Na manhã seguinte a morena se remexe um pouco fazendo a n***a reclamar baixo, era dia de folga, mas apesar disso, Helena nunca conseguia dormir até tarde. Então com cuidado para não acordar a namorada, ela se desvencilha do seu corpo e coloca o travesseiro. Veste um roupão e sai do quarto, vai até a cozinha e não encontra ninguém, pega um corpo com água e depois olha para fora, estava frio, mas na varanda ela ver uma pessoa sentada na cadeira, com um cobertor e o que parecia ser uma caneca de chocolate quente, abre a porta e percebe ser Diane.
- Hey, você acordou cedo. – A loira olha para o lado e sorri ao ver a morena.
- Acho que nem dormi. – Helena olha para os lados e vai até ela, sentando ao seu lado.
- Algum problema? – Diane suspira e abaixa o olhar.
- Acho que o maior de todos.
- Que seria...
- Amor.
- Oh, problemas com Belle?
- Sim e não, nós terminamos.
- Nossa, isso é uma m***a, vocês pareciam se gostar bastante.
- É, eu gosto dela, mas não a amo. Só estava tentando me enganar. – Agora Helena ficou confusa.
- Mas... espera você disse que está com problemas com amor.
- Sim.
- Então como...
Diane continuava de cabeça baixa encarando a fumaça saindo da caneca, se recusava a olhar para a morena e mostrar o que sentia, queria fazer isso, mas não daquele jeito.
- Não é ela, é outra pessoa.
- Caramba, é... uau. – Helena ficou sem jeito, claro que não perguntaria quem era, isso seria muito íntimo, apesar de serem muito amigas.
- Porque não corre atrás dela?
- Eu... ela é comprometida.
- Nossa, isso complica muito as coisas.
- É, na verdade é mais complexo que isso, sinto que... não poderia magoá-la, apesar de eu amá-la, sei que ela não sente o mesmo, e que ela... gosta da namorada.
- Então... eu nem sei o que te dizer, isso é... m*l. – A morena se sentia triste pela amiga, queria que Diane fosse feliz.
- Não tem o que fazer ou dizer, apenas superar, vai ser difícil, quase impossível, mas vou tentar. – Elas ficam em silêncio apenas observando o clima nublado de Paris.
- Mon petit. – A morena se assusta ao escutar a voz da namorada lhe chamando, sabe que se a visse ali com Diane daria uma baita confusão.
- Tenho que ir. – A morena diz se levantando.
- Porque você faz tudo que ela manda?
- Eu não.... ela é minha namorada, Di, devo respeito a ela.
- Respeito é uma coisa, submissão e possessividade são coisas totalmente diferentes.
Helena respira fundo e sai sem dizer uma palavra, não iria pensar nas palavras da amiga agora, irai voltar ao quarto com sua namorada e quem sabe dormir de novo. Logo encontra a mulher na sala procurando por ela.
- Onde estava?
- Fui tomar água, está frio, vamos voltar para a cama?
Heloise sorri e beija os lábios da outra de leve, logo estavam na cama, com a mais velha abraçando o corpo da outra por trás. A morena não queria pensar naquilo, queria evitar, mas como não o fazer se as palavras estavam ativas em sua mente? Submissão e possessão. Elas eram isso? Elas tinham isso? Claro que sabia que a n***a era ciumenta, as vezes a um nível extremamente exagerado, mas ela não achava que aquilo era r**m, ela gostava daquele cuidado, daquele amor que lhe dava.
Mas ela era tão submissa assim a ponto de não perceber esse terrível erro entre elas? Muitas perguntas sem respostas, agora Helena se prometeu ser mais atenta a tudo que envolvia a namorada para ter a certeza que de Diane estava errada, ela apenas respeitava Heloise, sabe do seu lado que clama por controle, assim como o seu carente que pede para ser controlada, elas apenas se completam. Engana-se ao pensar isso, pois o fato é que a goleira sabe muito bem jogar com a mente da outra, fazendo ela acreditar em suas próprias palavras.
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Naquela noite a notícia da separação do casal já estava por toda a casa, Diane e Belle se evitavam, mas a loira estava amedrontada com a ruiva falar o verdadeiro motivo da separação, sabe que se Heloise soubesse, era o mesmo que confessar seus sentimentos, preferiu que todas acreditassem que a loira tinha traído a ruiva, o que confundiu Helena que sabia a verdade. Mas ela também estava evitando ficar perto de Diane, se sua namorada já tinha ciúmes com ela namorando, imagina então com ela solteira, e mesmo que quisesse falar com a atacante seria bem difícil, pois a goleira não saiu do seu lado um minuto no dia, tirando o episódio da manhã, Helena m*l pôde respirar, e aquilo já a incomodava.
- Eu vou tomar um ar. – A morena disse levanta do sofá.
- Eu vou com você. – Heloise também ia levantando, mas para ao ouvir a outra falando de novo.
- Não, fique aí.
- Eu já disse que vou com você.
A n***a diz e segura no braço da namorada, logo estavam na varanda fora da casa, todos na sala respiram fundo, se perguntando até quando a mais nova aguentaria, e pior, se perguntando o que aconteceria quando ela se desse conta e quisesse sair dessa roubava.
- Você está me machucando. – Helena puxa o braço com força.
- Porque queria vir sozinha? – A mais velha fala com raiva.
- Você... eu só queria ficar sozinha um pouco, você não me deu uma folga durante todo o dia, eu m*l pude respirar.
- Então queria ficar longe de mim? – A voz da n***a suavizou.
- Não tente me fazer de culpada aqui, Helo, eu sou sua namorada, não sua propriedade, eu só quero... ficar sozinha, coisa que ainda não consegui hoje, eu entendo seus ciúmes, você me ama, mas você me machucou, isso eu não vou admitir.
- Amor, eu...
Heloise tenta segurar o braço da outra, mas falha vendo a morena entrar novamente na casa em direção à escada. Dessa vez ela passou dos limites, tinha que admitir, não queria a machucar, mas pelo jeito cometeu esse erro, tinha que pedir perdão, não perderia sua mulher por sua insegurança, correria atrás de Helena nem que fosse no inferno.