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Exatamente assim como Argon havia previsto, o batalhão chegou até à floresta pouco antes do anoitecer, mais ou menos umas seis horas da tarde. O lugar onde eles iriam passar os próximos dias era simplesmente magnífico. Uma floresta de árvores altas e verdes formava uma mancha verde entre as dunas e planaltos áridos, como se fosse um oásis (apesar de Argon ter garantido à Ícarus que lugares como aqueles eram bastante comuns por todo o reino. Além disso, o motivo para que aquelas árvores se mantivessem verdinhas durante praticamente todo o ano era porque no interior da floresta havia uma nascente, que se transforma em um riacho largo e seguia pelas dunas).
O acampamento seria montado ao lado da floresta, onde havia proteção das árvores contra os ventos fortes vindo dos planaltos. O exército começou a se espalhar rapidamente assim que Argon deu a ordem para começarem a montar o acampamento. Os soldados pularam dos cavalos e começaram a levar os animais até a floresta para amarra-los nos galhos das árvores, antes de retornarem para começar a tirar barracas desmontadas e os suprimentos das carroças.
Ícarus desceu do cavalo sozinho (e quase caiu de cara no chão no processo), antes de se oferecer para ajudar a montar as tendas. Ele não queria continuar sendo visto como um troféu, alguém que não servia para absolutamente nada à não ser dar trabalho e ser bonitinho. Argon ficou um pouco surpreso, mas não protestou enquanto o rapaz o ajudava a tirar as tendas desmontadas de dentro das carroças.
Apesar de não passar de uma estrutura fina (porém resistente) de madeira e um tecido marrom escuro e grosso, as barracas maiores precisavam de no mínimo quatro homens para serem montadas. Os soldados se juntavam em pequenos grupos e montavam uma uma por uma, colocando as suas próprias coisas dentro delas. As quatro maiores tendas de todas eram as dos curandeiros, cozinheiros, o depósito de armamentos e a tenda do general. Todos os feridos gravemente já haviam sido mandados de volta para as suas casas, onde poderiam descansar e se recuperarem por um longo tempo, mas aqueles que tinham apenas ferimentos leves e queriam continuar no batalhão, seriam muito bem-vindos e seriam tratados alí.
Todas as tendas já estavam quase completamente montadas quando Argon agarrou a mão do rapaz e disse que estava na hora de tomarem um banho, pois além de estarem suados (e depois de mais de vinte e quatro horas sem se lavarem nenhuma vez), o general pressupôs que Ícarus iria ficar envergonhado em tomar banho em frente à dezenas de homens, já que em pouco tempo todos iriam para o mesmo trecho do riacho para se lavarem. O rapaz confirmou levemente com a cabeça e se deixou ser conduzido em direção a floresta densa, aproveitando os últimos minutos de luz solar que ainda tinham.
A floresta era completamente fechada, mas haviam trilhas cruzando toda a sua extensão. O general deu a volta naquela parte que estava repleta de cavalos, demorando alguns minutos à mais para chegar ao riacho.
— Nossa! — Ícarus exclamou, porque apesar dos poucos raios de sol, ele conseguia ver perfeitamente a água. O riacho era largo, apesar de ser bem rasinho, provavelmente chegando apenas aos joelhos. Os dois já conseguiam ouvir as conversas de outros soldados logo abaixo do leito do riacho, a uns vinte metros de onde eles estavam. Antes de entrar na água, Ícarus olhou de relance para o céu e ficou completamente maravilhado com a quantidade absurda de estrelas espalhada por aquela imensidão de azul, que estava escurecendo lentamente e assumindo um tom mais escuro de índigo.
— Vamos lá, Ícarus. — Argon disse, adentrando no riacho largo e deitando de barriga para cima na água, fazendo o rapaz soltar uma risada alta, pois o corpo do general era tão enorme que ele quase não conseguia ficar submerso no riacho. O general jogou um pouco de água no mais novo, que apenas revirou os olhos e entrou na água, que apesar de ser um pouco fria, era absurdamente gostosa, e ainda mais para quem estava precisando de um banho à um bom tempo. A profundidade fazia Ícarus submergir sem qualquer dificuldade nela com vários centímetros de vantagem ainda.
Os dois tomaram banho pelos quinze minutos seguintes, lavando o cabelo e tirando qualquer vestígio de suor da pele. Vários soldados já estavam chegando ao longo do leito do riacho, conversando e rindo sem parar, então depois de Argon falar com alguns deles, os dois finalmente saíram da água e começaram a andar pela mesma trilha pelo qual vieram. O rapaz estava segurando um dos antebraços do General, deixando-se ser conduzido por ele enquanto observava com curiosidade o céu estrelado através dos galhos das árvores e ouvia os sons das florestas misturados com o relinchar dos cavalos espalhados por todo terreno. Argon disse que eles já haviam sido levados para que pudessem beber, mas como não teria como carregar alimento para aquela quantidade absurda de animais, eles teriam que se contentar com folhas e capim espalhados pelas redondezas.
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O acabamento já estava completamente montado quando eles retornaram, com todas as barracas e tendas dispostas de maneira aleatória, mas de modo com que um grande espaço circular vazio fosse deixado no centro (Argon explicou para Ícarus era onde aconteceriam os treinamentos). A tenda do general realmente era bem grande, além de que todo o acampamento estava cheio de fogueiras e iluminado por tochas e lampiões, embora as tochas e fogueiras fossem cuidadosamente mantidas longe das barracas para evitar incêndios.
