V

1410 Words
Todas sorriem sentadas na grande mesa do bar perto da casa, era um local que já conheciam bem, as mais velhas sempre ficavam de olho para as mais novas não beberem, assim como todas tinham consciência de que não poderia beber qualquer coisa, evitando confusão em exames de doping. Heloise tinha o braço em torno do corpo da namorada, mostrando a todas o que já sabiam, ela era possessiva, mas nem ligavam mais, já acostumaram com a loucura da goleira, Helena gostava de ficar com as companheiras, mas não vinha se sentindo bem, o que a animou um pouco foi a ligação do irmão, parabenizando pela vitória e “golaço” dela. O rapaz de dezessete anos era orgulhoso da irmã e sempre falava dela na escola, para os amigos e todos que a conheciam na cidade. A morena estava feliz no momento, sua namorada fazia questão de lhe tocar o tempo todo, a menor gostava disso, mas o que ela via como p******o, os outros viam como abusivo, porém quem teria que sentir isso era Helena, e até então ela estava bem, ou achava que estava. - Cher...             Heloise chama a sua atenção, recebendo um sorriso carinhoso, se inclina e beija os lábios da morena com amor, a n***a ama a namorada, do jeito torto dela, mas ama. - Vamos embora, mon petit, preciso muito estar dentro de você.             O corpo da menor contraiu, sua mulher sussurrou as palavras, fazendo ela se arrepiar. A mais velha dá um selinho no seu pescoço e depois olha para Diane, que encarava a cena, mas desvia o olhar, Heloise só queria mostrar a ela que aquela morena era sua, a loira já havia entendido isso, só precisava dizer para o seu coração. O sorriso vitorioso no rosto da goleira deixava claro a intensão de magoar a atacante. - Meninas, eu e minha garota estamos nos retirando, temos uma comemoração particular. Vamos, mon petit.             O rosto da morena cora e elas se despedem de todas, a maioria ali, além dela, sua namorada e Belle já tinham mais de vinte e um, então poderiam aproveitar a noite com álcool, mas tudo sob o olhar atento de Paulette que era como uma mãe para todas. - Você me deixou envergonhada. – Helena disse assim que chegaram na casa. - Porque? - O modo que falou, não precisava. – Heloise trava o maxilar e chega perto da morena segurando sua cintura com um pouco de força. - Você tem vergonha de mim? - Meu Deus, não, como eu poderia? Olha para você, é tão linda, eu não tenho vergonha de você. – A n***a sorri e avança nos lábios da outra, elas poderiam se entregar ali, no sofá da sala, mas a casa não era só delas. - Vamos para o quarto. – A morena diz, nunca passaria por essa vergonha, apesar de saber que sua mulher é capaz. - Mon petit, está tão cheirosa.             Heloise desce os beijos para o pescoço da menor e encosta seu corpo na parede. Helena sempre se excitava quando a mulher sussurrava perto do seu ouvido com aquele sotaque francês, ela é sedutora, a mais nova sempre soube disso, nem entende porque ela a quer, mas a goleira nunca lhe deu motivos para desconfiar de traição, nunca, em nenhum momento. - Amor, por favor, vamos para o quarto.             A morena diz quase gemendo, o que fez a outra sorrir e se afastar, beijou os lábios da namorada com carinho, depois puxa as pernas dela para cima fazendo enlaçar em sua cintura, ambas usavam calça jeans. - Vamos, cher. – A n***a andou pelo corredor, logo estando em frente a porta do seu quarto, abriu a porta, fechou e então jogou o corpo da amada em cima da cama. - Tão linda, mon petit.             A mais velha disse ao se afastar e encarar a mulher que ama, de fato, a número dez é linda. Heloise sorri e volta a deitar o corpo por cima da namorada, fazendo a outra ofegar, elas se entendiam nesse momento íntimo, conseguiam fazer coisas que duvidariam olhando para a timidez de Helena, mas ela sabe que o s**o é algo que todo casal tem, prazer era delicioso e apesar de tudo ela sentia muito prazer com sua mulher. - Helo... - Sim, cher, adoro quando falas meu nome, vou te fazer gritá-lo, mon petit.             