Fugindo De Novo, Lindy?

3462 Words
- Que isso? Levei um susto ao escutar sua voz rouca ecoar em meus ouvidos de um jeito bem sexy, eu diria. E como eu estava deitada de bruços na intenção de pegar um bronze, virei o corpo para encará-lo, e acabei vendo um Noah de cabelos molhados e o corpo também na mesma proporção. Que delícia! Que homem tentador! - E aí, já surfou? - Aham. - Colocou a prancha na areia, e logo após sentou ao meu lado. - E você, por que ainda não foi no mar? - Porque eu estava te esperando. - Então vamos lá. Observei ele levantar novamente e logo em seguida me ajudar. Depois que nós entramos no mar, que não estava tão bravo assim, percebi que vez ou outra ele não tirava as mãos da minha cintura, enquanto me encoxava por trás, e isso acabou me deixando muito excitada. Meu Deus! Eu quero tanto me entregar a ele, mas o medo de fazer e ele mudar comigo é terrível, principalmente por estar começando a sentir algo pelo próprio, e foi por esse motivo, que eu resolvi me afastar e sair do mar - Por que saiu da água, gatinha? - Perguntou logo após sentar ao meu lado. - Por acaso não está fugindo de mim, ou está? - Noah, eu acho melhor nós irmos devagar, sabe° Eu sei que eu acabei te provocando mais cedo, e... - Está arrependida? - Não é bem arrependida, é que ainda eu tenho que resolver algumas coisas com o Arthur e... - Também o medo de se entregar. Olha, não tenha medo de se arriscar. Viva o momento, Lindy. A vida passa tão rápido, que se a gente não aproveitar acabamos perdendo, sabe? Se você quer terminar com o Arthur, termina, não fica empurrando isso com a barriga por medo do que possa acontecer futuramente, infelizmente eu estou percebendo que está fazendo isso. Olha pra você, linda, jovem e com tudo em cima. Não precisa ficar tendo peninha de um cara que não está nem aí pra você. Vem ser feliz comigo e larga esse i****a. - Piscou. - Amanhã eu prometo a você, que vou resolver essa situação. - Também pisquei. - Então vai terminar com ele, e vim ser feliz comigo? Apenas sorri, mas realmente com essa intenção na cabeça de que amanhã não passaria. Eu terminaria essa relação, e tentaria algo com o Noah sem pensar no amanhã. Depois de ficar um tempo ali na areia sentada conversando com ele sobre o quanto eu era péssima em matemática, e ele bom, eu resolvi perguntar sobre a festa que iria ter amanhã na casa da Fernanda. - Você vai à festa da Fernanda? - Do Rh? - Sim? - Não. Mas qual o motivo da pergunta? - Pousou a mão direita sobre a minha perna. - Nada, é que eu achei que você iria, assim nós poderíamos nos esbarrar. - Ah sim... E você vai? - Me encarou sério. - Sim. - Com quem? - Continuou sério. - Com as meninas, a Bi a Gi. - Entendi... - Por que você ficou com essa cara do nada? Não gostou? - Não, porque eu estava com pretensão de te levar em algum lugar para jantarmos, e depois para meu apartamento para passarmos a noite juntos, mas você vai estar ocupada, na festinha com as amigas, não é? - Me alfinetou. - Então você ficou sério por causa disso? Não acredito que ele já estava com essa ideia na cabeça. Homens! - Vai dizer que você não queria isso? - Apertou minha coxa. - Queria. E quero. Mordi o lábio inferior na intenção de provocá-lo. - Morena deliciosa! Agora fica em pé para eu tirar uma foto sua de biquíni. - Melhor não, o meu cabelo deve estar h******l. Mesmo não querendo, fiz o que ele pediu, tentando ajeitar alguns fios rebeldes na tentativa de amenizá-los. - Ah, pare com isso! Você está linda como sempre. Agora sorri e olha na minha direção. Isso, linda! - Concentrado em seu celular, observei ele tirar a foto, e depois olhar para mim. - Deixa eu ver como ficou? - Perguntei logo após