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Havia um rio à não mais de um quilômetro do forte, mas a área dos banhos da enorme construção ficava no subsolo, onde haviam escavado até chegar nos rios subterrâneos que passavam logo ali por baixo. Argon conseguiu roupas novas para Ícarus após conversar com um dos servos do forte, ele esperava receber túnicas descentes, mas tudo que o servo trouxe depois de longos minutos de esperava foram roupas minúsculas parecidas com as que o rapaz estava vestindo naquele exato momento, típicas se escravos e cortesãos. Ícarus não pareceu se importar enquanto recebia a pilha de roupas, mas Argon iria conseguir roupas normais para ele depois, pois estava com pressa para tirar toda aquela sujeira do corpo depois de horas de treino.
O general conduziu o rapaz em silêncio por uma das várias escadas espiraladas e um pouco apertadas que desciam até o subterrâneo do forte, que tinha várias câmaras privativas, para que assim todos não precisassem tomar banho no mesmo lugar (não que Arlantianos se importassem em tomar banho na frente uns dos outros).
— Nossa! — Ícarus exclamou, completamente surpreso, quando eles terminaram de descer a escada e seguiram por um corredor que terminava em um cômodo retangular. Havia um largo artificial na metade daquele cômodo iluminado por tochas em pedestais de pedra, o chão era coberto por tijolos de cimento, que terminavam em uma escada nivelada no limite daquele pequeno espaço seco, onde à partir do segundo degrau todos os outros já eram imersos naquela água cristalina e brilhante do lago artificial. A água jorrava como uma cachoeira na parte de cima da parede lateral, e era escoada dalí por pequenos canos na parte submersa da piscina (um conjunto de canos finos onde não cabiam sequer um pé, para assim não correr o risco de alguém ficar preso), dali toda aquela água voltava para o curso natural do rio subterrâneo. Mesmo com barulho que aquela cachoeira artificial fazia, se alguém colocasse o orelha contra uma das paredes laterais, poderia ouvir outras pessoas conversando logo do outro lado, pois haviam várias câmaras exatamente como aquela enfileiradas lado a lado.
Ícarus sabia que suas bochechas ainda estavam coradas, principalmente por ele estar a menos de um metro de distância do enorme general. O rapaz percebeu que haviam sabonetes e loções para pele e cabelo colocados numa cestinha trançada no primeiro degrau daquelas escadas. As coisas pareciam ser repostas todos os dias, pois ninguém havia usado aqueles alí ainda.
— A água é aquecida lá em cima. — Argon explicou, lançando um rápido olhar para o rapaz. A voz rouca do homem era ampliada pelada paredes, mas isso não adiantava praticamente nada, pois o barulho da água corrente era bastante alto (mas não era incômoda. Ícarus poderia dormir ouvindo aquele som relaxante em questão de segundos).
— Deve ter sido um trabalho e tanto para construir isso. — Disse ele, observando o general tirar as sandálias de couro, também resolvendo tirar as suas próprias, sentindo o coração martelar sem parar contra o peito.
— Arlantianos são engenheiros e arquitetos geniais. Esse forte foi construído à séculos. — Argon começou a andar em direção a piscina cristalina, descendo aqueles degraus com calma e mergulhando logo em seguida. Ícarus observou sem desgrudar os olhos daquela sombra gigante sob a água, sentindo o seu corpo inteiro tremer levemente de excitação. O general passou alguns segundos submerso, mas quando voltou para a superfície, estava sem aquela túnica que estava vestindo. Ícarus o observou jogar o tecido molhado em cima dos degraus e nadar até o outro lado daquela piscina meio retangular. O rapaz estava completamente desconcertado em saber que aquele macho lindo estava totalmente nu logo alí.
Com os dedos trêmulos, Ícarus colocou a pilha de roupas limpas que estavam nas suas mãos em cima das sandálias que ele havia acabado de tirar. O jovem respirou fundo e começou a andar em direção ao lago, tentando controlar o seu bendito corpo sensível, o que não adianta muito, pois a simples constatação de que Argon estava logo ali o deixava praticamente louco.
