- Enfim entregue e segura em sua casa, gatinha. - Coloquei a mão novamente em seu joelho, logo após ter parado o carro em frente a sua casa.
- Obrigada pela carona, foi muito gentil da sua parte ter me trazido novamente para casa.
Acabei sendo pego totalmente de surpresa quando ela envolveu a minha cintura com os braços me abraçando, seguido um beijo que a própria deu na minha bochecha. Ela realmente fez isso ou eu estava delirando? Bom eu acho que não.
- Uau! Eu adorei esse abraço, e principalmente o beijinho.- Também encostei os lábios em seu rostinho, sentindo a maciez de sua pele juntamente com o seu cheirinho.
Mordeu os lábios, e aquilo me deixou novamente animado, por isso eu respirei fundo e acariciei o seu joelho.
- Posso te pedir uma coisa?
- Depende, se tiver ao meu alcance. - Riu. - Quem sabe...
- Ah, ainda tem isso?
- Aham.
- Me dá o seu número de telefone, assim nós podemos trocar mensagens, e também conversar.
- Humm, então é esse o seu pedido? Anota aí.
- Sério que realmente você vai me dar o seu número?
Perguntei incrédulo, já que eu estava um pouco surpreso com a facilidade que estava tendo para conquistá-la.
- Aham, ficou surpreso?
- Confesso que sim. Agora me diz.
Peguei o celular que estava no bolso da calça, e comecei a digitar o número conforme ela ia falando.
- Esse número que você me deu está mesmo certo? - Desconfiei.
- Sim, se você quiser pode mandar uma mensagem para comprovar.
- Então eu vou mandar aqui.
Lindsay é a garota mais linda que eu já vi. (emoji de coração)
- Chegou aqui. - Ela disse sorrindo enquanto olhava para a tela.
Obrigada, gatão! (emoji de beijinho)
- Gostei do ''gatão''. E estou amando ainda mais te ver assim, toda soltinha. - Sorri e logo após salvei a sua foto de perfil na galeria do celular. - E você está muita linda nessa foto. - Virei um pouco o celular para que ela olhasse.
- Exagerado!
- Não é exagero, eu sou sincero, você sabe disso. - Ela riu.
- Vou lá, ok? Boa noite!
- Boa noite, lindona! Amanhã a gente se vê. - Bati de leve em seu joelho.
- Amanhã? É a minha folga, esqueceu?
- Não esqueci, é que eu estou me referindo ao colégio, na hora que eu vier buscá-la. Ah não ser que você não queira. - Levantei a mão direita em sinal de rendição.
- Bom, referente a minha situação de estar jogada para escanteio, eu vou aceitar.
- Que isso! Jamais ficará jogada para escanteio, e no que depender de mim, eu sempre estarei aqui a sua total disposição, a hora que você precisar, é só me chamar que eu venho.
- Você é um amor.
Novamente fui surpreendido, com outro beijinho que ela deu no meu rosto.
- Nossa! Assim eu vou gamar ainda mais. - Ela riu.
- Até amanhã, Noah.
- Até.
Após observá-la abrir a porta do carro, e sair, eu apoiei os braços atrás da cabeça, e sorri feito um bobo ao ver que tudo estava acontecendo de forma natural. Realmente ela estava interessada em mim na mesma proporção que eu estou por ela, e isso era excelente, pois se as coisas continuarem a caminhar dessa forma, já, já nós estaremos namorando.
(...)
Lindsay
Ao fechar a porta, e tranca-la com a chave, eu encostei na parede e sorri feito uma boba pensando em tudo que estava acontecendo desde ontem quando esse homem incrivelmente lindo e maravilhoso resolveu aparecer, e também na forma carinhosa com o que ele vem me tratando. E desde então, eu acabei esquecendo em partes do que o Arthur vinha fazendo quando não atendeu as minhas ligações como fez hoje, e ontem quando combinou de me buscar no trabalho e simplesmente não foi. Então decidi que era hora de tomar uma decisão, pois eu não queria continuar em um relacionamento onde eu sempre estou em segundo plano, e infelizmente o meu namoro com o Arthur estava assim. Resolvi desencostar da parede, caminhar até a sala, mas após ter acendido a luz do ambiente, eu acabei levando um susto dos grandes ao ver que Arthur estava sentado no sofá com os braços cruzados, enquanto me encarava totalmente sério.
