Brasília, 1 de Janeiro de 2016
Por Anne Rocha
Discurso da Presidente
"Nosso país tem sido alvo de um ataque covarde e cru-el. Pessoas amadas por todos nós foram covardemente assassinadas. Ataques em diversos pontos do país deixaram muitos do nosso povo brasileiro feridos e, pior que isso, assustados e com medo de sair às ruas. Para os responsáveis, deixo a seguinte afirmação, nossa polícia está trabalhando arduamente para colocá-los atrás das grades.
E, nesse dia de hoje, dia mundial da paz, a nação brasileira pede paz e também ergue a bandeira da justiça, pois esta será feita contra os nossos inimigos."
Desligo a televisão, entediada. Nos últimos meses, a única coisa de que se fala são esses ataques. Meu pai diz que a mídia tem abafado a situação real do país, que alguém muito perspicaz e cru-el está atacando pessoas famosas. Quanto a essas mortes, nada se sabe, pois quem praticou o crime o fez de forma extremamente bem planejada, sem pistas, sem rastros, uma verdadeira sombra.
Pego o meu notebook e entro nas redes sociais. Com o término das aulas, fiquei com muito tempo livre e, sem ter o que fazer, um dos meus passatempos favoritos ultimamente tem sido a internet.
Já faz alguns dias que adicionei Marcelo Augusto. Ele é um cara muito lindo, mas parece ser bem reservado, tem uma única foto no perfil e poucos amigos.
Ele está online. Vou mandar uma mensagem.
Anne: Olá.
Marcelo: Oi.
Marcelo: A senhorita é muito bonita, deve ter muitos rapazes aos seus pés.
Anne: Obrigada. Você também é muito lindo!
Marcelo: Não sou homem para a senhorita. Tu és apenas uma menina.
De que buraco esse homem saiu com essa de "senhorita"?
Anne: Faço 18 daqui uma semana.
Marcelo: Já escolheu o seu presente de aniversário?
Humm... Que tal provocar o homem das cavernas um pouco?
Anne: Um vibrador!
Marcelo: Se a senhorita fosse minha, não te sobrariam energias para usar isso, e eu não permitiria nada além das minhas mãos e do meu próprio, hum... vibrador, dentro de você!
Fosse minha? Que possessivo! Olho a sua foto pela milésima vez, e aquele ar de mistério e perigo está lá. Adoraria pertencer a este homem, pelo menos uma vez. Minha tão desejada primeira vez.
Marcelo: Vá dormir, moça!
Anne: Você gosta de dar ordens, hein?
Marcelo: Muito.
Anne: Perdi o sono.
Marcelo: Vou aí te pôr pra dormir!
Ele fica offline, e eu fico na minha cama, um pouco frustrada, confesso.
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Por Khalid Shall
Desligo o computador rapidamente. Devo estar precisando muito de uma mulher para ficar tão enfeitiçado por uma pirralha.
Quando achei o perfil da filha do delegado na internet, pensei que seria uma ótima idéia usá-la para chegar até o famoso Antônio Rocha, o último nome da minha lista.
Confesso que a beleza da menina me deixou hipnotizado. Pensei em excluir o perfil e bolar outro plano, um que não a envolvesse. Mas a atrevida me mandou mensagem, e que boquinha afiada ela tem. Adoraria provar... Só de imaginar, já fico e******o.
Tenho que resolver isso logo. Estou parecendo um adolescente. Os desejos da carne são a ruína de um homem!
Chamo um dos seguranças, Alexandre. Deixo os outros dois na casa e vou atrás de aliviar minhas tensões.
— Alexandre, me mostre a beleza da mulher brasileira!
— Sr. Khalid, tem um lugar que o senhor vai adorar. Mulheres de dar água na boca, boa bebida, boa comida... Tenho certeza de que alguma delas o deixará sem fôlego.
Um bom sexo é revigorante. Mas não crio vínculos afetivos. Quando algo sai fora dos eixos, vou embora da mesma forma que cheguei, sem deixar vestígios.
Não sou dado a sentimentos. Vivo para servir à Alcatéia. Todas as pessoas que amei se foram, minha família, meus amigos...
Se eles descobrirem o efeito que aquela menina tem sobre mim, eles a matam. Para o bem dela e o meu próprio, preciso me afastar, terminar o que vim fazer e sumir deste país.
Entramos numa casa noturna bastante luxuosa e cheia de moças de todos os tipos. Escolhemos um lugar privilegiado, próximo a um dos palcos, onde uma morena com um corpo espetacular se exibia ao ritmo da música.
Alexandre pediu uma dose de uísque, e eu, uma água.
Como não gosto de lugares muito cheios, rapidamente chamei uma moça de pele morena clara, cabelos compridos, b***a e s***s pequenos. Negociei os valores do seu serviço, e subimos para a sua suíte.
Sempre dou o dobro do que elas pedem e deixo claro que, no quarto, eu comando. Poucas questionam, e a maioria aceita a proposta sem pestanejar.
Quando entrei no quarto, perguntei o nome da moça. Ela parecia um pouco intimidada, mas respondeu:
— Letícia. E o seu?
— Não precisa saber o meu nome.
Ela suspirou e disse que ia tomar banho.
Aproveitei para tirar as armas da cintura e o terno. Coloquei o terno sobre as armas para que a moça não as visse. Abri os botões de cima da camisa e os da manga, dobrando-as de forma caprichosa até a altura dos cotovelos, e a aguardei de pé, frente a um dos quadros que decorava o quarto.
— Você ainda está vestido? — Letícia me questionou.
— Você é muito informal. Me chame de senhor! Me dê a toalha — estendi a mão para ela, que, de forma relutante, me entregou, expondo sua nudez.
— Muito linda — analisei. Sem todos aqueles apetrechos, ficava ainda mais maravilhosa, pequena do jeito que eu gosto.
— Ajoelhe-se, Letícia! — ordenei firmemente.
A moça ficou vermelha e falou:
— Olha só, eu não sou adepta dessas práticas, senhor. Acho melhor devolver o seu dinheiro...
— Letícia, eu não ligo para regras disso ou daquilo. Tenho o meu próprio jeito de fazer as coisas. No quarto, eu mando, e você faz. Gosto que a mulher seja extremamente submissa e receptiva, mas não vou te machucar de forma alguma! Entende o que estou dizendo?
— Sim... — ela falou, desconfiada.
— Eu não vou bater em você. Podemos continuar?
— Sim, senhor!
— Ajoelhe-se, Letícia!
Ela assentiu com a cabeça. E eu me deliciei com a cena dela nua, ajoelhada aos meus pés. Na guerra ou na cama, sinto a necessidade de exercer esse controle total sobre as pessoas. Isso me fascina.
Letícia se entregou ao meu jogo, e posso apostar que gostou. Senti o corpo dela corresponder a cada toque meu.
Quando a prendi na cama, a imobilizando com o meu corpo e segurando os seus braços para impedir qualquer intervenção, senti seu corpo arquear de encontro ao meu, buscando cada vez mais, ser preenchida, e completa, por mim.
Penetrei sua i********e com volúpia, com força e velocidade suficiente para fazê-la gritar. Eu gostava disso, ela estava rendida e em êxtase pelo se-xo que eu lhe proporcionei.
Depois de tudo, vesti o terno e guardei as armas. Ela arregalou os olhos quando viu.
— O senhor é muito bonito, mas me assusta... — murmurou, enquanto se recompunha.
— Ainda bem que pensa assim — respondi, sério, e saí, deixando a moça completamente sem palavras.