sentar ao seu lado. - Viu como você ficou linda? Aliás, em qualquer ângulo você fica bonita. Dessa vez ele aproximou seu rosto do meu, e depois de me encarar por alguns segundos, e eu olhar para os seus lábios que estavam entreabertos, ele começou a contornar os meus com o polegar, e foi nesse momento que eu me dei conta do que estava prestes a acontecer, por isso eu levantei de imediato e inventei uma desculpa que querendo ou não teria que ser feita. - Eu acho que vou dar outro mergulho nesse mar, porque eu não sei qual é a próxima vez que eu irei vir aqui. Ele sorriu logo após ter levantado e se aproximado da sua prancha da qual pegou do chão, e colocou-a de pé um pouco enterrada na areia para que ela não caísse. - Fugindo de novo, Linndy! - Falou enquanto escorava nela. - Já esqueceu o que nós conversamos? Viva o momento! Você viu o que estava prestes a acontecer? Se não fugisse, teríamos nos beijado, mas infelizmente você não quis, é uma pena. - Afastou da prancha, e resolveu aproximar-se de mim. - Eu sei, e que bom, eu vou dar um mergulho e já volto. - Ok! Vai lá, para nós subirmos e almoçarmos. Passou a mão no meu ombro de forma carinhosa, e logo em seguida, virei as costas caminhando em direção ao mar. Após dar uns três mergulhos eu pensei que foi melhor não ter correspondido ao beijo, já que a culpa poderia me consumir se caso eu fizesse, pois eu ainda não tinha terminado com o Arthur, e mesmo que ele estivesse sendo um b****a comigo, o próprio não merecia, porque ele não estava dando nenhum sinal de traição, e infelizmente eu, não poderia falar o mesmo. (...) Olhando para o banheiro enorme do apartamento de Noah logo após ter entrado, eu deixei a minha roupa pendurada em um gancho próximo a banheira, e depois que caminhei até o chuveiro logo após ter ligado ele, eu senti a água fria bater em minha pele que estava um pouco quente, devido ao sol que eu tinha tomado, e em seguida comecei a passar o sabonete pelo corpo imaginando o quanto eu queria que o beijo acontecesse, mas infelizmente a culpa e o medo de fazer aquilo não deixaram. Então eu decidi terminar com o Arthur logo após sair do banho, mas eu me lembrei que deixei o celular na sala. d***a! Quando sai do banheiro, senti um cheiro delicioso de perfume masculino pelo ambiente, e ao chegar à sala, vi que Noah estava de costas com uma camisa vinho grudada em seu corpo, e o short tactel cinza que moldavam o seu bumbum. Minha nossa senhora das calcinhas molhadas! Será que esse homem sabia o quanto ele estava gostoso com essa roupa? Eu acho que do jeito que ele é convencido tenho certeza que sim. - Minha nossa! Que gata! Ainda por cima combinando comigo, esse vestido vinho lhe caiu muito bem, sabia? - Sorriu com uma certa malícia, enquanto passeava o olhar pelo meu corpo logo após ter ficado de frente para mim. - Você viu o meu celular? - Perguntei logo após me aproximar do sofá a procura dele. - É esse aqui? - Pegou o aparelho que estava sobre a mesa. - Sim. - Respondi logo após me aproximar dele e pegá-lo de suas mãos. - Vai mexer no celular agora, gatinha? - Aham, mas é para uma causa nobre. - Balancei o aparelho. - Causa nobre? - Franziu as sobrancelhas parecendo confuso. - Exatamente. Então como vou te explicar? Bom, vou fazer uma coisa que eu já deveria ter feito há bastante tempo. - O quê? - Perguntou curioso. - Terminar com o Arthur. - Disse por fim, vendo um sorriso genuíno tomar conta do seu rosto bonito. - Você está falando sério? - Perguntou após ter se aproximado de mim. - Sim, nunca falei tão sério em toda a minha vida. Sabe, eu estou cansada de ficar empurrando esse namoro com a barriga, vou seguir o seu conselho. Enlaçou-me em