A noite seguinte veio silenciosa e c***l. A música e os risos do baile haviam se dissipado, restando apenas os ecos distantes da festa e o som constante do vento batendo nas janelas. Amélie foi acordada ainda antes do amanhecer por duas criadas. Nenhuma delas ousou olhá-la diretamente apenas cumpriam ordens. — A senhora Francesca mandou que se aprontasse — disse uma delas, a voz seca. — Suas coisas já estão separadas. Amélie sentou-se, o coração apertado. — Separadas…? — Vai trabalhar na ala externa — respondeu a outra, desviando o olhar. — O cocheiro vai levá-la. Sem ter tempo nem de protestar, Amélie vestiu o casaco simples e juntou o pouco que possuía. As mãos tremiam ao segurar o lenço que era da sua mãe, o único bem de valor sentimental que restava. Enquanto caminhava pelos c