Ícarus soltou um grunhido de satisfação quando a água quente entrou em contato com os seus pés, então ele continuou descendo os degraus até dar pé, completamente maravilhado com a sensação deliciosa que aquela água criava contra a sua pele febril e sensível. Ele mergulhou na água cristalina e retirou a sua própria roupa. Parte dele queria abrir os olhos debaixo da água para dar uma espiadinha no general, mas ele sabia que seria inútil, pois aquela cachoeira artificial fazia com que muitas bolhas tomassem conta da água.
Quando voltou para a superfície, Ícarus sentou no terceiro degrau submerso da escada. Ele estava com um pouquinho de vergonha, mas não fez completamente nada para esconder sua nudez. O rapaz observou Argon nadar até a escada também e pegar aquela cesta com os sabonetes e loções de banho, sentando à menos de dois metros de distância do mais jovem.
Ícarus ficou completamente atordoado com aquele peitoral moreno e largo que estava completamente visível. Todo o dorso do general era coberto por uma fina camada de pêlos escuros que estavam grudados na pele por causa da água, eles ficavam mais grossos e numerosos pouco acima do umbigo, e desciam livremente a partir dali e cobriam completamente a virilha e a pélvis de Argon (Ícarus não conseguia ver muito mais que isso por causa do ângulo). O general tinha cicatrizes espalhadas por todo o seu corpo gigantesco e musculoso, desde às coxas, dorso e braços grossos. Ícarus também percebeu que a barriga do general, apesar de ter gominhos e ser absurdamente musculosa, não era 100% chapada, e sim tinha uma camada de tecido adiposo logo acima dos músculos duros, o que deixava o homem ainda mais viril e lindo. O jovem estava completamente abismado com o quão impressionante era aquele homem, então sem se conter, Ícarus levantou da escada e ficou completamente exposto sob a água, antes de começar a caminhar na direção do seu dono.
O olhar duro do general focou diretamente nele, descendo lentamente pelo seu corpo esguio, pálido, delicado e sem pelo algum. Ícarus conseguia ver o fogo brilhando nos olhos pretos daqueles macho, o desejo, a virilidade, tudo cuidadosamente contido lá dentro.
— V-vou ajudar você, general Argon. — Disse Ícarus, quando finalmente chegou até aquele macho lindo. De cima, ele poderia ver totalmente a masculinidade presente entre as pernas grossas do homem, mas continuou com seus olhos focados no rosto lindo e assustador do General.
Argon poderia ter negado, como fez no quarto, mas manteve a boca fechada e o maxilar tensionado, como se não confiasse em si mesmo para abrir a boca e dizer alguma coisa. O consentimento implícito deixou Ícarus bastante Satisfeito, então ele se ajoelhou ao lado daquele corpo gigantesco e colocou a sua mão no ombro do general, tentando controlar o seu próprio corpo. Em silêncio, ele pegou uma loção para o cabelo de dentro daquela cesta, despejou um pouco na mão e levou até o cabelo preto e comprido de Argon, começando a massagea-lo e criar espuma. As mechas eram sedosas entre os dedos do rapaz, que sabia que o general via o quanto ele estava e******o.
— Ícarus. — O general rosnou, olhando para cima e encarando o rapaz, que encarou aquelas bolotas escuras de volta, engolindo em seco.
— S-sim, senhor? — Gaguejou o rapaz, tocando gentilmente as bochechas daquele macho lindo e assustador. Seus dedos pálidos contrastando contra a pele marrom do homem. Ícarus tocou aquela cicatriz da têmpora do general, que soltou um rosnado e se esquivou levemente, antes de mergulhar dentro do lago e ficar submerso por alguns segundos.
Ícarus fez um biquinho triste por o general ter se afastado tão subitamente dele, mas o rapaz deu um gritinho de susto quando Argon voltou a sair da água e subir os degraus de forma bruta e raivosa, subindo até ficar totalmente fora da água, e mesmo estando dois degraus mais baixos do que aquele em que Ícarus estava, o general continuava bem mais alto que ele.