seus braços, e eu aproveitei o contato para sentir o mesmo cheiro de perfume masculino que eu havia inalado logo após sair do banheiro, e depois encostei a cabeça em seu peito, já que ele era o dobro do meu tamanho. - Você não sabe o quão feliz estou com isso, princesa. - Senti seus lábios encostarem no meu cabelo. - Amo esse cheirinho, um cheirinho que já ficou gravado na minha memória. Ergui a cabeça para olhá-lo, e desse vez o seu olhar era diferente, não sei ao certo, mas ele me olhava com uma certa ternura. - Vou lá pra fora fazer isso. - Não! - Me apertou contra o seu corpo ainda mais. - Por que não? - Perguntei desconfiada. - Tem alguma coisa lá fora que eu não possa ver? - Sim. - Ele respondeu colocando parte do meu cabelo para trás. - O quê? - Fiquei curiosa. - Surpresa. - Ri. - Você nunca vai cansar de me surpreender, homem? - Nunca, minha baixinha. - Acariciou o início da minha testa. - Agora vai lá terminar com esse cara. Soltei do seu abraço e fui em direção à cozinha, já que Noah não queria que eu fosse lá fora. Destravei o celular, e cliquei em cima do nome de Arthur, colocando o aparelho próximo à orelha. Chamou mais de cinco vezes e acabou caindo diretamente na caixa postal. Então eu tentei novamente e nada. d***a! Por que ele está fazendo isso justo agora? Resolvi tentar mais uma vez e nada, e decidi partir para mensagem, pois de hoje não passaria. ‘’Boa tarde, Arthur! Estou te ligando feito uma doida, e nada de você me atender. Preciso muito falar com você e é urgente.’’ Enviei a mensagem, e esperei mais cinco minutos ali na bonita cozinha modulada escorada sobre o mármore da pia, mas infelizmente Arthur não respondeu. Aff! Perdi a paciência de esperar, e fui para a sala. - E aí gatinha, terminou? - Infelizmente o Arthur não atendeu as ligações como sempre. - Deixei o aparelho sobre a mesa. - Mandou mensagem? - Sim, vamos ver se ele vai me responder. - Sabe o que eu estou achando? - O quê? - Aproximei dele e o abracei novamente encostando a cabeça em seu peito. - Que esse cara não quer terminar com você. - Riu. - Isso está bem na cara. - Falei por fim, vendo ele afagar meu cabelo. - Mas ele não pode te obrigar a fazer isso. Não é certo. Então baixinha, vamos almoçar? Se afastou, e logo em seguida virou as costas caminhando até a parte externa do apartamento. - Então era essa a surpresa. Eu achei que nós iríamos almoçar em algum restaurante. - Negou. - Nos iremos almoçar lá fora com a visão privilegiada do mar. - Meu Deus! - Exclamei cobrindo a boca. - Isso é um sonho! - Não é não, é bem real. - Falou e depois continuou caminhando até a enorme sacada. - Ual! Essa mesa é o nosso almoço? - Aham. Puxou a cadeira para mim, e após ele ter feito isso, me acomodei vendo dois pratos e um banquete sobre ela. Tinha até moqueca capixaba, e também batata frita. - Como eu vi que você adorou a moqueca, eu pedi ao pessoal do restaurante para preparar. Não pude evitar de sorrir feito uma i****a. De fato esse homem era um verdadeiro príncipe perdido no século XXI, pois nunca vi um homem tão gentil, cavaleiro e cordial como ele. - Eu amei! Muito obrigada! - Levantei só para lhe dar um beijo no rosto. - Poderia ser na boca. Novamente ele não deixou de dar umas das suas famosas diretas, mas agora eu não estava nem me assustando, pelo contrário, amando tudo que esse homem lindo e maravilhoso estava fazendo por mim. Depois de me servir, e começar a degustar daquele banquete, ele e eu engatamos em uma conversa pra lá de descontraída, e naquele momento parecia que nós dois nós conhecíamos há bastante tempo, e não há cinco dias. - Eu nem sei como agradecê-lo por tudo que tem me proporcionado esses dias. É