cap 03 vim cobrar meu abraço

1448 Words
AYLA Coloquei a comida das crianças na mesa e me sentei no sofá. Maria: “Não vai almoçar com a gente não tia?” Ayla: “Vai não, Maria — titia está esperando a comida dela chegar.” Como a Elisa deixou a comida já pronta para as crianças, não sobrou pra mim comer — então pedi uma quentinha mesmo. As crianças ficaram comendo enquanto eu descansava um pouco, chamaram no portão e eu desci as escadas vendo que era o entregador. Entregador: “Deu 20 reais.” Ayla: “É débito.” Paguei o menino e peguei meu almoço subindo, assim que cheguei na sala as crianças já tinham terminado de almoçar. Peguei os pratos deles e coloquei na pia, me sentei e almocei enquanto assistia Pepa Pig com eles. Maria: “Tia tá muito calor, deixa eu e o João tomar banho de piscina?” Ayla: “Aí Maria, vai ter que montar a piscina ainda — sua tia aqui tem fôlego não. Chama o seu namorado aqui e pede pra ele encher.” Encarei a Maria confusa e ela riu. Maria: “Que namorado garota?” Ayla: “O de ontem na praça.” Ri e fiz o sinal da cruz. Ayla: “Ele não é meu namorado não garota, ele é só meu melhor amigo.” Maria: “Ah.” Fez uma cara triste. “Mas chama ele pra encher a piscina por favor tia.” Ayla: “Se ele não estiver ocupado ele vem.” Ela comemorou e foi pro quarto falando que ia trocar de roupa, mandei mensagem pro Henrique e logo ele respondeu. Mensagem on Henrique: Pow Ayla, sabe que não vou muito com a cara dessa mulher — ir na casa dela é osso. Ayla: Por favor Henrique, é para as crianças. Você só entra, enche a piscina e depois sai. Henrique: E se ela chegar aí eu faço o que? Não gosto dela e nem ela gosta de mim. Ayla: Ela vai chegar tarde hoje, vem logo. Henrique: Tem certeza? Ayla: Tenho!! Henrique: Tá bom então, marca um 10 que tô chegando aí. Mensagem off Desliguei o celular e entrei no quarto das crianças — Maria já estava até de biquíni e o João estava vestindo o short. Ayla: “Vocês são abusados né? Nem dei certeza se ele ia vir.” Maria e João (juntos): “Ele não vem?” Ayla: “Vem!” Eles começaram a gritar me fazendo rir. Maria: “Vai trocar de roupa também tia, entra na piscina com a gente.” Ayla: “Não tenho roupa para entrar na piscina aqui, deixa pra próxima.” João: “Por favor tia, aí você brinca com a gente.” Ele pediu fazendo eu dar um sorrizinho. “Ele sempre é na dele então todas as vezes que ele pede algo eu faço.” Ayla: “Tá bom, mas não vou ficar muito tempo — tenho coisas para fazer ainda!” Fui para o meu quartinho e abri o meu armário — estava vazio mas mesmo assim tinha algumas roupas que eu deixei aqui. Peguei um shorts molhado preto e entrei para o banheiro, vesti ele e tirei minha blusa ficando com o top de academia que eu uso. Guardei minha roupa no armário e sai do quarto indo procurar as crianças, sai para o quintal da casa e elas já estavam colocando a piscina no lugar certo. Escutei o Henrique chamando no portão e desci as escadas, abri o portão pra ele e o mesmo me encarou. Henrique: “Tu vem trabalhar assim?” Ayla: “Claro que não né, as crianças pediram pra mim entrar na piscina com elas.” Henrique: “Hum.” Passou por mim subindo as escadas. “Cadê as bênçãos?” Ayla: “Tá lá no fundo da casa.” Fomos caminhando até o quintal e assim que a Maria viu o Henrique sorriu pra ele. Maria: “Oi tio.” Henrique: “Oi.” Ele me encarou confuso e eu ri. “Ele nunca foi bom com crianças, fico até com pena da mãe dos filhos dele.” Henrique pegou a piscina e começou a encher ela, enquanto isso fui desenrolando a mangueira pra poder encher a piscina. Henrique: “p**a que pariu.” Ele largou a piscina cheia no chão. “O negócio difícil em.” Ayla: “Olha a boca perto das