho e vesti o roupão. Depois daquilo, eu só precisava da minha cama. Não estava num sono tão pesado quando Levi ligou. O nome era só ‘Loiro’ e vê-lo, mesmo que embaçado na tela, me fez sentar rápido e atender. — L-Levi? — Coloquei no viva-voz e olhei a hora. Três da manhã. — S-sim... Estou na sua porta... Não pude dormir. Estranhei, mas corri para atendê-lo, vestindo o robe no caminho até a porta. Levi estava recostado, olhando para o alto, mas se ajeitou quando abri. — D-desculpa, ruiva... Tinha aquele semblante quase apático e aquela tristeza bem forte no olhar. Terminei de abrir a porta. — Não se desculpa... O que houve? Entra! — Meus demônios me perturbando... Não consegui dormir e nem queria estar só. Podia ir ao pai, mas isso alardearia toda a família — deu de ombros. — Sempre pode contar comigo. Ele entrou e eu fechei a porta. — Senta, loiro! Come ou bebe algo? — perguntei. — Não, já tive minha refeição. Obrigado! Posso? — Ele puxou a própria camisa e eu assenti, permitindo-o tirá-la. — Não sei quando as coisas voltarão ao normal. — Se parar para pensar, elas já voltaram... Você só está sendo incapaz de lidar com o novo normal — falei, me aproximando para sentar ao seu lado. — Pode ser... — Ele assentiu com a cabeça. — Vou fazer um chá, pelo menos. — Obrigado, ruiva! — Ele sorriu amarelo.
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