incrível como as coisas estão fluindo de um modo muito rápido entre nós dois. Eu juro pra você que eu estou surpresa e ao mesmo tempo sem acreditar em tudo o que está acontecendo, parece um sonho que a qualquer momento eu vou acordar, e ver a minha vida voltar ao normal, comigo levantando cedo e pegando um ônibus lotado para ir ao colégio, e mais um relacionamento fracassado, e eu tentando com outra pessoa, e quebrando a cara novamente, e assim vai. - Não é um sonho, minha linda, é bem real, e quanto ao agradecimento, você sabe o que eu quero. - Piscou, e em seguida riu. - Quero você, e nada mais. Tocou na ponta do meu nariz, e por um segundo, algo mexeu comigo ao ouvi-lo falar daquele jeito, sei que ele tinha dito isso na terça, mas agora era diferente, já que eu estava começando a... Não, eu não posso me apaixonar por ele, pois é cedo demais para isso, e eu não quero quebrar a cara outra vez, já que eu não sabia se ele estava usando toda essa conquista só para me levar pra cama, ou se realmente era para ter algo sério comigo, já que a boca fala o que quer, e mesmo que ele demonstrasse isso através das atitudes, estava sendo difícil de acreditar. - Você está tão pensativa, séria... Está arrependida? Estava pensando em quê? - Aproximou o seu rosto do meu, já que ele estava sentado de frente para mim, na mesa que tinha apenas dois lugares. - Nada demais, só umas coisas aqui sem muita importância. - Ok! Então vou esperar você terminar de tomar o seu refri, para ajeitar as coisas. Depois que eu terminei de tomar o refrigerante, ele tirou as coisas da mesa, e levou pra cozinha, e em seguida falou para eu descansar, já que ele iria arrumar tudo. - Vou te ajudar. - Me ofereci de maneira gentil, pegando uma travessa transparente sobre a mesa. - Não precisa. Vai lá descansar, pode deixar que eu faço isso sozinho, já estou até acostumado. - Precisa, sim. - Eu disse pegando os talheres. - Você é um amor, sabia? A Verônica não me ajudava em nada, largava tudo nas minhas costas e ia pro quarto deitar. - Quem saiu perdendo foi ela e não você. - Pisquei, e em seguida caminhei em direção a cozinha. - O que você está querendo dizer com isso? - Ele perguntou enquanto me seguia. - É melhor deixar pra lá, esquece... Acabei me justificando ao me dar conta da m***a que eu estava prestes a fazer. Assim que terminei de ajudar ele com as louças, entre conversas risadas, e também as suas provocações nós fomos dar uma volta na orla da praia, já que ele queria comprar um doce para mim. - Nossa! Esse açaí realmente deve estar uma delícia. - Me provocou novamente, enquanto mordia os lábios, e me encarava com uma cara de s****o logo após sentarmos em um banco de madeira olhando para o mar. - Eu estou aqui só imaginando essa sua boquinha deliciosa, me... Deixa pra lá. - Piscou, e eu já captei a mensagem do que ele estava dizendo. - Está realmente muito bom. - Acabei falando com a boca cheia. - Quer mais? - Não, obrigada! - Observei ele limpar o canto da minha boca com o polegar. - É que estava um pouco sujo, por isso eu limpei. - Olhou para o relógio em seu pulso e depois voltou a me encarar. - Então, vai dar três horas, eu acho melhor nós subirmos para pegar as suas coisas. Bom, porque eu não quero pegar estrada à noite. - Ok! - Depois de descartar o copo plástico no lixo, nós atravessamos a avenida em direção ao seu prédio. Logo após entrarmos juntos em seu apartamento, uma mulher de cabelos castanhos, alta e muito bem vestida, estava parada próximo às portas de vidro que tinha na sala. Será que ela era... Não pode ser! Só o que me faltava… Então o Noah respirou fundo, senti um certo desconforto nele. Não é possível que ele tenha me