- Boa noite, Lindsay!
- Boa noite, Arthur! O que você está fazendo aqui?
Também o encarei, só que com uma certa estranheza, pensando em como ele tinha entrado na minha casa.
- Eu é que te pergunto, porque você não respondeu a minha mensagem? E outra, quando eu fui te buscar no trabalho, você não estava lá.
Acabei me lembrando, assim que ele balançou a chave da porta que eu tinha tirado a cópia e dado a ele, sei que fiz errado, mas na época eu estava tão apaixonada por ele que acabei fazendo isso. Respirei fundo passando a língua entre os lábios, e acabei pensando em como eu explicaria essa situação a ele, já que em hipótese alguma, ele poderia saber que o Noah me deu carona não só hoje, como também ontem.
- Você me mandou mensagem? Por que eu não vi.
Achei tudo muito estranho, pois até as dez eu não tinha visto nada no celular, e olha que eu chequei ele várias vezes, justamente a espera de alguma mensagem dele, mas infelizmente o próprio não tinha enviado nada.
- Sim, eu mandei por volta das dez e quinze, e como você não me respondeu, eu decidi ir até lá, mas assim que cheguei, a sua amiga me disse que você já tinha saído, e que se quisesse dava tempo de te encontrar pelo caminho. Aí eu fiz o que ela sugeriu, e vi você entrando em um carro que estava em frente a padaria. Então resolvi ficar mais um pouco, só observando de longe a demora para aquele carro sair dali. Na hora mil coisas passaram pela minha cabeça, inclusive uma certa desconfiança de que você estivesse me traindo. - Observei ele levantar do sofá, e em seguida se aproximar de mim, enquanto me encarava com a mesma desconfiança de antes. - E agora um pouco antes de você entrar, eu espiei pela janela da sala, a sua demora lá dentro. Estranho né, Lindsay? Muito estranho. Então eu quero que você seja sincera comigo. Quem foi que te deixou aqui?
Fui obrigada a rir, já que ele não tinha o direito de falar absolutamente nada, pois estava tão errado quanto eu. Aliás só ele, porque em momento algum, eu tinha pisado na bola com ele, que diferentemente de mim, estava fazendo isso.
- Tá rindo de quê? Isso não teve graça. - Ele cruzou os braços na altura do peito enquanto me encarava de cima a baixo com um olhar de reprovação. - E essa saia? Não acha que isso está curto demais?
- Vai começar? Como você é ridículo Arthur! Escuta bem o que eu vou te dizer. - Encostei o indicador próximo aos meus lábios e disse: - Você não está no direito de exigir nada de mim, sabe por quê? Porque você simplesmente pisou na bola ontem quando combinou de me buscar no serviço e não foi.
Observei ele respirar fundo. Agora eu só quero ver a desculpa esfarrapada que ele vai dar para mim.
- Eu te peço desculpas por ter furado contigo, é que aconteceram algumas coisas que infelizmente não deu pra eu te buscar. - Coçou a cabeça.
- E porque você e não me avisou? Aí evitava que eu ficasse te esperando até tarde, correndo risco de ser assaltada, porque foi isso que aconteceu , eu fiquei até tarde te esperando e nada.
- Eu já te disse que tive um imprevisto! - Exclamou irritado. - Agora eu quero saber quem foi que te trouxe aqui.
Droga! Eu não sei porque ele estava insistindo nesse assunto, e agora qual desculpa eu daria a ele? Não podia contar que o meu patrão gostoso me trouxe em casa e ficou flertando comigo não só dentro do carro, como na padaria e também ontem logo assim que nos conhecemos.