A visão do rapaz ficou completamente embaçada quando ele teve total visão daquele corpo gigantesco quase tocando no seu. O rosto tensionado, o peitoral largo e delicioso, os braços grossos... Ícarus desceu o olhar devagarinho seguindo aquela grossa trilha de pelos negros e sentiu sua pressão desabar quando seus olhos focaram no m****o em meia bomba entre as pernas do general. O p*u dele era assustadoramente grosso e grande, cheio de veias saltadas e acabava numa cabeça rosada grande e circular. Os pelos pretos bem aparados que tomavam conta da virilha e da pélvis daquele macho o deixavam ainda mais gostoso.
— Por que está fazendo isso? Você não é mais um escravo. Não tem a obrigação de fazer, muito menos tocar um homem como eu. — Rosnou Argon, subindo mais um degrau e deixando apenas alguns centímetros entre o seu corpo e o de Ícarus.
— M-mas e se eu quiser? — O rapaz ergueu as mãos e tocou o peitoral largo e musculoso do general, sentindo os músculos duros sob a pele marrom dourada. Ele ergueu o rosto e encarou aquela expressão dura e simplesmente deslumbrante de Argon.
— Você? Me querer? — Rosnou o general, claramente confuso e irritado com aquilo.
— S-sim. — Ícarus desceu a mão devagarinho pelo peitoral do general, seguindo aqueles músculos definidos e os pelinhos deliciosos. O coração do rapaz estava martelando sem parar quando seus dedos curiosos passaram do umbigo de Argon, descendo ainda mais depois dali. As pernas do rapaz ficaram completamente bambas quando seus dedos envolveram aquela masculinidade grossa e pulsante, que começou a inchar e latejar ainda mais, dobrando de tamanho e ficando assustadoramente mais duro e gigante em poucos segundos.
O general soltou um rosnado de prazer quando a mão macia do rapaz começou a acariciar o seu comprimento, subindo e descendo pela sua grossa extensão. Ícarus gemeu baixinho e não conseguiu desgrudar os olhos daquele mastro carnudo, grosso e assustador que estava na sua mão, tão enorme que seu dedos sequer conseguiam o envolver por completo. Se Ícarus realmente estivesse livre, não tinha porque ficar se mantendo virgem sem necessidade, não é? E se ele agora tinha o poder de escolha, queria que sua primeira vez fosse com um macho viril e assustador daqueles.
Argon colou completamente os seus corpos e agarrou os cachos úmidos e claros do rapaz, e embora o seu aperto fosse firme, era carinhoso e tomava cuidado para não machucar Ícarus.
— Você nem me conhece direito, Ícarus. — Rosnou o general, sentindo suas bolas contraírem e o seu p*u latejar de uma forma completamente deliciosa enquanto a mão delicada do jovem o acariciava.
— V-você passa meses conhecendo as pessoas com quem f-fode, general? — Ícarus disse, em desafio, fazendo Argon soltar um grunhido de surpresa e t***o, porque a verdade é que nas fodas que ele costumava ter, conhecia os soldados e as moças poucos minutos antes dos dois estarem completamente pelados. A questão era que f***r com aquele delicado rapaz parecia incrivelmente... errado, como se precisassem de tempo para se conhecer melhor, embora Ícarus não fosse tão inocente quanto seu rosto delicado deixava transparecer ser (até porque foi ele quem deu o primeiro passo).
— Você está totalmente livre, Ícarus, e se realmente fizermos isso, vai ser porquê nós dois queremos.— Esclareceu Argon, agarrando a cintura fina do mais novo com as suas mãos, fazendo Ícarus gemer baixinho ao sentir a pressão forte daquelas mãos calejadas contra a sua pele.
— Eu quero, general. — Ícarus respondeu, fazendo os olhos daquele homem gigantesco ficarem ainda mais nebulosos e repletos de luxúria. O general ainda não conseguia acreditar que aquele lindo e delicado rapaz realmente queria f***r com ele. Que fosse ele quem tirasse a sua virgindade.
— Vamos tomar banho antes, Ícarus. — Argon disse, desgrudando os seus corpos e voltando a sentar nos degraus, com uma ereção assustadoramente enorme entre as suas pernas, que fazia o rapaz ao seu lado salivar sem parar. Ícarus se ajoelhou ao lado dele, pegou o sabonete e começou a lavar o corpo daquele homem lindo.
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