A luz suave da manhã filtrava-se pelas cortinas do quarto, desenhando traços dourados sobre os lençóis. O silêncio era quase absoluto apenas o som distante do vento nas janelas e o leve crepitar da lareira acesa. Amélie se remexeu na cama, o corpo dolorido, a mente confusa. Por um instante, não sabia onde estava.Os lençóis eram finos demais, o ar cheirava a ervas e madeira polida nada se parecia com o quartinho abafado das criadas. De repente, ela se sentou, ofegante, o olhar perdido. — Onde… eu estou? O que faço aqui ?— murmurou, a voz fraca, quase um sussurro. Antes que tentasse se levantar, uma mão firme e gentil pousou sobre seu ombro. — Calma, Amélie… — a voz de Estefano veio baixa, reconfortante. — Está tudo bem. Você desmaiou ontem à noite. Ela o olhou, assustada. Os olhos cor