- Então, foi uma amiga minha. Você não conhece. Ela é cliente da lanchonete, é que ela está passando por alguns problemas e foi por isso que eu demorei um pouco lá no carro.
- Entendi. - Ainda continuou demonstrando a mesma desconfiança. - Mas eu ainda estou achando tudo muito estranho, já que você nunca chegou a comentar comigo sobre essa amiga.
- Mas é claro, você está distante de mim há quase um mês. Quer o quê? m*l está participando da vida, e muito menos me dando atenção como deveria.
- Não acredito que você está jogando isso na minha cara? - Continuou me encarando totalmente sério.
- Sim, estou. - Também fiz o mesmo, vendo ele estreitar o olhar, e diminuir o pouco espaço que havia entre nós.
- Lembre-se de que todo esse meu afastamento é culpa sua. Você que começou a falar coisas das quais me magoaram muito. Principalmente aquele dia que me chamou de brocha. Eu tenho um problema, p***a! - Vociferou, e em seguida segurou o meu braço com uma certa força. - E você sabia muito bem disso, pois desde o início eu não te escondi nada, você ficou comigo porque quis.
- Sim, fiquei. E achei que você fosse um cara legal, bacana, mas pelo visto eu me enganei, e não sabe o quanto isso é frustrante para mim.
O seu olhar mudou de sério para trevoso em questão de segundos, juro que até deu um certo medo.
- Frustrante para mim, é saber que a minha namorada saiu do carro de um macho qualquer vestida igual uma p**a.
Foi só ele dizer isso, para eu desvencilhar-se dele, e estapear o seu rosto com força, de modo que ele virasse um pouco para o lado.
- Acabou, Arthur! Pra mim chega, cansei, e essa ofensa foi a gota d`água para eu ver que esse relacionamento não pode ir adiante.
- Lindsay, por favor! Não faz isso! Não termina nosso namoro, eu te amo. Eu preciso muito de você, e também da sua ajuda. Não me deixe! Desculpa, eu prometo que eu vou te dar mais atenção, e também eu voltarei a ser como antes. Me perdoa, por favor! - Ele ajoelhou-se na minha frente, enquanto me abraçava pelas pernas.
- Pensasse antes de fazer m***a.
- Então quer dizer que você não vai me perdoar? - Suspirou derrotado enquanto levantava do chão.
- Eu não disse isso, eu te perdoo. Mas eu estava pensando aqui, e é melhor a gente dar um tempo. - Mordi o lábio, e em seguida pensei se essa tinha sido uma boa decisão.
- Não, Lindy... Eu sinto muito, mas não vou aceitar isso, porque eu quero você, e não sabe o quanto. - Ele segurou o meu rosto com as duas mãos, enquanto me encarava com um olhar desesperador. - E eu não sei se vou aguentar por muito tempo ficar longe de você entende?
Por mais que eu quisesse muito dar um tempo, devido a confusão que a minha cabeça se encontrava desde o primeiro instante em que vi o Noah, eu não podia me precipitar: Primeiro, por não saber se de fato eu estava começando a me apaixonar por ele, ou se isso era uma simples atração, e segundo por ainda ter um enorme carinho e afeto pelo Arthur, que querendo ou não já me ajudou bastante em muitas situações difíceis, principalmente na época em que o André me traiu com a vaca da Larissa, e infelizmente era isso que mais estava complicando no momento. O que eu faço Deus? Me questionei voltando a prestar atenção em Arthur que continuava me olhando do mesmo jeito.
- Tudo bem Arthur, dessa vez passa. Mas dá próxima...
- Obrigado, meu anjo! - Ele segurou minha mão direita, e encostou os lábios nela. - Posso dormir aqui hoje?
- Melhor não Arthur, eu não estou cabeça pra isso, deixa para outro dia, ok?
- Tudo bem, minha linda, sem problemas. Então amanhã vou passar aqui no mesmo horário de sempre, está bem? - Beijou a minha testa.
- Sim, vê se não atrasa. Ah se puder chegar até as 6:45, eu vou agradecer.
- 6:45? - Apenas assenti. - Fechado então, amanhã eu passo aqui esse horário, ok?
