O entardecer caiu silencioso sobre a pequena casa dos Pérez.A carta dos Cavalcante estava aberta sobre a mesa, o selo prateado quebrado, o papel tremendo levemente com o vento que entrava pela janela.As quatro irmãs olhavam para ela como se fosse uma sentença. — Isso não é uma proposta — disse Teresa, a mais velha, com a voz firme. — É uma armadilha. Isabel a segunda mais velha, passou as mãos pelos cabelos, nervosa. — Mas o pagamento é alto… a quitação da dívida, talvez seja nossa única chance. Clara virou-se para ela, indignada. — Está ouvindo o que diz? Quer entregar uma de nós para aquela família? Depois de tudo o que ouvimos sobre eles? Isabel suspirou, sem coragem de encarar a irmã. Amélie, calada até então, mantinha os olhos fixos na carta. As letras dançavam diante dela, ma