crianças.” Ele me encarou sério. Ayla: “Obrigada meu chato.” Dei um beijo na bochecha dele. Henrique: “Uma água pelo menos né.” Revirei os olhos e entrei para dentro da casa sendo seguida pelo Henrique, abri a geladeira e coloquei a água no copo entregando pra ele. Henrique: “Valeu.” Ele bebeu a água me encarando e eu fiz careta. Ayla: “Que foi.” Henrique: “E o meu abraço?” Ayla: “Falei que ia te dar mais tarde não agora.” Ele riu e colocou o copo em cima da pia. Henrique: “Mais tarde provavelmente eu vou estar bêbado e você me odeia bêbado.” Ayla: “Eu odeio todo mundo bêbado.” Henrique: “Não beba então.” Ayla: “Está me pedindo o impossível meu amor.” Henrique: “Não é tão impossível assim.” Parei na porta da cozinha encarando ele. “Mais tarde você passa lá em casa e recebe seu abraço.” Henrique: “Só o abraço? Nenhum presente?” Ayla: “O traficante é você.” Sai da cozinha e fui para o lado de fora ver se as crianças estavam bem, acompanhei o Henrique até o lado de fora e me despedi dele. Quando cheguei de novo no quintal as crianças já estavam dentro da piscina. Ayla: “Nossa nem me esperaram.” Maria: “Vem tia.” Entrei na piscina e fiquei brincando com eles. “Eu amo tanto essas crianças!” (...) Esquentei minha comida e sentei no sofá, dei play na série e fui jantar. “Cheguei tarde da dona Elisa já que ela disse que ouviu um imprevisto e tinha que ficar na clínica. Ela é médica de uma clínica particular mas vire e mexe ela tem que passar a madrugada lá ou sair tarde. Hoje até que foi tranquilo — 22:30 já estava chegando em casa. Quando eu cheguei meu pais já estavam até dormindo, tomei meu banho, ajeitei algumas coisas para amanhã e agora estou jantando.” Terminei de jantar e fiquei vendo minha série, vi uns três capítulos e depois levantei. Lavei minha louça e peguei meu celular vendo o horário: 1:24. Desliguei a televisão e quando ia desligar a luz escutei alguém me chamando do lado de fora. Abri a porta de casa e vi o Henrique com uma latinha de cerveja na mão. Henrique: “Vim cobrar meu abraço.” Ayla: “Tu é chato né.” Abri o portão e ele veio na minha direção. Abracei ele e sorri. Ayla: “Parabéns meu amor, você merece e tenha juízo e cuidado por favor! Você sabe que nunca te apoiei nessa vida mas eu oro todos os dias para você se manter de pé, te amo branco.” Henrique: “Também te amo preta, obrigada de verdade.” A mão do Henrique deslizou pela minha lombar e parou na minha b***a. Segurei a mão dele colocando na minha cintura e ri. Ayla: “Você realmente tá bêbado. E eu odeio você bêbado.” Henrique: “Eu sei.” Beijou meu pescoço e se afastou. “Posso dormir aqui?” Ayla: “Tu tem casa Henrique.” Henrique: “Mas eu quero dormir aqui.” Neguei mas depois dele insistir deixei. Ayla: “Não faz barulho — meus pais estão dormindo.” Ele entrou e eu tranquei a porta, desliguei a luz e entrei no meu quarto. Henrique entrou no banheiro e eu entreguei um short e uma toalha pra ele. Arrumei minha cama e fechei as cortinas, Henrique saiu do banheiro e se jogou na minha cama. Fui pro banheiro e escovei meus dentes, passei meu hidratante no rosto e fui deitar. Me ajeitei na cama e fechei os olhos para fazer minha oração, quando terminei olhei pro lado e encontrei os olhos verdes do Henrique me encarando. Ayla: “Que foi? Onda bateu?” Ri. Henrique: “Que onda o que, doida.” Deitou de barriga pra cima. “Tô com fome.” Ayla: “Vai ficar, não vou esquentar comida pra ninguém.” Henrique: “Mandado.” Ri abraçando ele e fechando meus olhos — Henrique passou o braço por de baixo da minha cabeça e ficou fazendo carinho no meu cabelo e eu acabei pegando no sono.
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