- Aham.
- E como amanhã é a sua folga, nós poderíamos fazer uma coisa juntos, como ir ao shopping, dar uma volta, ou até mesmo pegar um cineminha. - Pronunciou enquanto me abraçava por trás e cheirava o meu pescoço. - Aí! Você tem um cheirinho tão gostoso. Como eu estava sentindo falta disso.
Por incrível que pareça, eu senti uma certa repulsa. Eu não sei porquê, mas aquilo não estava me causando arrepios como antes dele ter se afastado de mim.
- Tá bom, agora eu acho melhor você ir pra sua casa, amanhã a gente se fala, ok? - Fiquei de frente para ele.
- Ok! - Quando fui beijar o seu rosto, ele virou um pouco para o lado, de modo com que as nossas bocas encostassem uma na outra, e isso foi o motivo para que ele me beijasse, e eu por estar na carência acabei retribuindo aquele beijo.
- Nossa! Como eu estava com saudades dessa boca! - Exclamou logo após ter encerrado o beijo com um selinho.
- Boa noite, Arthur! - Falei após acompanhá-lo até o portão.
- Boa noite, meu amor!
- Então Arthur, eu quero que você me dê a chave.
- Por quê? - Desconfiou. - Você está voltando atrás na decisão? Me diz que não. - Notei um certo desespero em sua voz.
- Fica tranquilo, não é por causa disso. Bom, eu só estou te pedindo a chave, porque eu não quero você entrando e saindo da casa dos meus pais, a hora que quiser. - Fui bastante categórica.
- Ok! - Observei ele pegar a chave no bolso da calça e me entregar.
- Obrigada!
- Por nada.
Depois de vê-lo colocar o capacete, e subir na moto e em seguida sair, eu entrei, já que amanhã o dia seria bastante cheio.
Na manhã seguinte, eu acordei do mesmo jeito, com o celular apitando sem parar ao lado do meu travesseiro, e mamãe invadindo o quarto e abrindo as janelas.
- Bom dia, querida! - Mamãe disse logo após ter sentado na cama.
- Bom dia, mãe! - Esfreguei os olhos tentando abri-los lentamente, já que a claridade estava incomodando um pouco. - São que horas?
- Vai dar 6:05. - Ela disse logo após olhar para o relógio em seu pulso.
- Ai, meu Deus! - Exclamei levantando rapidamente da cama. - Eu tenho que correr, porque senão chegarei atrasada. - Falei enquanto caminhava até o armário.
- Filha, eu posso te fazer uma pergunta?
- Claro! - Respondi enquanto pegava a primeira calça jeans que vi pela frente.
- Por acaso, o Arthur esteve aqui ontem?
- Sim, por quê? - Consegui achar a outra blusa do uniforme que estava no meio das outras roupas.
- Bom, é porque eu acabei escutando parte da discussão que vocês estavam tendo na sala.
- Ah, sim... - Tirei o pijama, colocando a blusa, e em seguida a calça.
- Vocês terminaram?
- Quase, mas eu acabei dando outra chance a ele. - Falei enquanto desembaraçava meu cabelo.
- Entendi. - Observei ela levantar da cama, enquanto eu borrifava um pouco de perfume no pescoço.
- E daqui a pouco ele está aí para me buscar. - Sorri com os lábios fechados logo após ter passado o gloss rosa sobre eles.
- Ok! Então vou deixar você terminar de se arrumar, e te esperar lá na cozinha para o café. - Aproximou-se, dando um beijo no meu rosto.
- Ok!
Passei a mão sobre o cabelo jogando-o uma parte dele para o lado, e depois que vi mamãe sair do quarto, peguei o celular, e acabei vendo uma mensagem que o Noah tinha me enviado ontem.
''Gatinha acabei de chegar em casa, dorme com Deus, e sonha com os anjos. Boa noite! (emoji de coração.)''
Não consegui evitar o sorriso que acabou brotando no canto dos meus lábios, por isso eu também li a outra mensagem que estava abaixo, e dizia o seguinte:
''Amanhã eu vou passar aí as 6:30 para te buscar.''