Heloise desce seus beijos para pescoço da namorada, fazendo a menor ofegar e segurar os cachos da outra, essa que sorriu com o ato. A goleira desceu os beijos e levantou a blusa da namorada, expondo a barriga completamente sexy de Helena, era a sua parte preferida do corpo da menor, ela tinha o corpo natural das mulheres brasileiras, uma cintura fina, uma b***a elevada, a pele bronzeada e aquela barriga com um gominho de cada lado, e era sua, completamente sua. A mais velha então abre o zíper da calça da morena e começa a despi-la. Heloise não gostava de pensar que outra pessoa já a tocou, afinal a morena não era mais virgem quando chegou a Paris, evitavam falar disso, pois a n***a sempre se irritava. Depois de tirar a peça ela volta a deitar em cima da mulher e começa a beijá-la, leva sua mão para entre os corpos, encontrando o elástico da calcinha e sorrindo ao sentir o quanto ela estava excitada. - Preparada, cher? – Helena a olha e morde o lábio inferior ao ver sua expressão de desejo, ela gostava de se sentir assim, desejada, amada, necessitada. - Relaxe. – A n***a disse ao acariciar o local, tocando o nervo sensível para logo depois descer mais um pouco e se posicionar na entrada apertada da mais nova. - Helo...             A n***a ataca os lábios da outra com força ao ouvir seu nome sendo gemido de forma tão gostosa, não aguentou e penetrou dois dedos, fazendo o quadril da outra se elevar com o prazer. Sentir o preenchimento era indescritível para Helena, e isso era incrível, pois diferente do que todos pensam, Heloise era mais carinhosa, mais amorosa mais cuidadosa quando elas transavam, claro que tinham seus momentos mais quentes, mais selvagens, mas a n***a, mesmo estando no controle, sempre esperava pelo sinal da namorada para avançar as coisas. - Geme, mon petit.             Heloise levanta a blusa com o sutiã da outra e abocanha seu seio direito, isso fez a morena se contorcer mais, os movimentos da mais velha ainda eram lentos, mas a menor precisava de mais. - Mais rápido, amor, mais...             A goleira sorriu e elevou a cabeça, parando de se mover, então ela levanta e tira suas roupas, depois termina de tirar as de Helena e deita na cama, fazendo a mulher ir para seu colo. Posiciona seus dedos e olha para a namorada. - Senta, monta em mim, cher.             A número dez sorri, sabe como a outra adora aquela posição, então se apoia na barriga da namorada, descendo gostosamente pela extensão dos dedos longos da n***a, dobra os joelhos para se apoiar na cama e começa a se mover. Estava perto, muito perto e Heloise sabia disso. - Tão apertada, petit, vamos, me dê tudo de si. – A morena coloca as duas mãos perto da cabeça da outra, apoiando na cama, facilitando o vai vem de seu corpo. - Heloise, eu... - Goze, mon petit, goze para mim.             A outra mão da n***a começou a apertar o seio da namorada, fazendo seu prazer ser maior. Helena começou a gemer mais dengosamente, logo tem seus lábios pressionados contra os da goleira que sentiu seu s**o pulsar, também gozaria junto com sua garota. - Isso, oh sim... Heloise. - Helena.             E assim elas se entregaram a aquele prazer, suadas, ofegantes e trêmulas, aos poucos a maior sai de dentro da menor e sente o corpo da namorada relaxar, completamente exausta e satisfeita. A goleira sorri e acomoda sua mulher em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos. - Boa noite, mon petit, eu amo você. - Bonne nuit, mon amour.             E assim pegaram no sono, pelo menos Helena estava feliz, seu corpo ainda conseguia reagir à mulher, talvez aquela dúvida fosse só uma fase, talvez seus devaneios estivessem atrapalhando em seu discernimento com os próprios sentimentos, e no fundo seu futuro é esse, ficar com aquela mulher, conseguir bastante dinheiro, casar e formar uma família, dormiu pensando nessa possibilidade, que até então era a mais certa para si. 
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