enganado esse tempo todo, e ainda esteja... Não, não... - Verônica? - Falou com um certo espanto enquanto colocava as chaves do seu apartamento sobre a mesa. - O que você está fazendo aqui? Será que aquilo tudo era um mero teatro para que eu acreditasse. Do nada me veio à mente as palavras da Bi, quando ela disse para eu cair fora dessa já que ele era casado. Que burra! Mil vezes burra! Como eu não havia pensado nisso antes. Ainda nos encarando com um certo desprezo, ela se aproximou. Será que essa mulher também estava sendo enganada por ele? Ai, meu Deus! - Eu é que te pergunto, Noah, o que você está fazendo aqui com essa mulher? - Apontou o indicador para mim de um jeito bem descarado. - Você sumiu durante a semana inteirinha, e agora me aparece com essa garotinha. Ah, francamente, como você caiu hein, deu pra ficar com crianças agora, virou papa anjo, foi? Não acredito que esse filho da mãe me enganou esse tempo todo! Ainda bem que eu não fiz a burrada de ter o beijado, e nem me deitado com o próprio. - E o que você tem a ver com isso, Verônica? E outra, até agora você não me explicou como foi que conseguiu entrar aqui se eu troquei as fechaduras? Como assim? Será que ele estava fazendo um teatro, ou falando a verdade? Estou confusa aqui. - Muito bem! Chegou onde eu queria.- Novamente essa mulher nos encarou de cima a baixo. - Mas eu vou te falar, como foi que eu consegui entrar no "nosso apartamento". Eu vim aqui na terça, e não consegui abrir a porta com a chave reserva que eu guardei, e foi por isso que eu chamei o chaveiro, que me ajudou a abrir a porta. Eu já não estava conseguindo entender mais nada. - Você não deveria ter feito isso Verônica, pois invasão de domicílio é crime e dá cadeia, sabia? - Não quando o apartamento também é da pessoa. Eita! Então esse apartamento também é dela. Algo me diz que ele está me enganando, mas eu não quero acreditar, já que infelizmente eu estava começando a me apegar a ele. - Você tem razão Verônica, mas já, já esse pedido de divórcio sai, e aí eu vendo esse apartamento e dou a sua parte para você parar de me encher a p***a do saco. Nunca tinha visto ele se alterar dessa forma, e confesso que isso me assustou um pouco. - Que divórcio? Não existe divórcio, meu bem. Você pula a cerca ficando com essa ninfeta, e quer pedir o divórcio? Mas eu te digo uma coisa, querido, tomara que você quebre a sua cara com essa garotinha que tu arrumou, que com toda certeza só quer seu dinheiro. Agora essa mulher tinha ido longe demais, como ela pôde me chamar de interesseira, eu não sou o tipo de mulher que se envolve com homens pela sua conta bancária, e sim pelo o que a pessoa é, e também como ela me trata. - Vê bem como você fala dela, Verônica. Não vou admitir que ofenda a Lindy na minha frente, ok? - Vociferou, enquanto apontava o dedo para ela. - Uau! Já está defendendo a ninfeta. - Bateu palma de um jeito bem irônico, eu diria. - Sim, agora sai do apartamento e me deixa em paz. - Daqui eu não saio, ok? Se quiser manda ela embora. - Observei ela caminhar até o sofá e sentar. - Ela não vai embora. Quem vai embora daqui é você. Sai Verônica, agora! - Ordenou novamente. - Eu já disse que não vou sair daqui. Nós precisamos conversar. - Falou, e logo em seguida me encarou. - Querida, ele é casado, ok? Me encarou de cima a baixo com um certo desdém, e eu acabei entendendo tudo, por isso a minha única reação foi pegar a mochila que eu tinha colocado na cadeira e caminhar até a porta, já que eu não estava nem um pouco afim de continuar ali naquele ambiente com um homem que me enganou só para ter uma "aventura fora do casamento."
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