Ixi! Caramba! Eu acabei esquecendo de avisá-lo que não precisava vir, já que o Arthur iria me levar ao colégio. Saí do w******p, e apertei na agenda, a fim de realizar a ligação, mas antes de ligar, uma mensagem do Arthur apareceu na barra de notificações.
''Bom dia! Infelizmente não vai dar para te levar ao colégio hoje, já que novamente eu tive outro imprevisto. Desculpa. ( emoji de tristeza)''
Se fosse em qualquer outro momento eu ficaria um pouco chateada, mas por agora não estava nem ligando, afinal, no fundo eu acabei torcendo para que ele não viesse me buscar, e sim o Noah. Peguei a mochila na cadeira, e fui para a cozinha, vendo que mamãe estava sentada à mesa tomando a seu café tranquilamente, enquanto comia um pedaço de bolo.
- E o Arthur vai vir que horas te buscar?
- Ele não vem mais, acabou de mandar uma mensagem dizendo que teve outro de "seus imprevistos".
- Entendi, agora você tem que sair de casa mais cedo, para dar tempo de pegar o ônibus, porque senão pode acabar chegando atrasada.
- Não vou precisar fazer isso, porque o Noah vai me levar no colégio outra vez. - Não consegui esconder a felicidade, pois a mamãe acabou percebendo logo em seguida.
- A sua fisionomia até mudou. Isso significa que você está começando a gostar desse rapaz. - Foi só ela dizer isso para eu escutar a buzina do seu carro.
- Eu acho que ele chegou. - Dei um beijo na testa dela, e em seguida fui até a fruteira para pegar a maçã e depois caminhei até a porta de entrada.
- Vai sair sem tomar café da manhã de novo, né? - Mamãe me encarou com olhar de reprovação enquanto eu metia a mão na maçaneta para abrir a porta.
- É que não dá tempo de tomar café.
- Nunca dá tempo.
Continuou me encarando do mesmo jeito, enquanto eu caminhava até o portão e via novamente as janelas do seu carro abrirem de modo automático.
- Bom dia, lindona!
E lá estava ele com aquele sorriso perfeito que com certeza deveria deixar muitas mulheres caidinhas por ele, inclusive eu. Que homem!
- Bom dia!
Completamente admirada com a beleza desse homem, que nesse momento estava com o cabelo um pouco úmido e o seu típico olhar hipnotizador, eu passei a mão novamente no cabelo jogando-o para o outro lado enquanto mordia levemente os lábios inferiores.
- Que isso! - Me encarou com um sorriso cafajeste.- Adorei essa jogadinha de cabelo, ficou tão sexy.
- Ficou?
Perguntei logo após me aproximar do carro, e encostar na janela do motorista.
- Sim, e não sabe o quanto.
Nossa! Essa mordida que ele deu nos lábios, juntamente com a sua cara de s****o acabou me excitando. Aí que vontade de sentar nele! Controla-se, Lindy! Controla-se mulher!
- É?
- Sim... Agora entra aí, ou quer que eu abra a porta do carro pra você?
- Não precisa, eu posso muito bem fazer isso.
Desencostei da janela, e fui para o outro lado. Após ter entrado e me acomodado no banco macio do seu carro, fui surpreendida quando ele encostou os lábios no dorso da minha mão direita.
- Tudo bem com você, gatinha? - Ele continuou mantendo aquele contato visual do qual estava me fazendo enlouquecer.
- Tudo ótimo! - Respirei fundo, e desci o olhar para a sua boca que estava entreaberta.
- E aí dormiu bem, sonhou com os anjos ou comigo?
Colocou a mão no meu joelho, e aquilo piorou ainda mais a situação já que a pressão abaixo do meu ventre só aumentava.
- Talvez eu já tenha sonhando com você. - Ri.
- Sério? - Exclamou surpreso enquanto acariciava o meu joelho por cima da calça.
- Aham, depois eu te conto