— Vamos lá. — Disse Argon, conduzindo Ícarus em direção a tenda deles e passando entre outras menores. A maioria era dividida para dois soldados, além de serem baixas o suficiente para que um homem alto não conseguisse entrar em alguma delas sem se abaixar (problema que Ícarus definitivamente não tinha), mas a tenda de Argon era grande o suficiente para que o próprio general conseguisse entrar sem problema algum.
Assim que chegarem até a enorme tenda, Argon abriu a "porta" para o mais jovem e indicou silenciosamente para que ele entrasse. A entrada da tenda não era mais do que uma espécie de cortina daquele pano grosso e resistente, que era feito especificamente para que os raios de sol não o ultrapassassem e tornassem o interior da barraca insuportável durante o dia, embora as "portas" fossem presas no chão para que o vento não conseguisse abril-las, dando certo privacidade aos donos.
O interior da tenta do general deveria ter mais ou menos uns bons cinco metros quadrados, ou talvez mais, pois ela era levemente maior lateralmente. O interior era iluminado por quatro lampiões que estavam presos nas estacas de madeira que formavam a estrutura da barraca, cada um deles estava em uma "parede" diferente.
Ícarus observou o interior da tenda com curiosidade. A cama ficava em um dos cantos e consistia em um colchão daqueles dobráveis colocado em cima de um enorme cobertor estendido para que ele não entrasse em contato com a areia das dunas, e além disso, haviam travesseiros empilhados em cima dele, exatamente como tinha no quarto de Argon no forte.
No centro da tenda havia uma enorme mesa com um mapa cuidadosamente aberto sobre ela, além de vários papéis e coisas que o rapaz não sabia identificar. O mapa era bastante detalhado, mas mesmo olhando de perto Ícarus não conseguia saber onde eles estavam ou qualquer outra coisa do tipo, porque apesar de os reinos terem seus nomes escritos, as cidades e vilarejos não passavam de pontos enumerados que provavelmente só Argon e os seus homens entenderiam.
Uma armadura bonita estava cuidadosamente colocada no canto oposto ao que tinha a cama. Ela era enorme e assustadora, combinando com um elmo simples, porém elegante, além de que os espaldares e as manoplas possuíam detalhes em vermelho, pois preto e vermelho eram as coisas da bandeira do reino (o vermelho de Arlant não era um vermelho vivo, e sim um tom escuro e forte, ainda mais escuro do que sangue). Já as cores de Arandônia eram verde musgo e dourado. Era uma combinação bastante bonita, embora cada Arlantiano fosse ensinado a odiar aqueles malditos estandartes desde cedo.
As roupas dos dois estavam em um baú próximo à onde a armadura de Argon estava, então foi justamente para lá que eles foram logo após entrarem na tenda, pretendendo retirar as túnicas molhadas e secarem seus corpos. O mais novo optou por uma túnica sem mangas curta e delicada, enquanto o general vestiu uma cinzenta.
Ícarus se aproximou daquele homem devagarinho, soltando um pequeno suspiro de satisfação quando Argon o pegou possessivamente pela cintura e colou os seus corpos. O corpo musculoso do general estava quente e cheiroso, e ele estava ficando e******o ao sentir as mãos delicadas de Ícarus correr livremente pelos seus braços musculosos, explorando a sua pele morena. O rosto do general estava repleto de luxúria, embora o do mais novo não estivesse tão diferente assim. Ícarus sentia o seu cuzinho latejar com o desejo de ter aquele macho o tomando para si novamente.
Ícarus acariciou aquele mastro delicioso por cima do tecido, ouvindo Argon rosnar e agarrar a sua b***a em resposta, apertando as suas nádegas com força e saboreando a maciez da pele pálida do rapaz, que gemeu baixinho e ficou na ponta dos pés, implorando por um daqueles beijos molhados e produtos. O general não pensou duas vezes antes de tomar aqueles lábios delicados com os seus, invadindo aquela boquinha com força e tomando tudo que queria.
Ícarus chupou timidamente aquela língua grande e gostosa que estava explorando a sua boca, desejando tanto ter aquele macho o fodendo que achou que fosse ficar louco se não conseguisse isso logo. Ele queria que aquele homem assustador e perfeito o colocasse de quatro e metesse nele sem dó, usando e abusando do seu cuzinho como bem entendesse.
A ideia de f***r naquele lugar deixou Ícarus nervoso e e******o ao mesmo tempo, porque apesar de estarem no interior da tenda, as paredes continuavam sendo apenas um simples tecido escuro. Após imaginar que teria que aguentar aquela coisa enorme caladinho, sem gemer, Ícarus ficou completamente abismado, corando tanto que as suas orelhas e todo o pescoço ficaram avermelhados. Argon achava aquilo bastante fofo, ele percebeu que a luz quente dos lampiões deixava o cabelo do rapaz de um tom avermelhado de castanho claro, como se fosse uma pintura à óleo.
Ícarus precisou de toda força de vontade que tinha para conter o gritinho que ameaçou escapar dos seus lábios quando o general o pegou bruscamente no colo e o carregou até a cana, deitando-o entre os travesseiros e já voltando a beijá-lo com força. O rapaz envolveu o pescoço de Argon com os dois braços e se entregou por completo, saboreando a sensação de ter aquele macho pesado e viril em cima dele, com aquele peitoral largo, quente e cheiroso pressionado contra o seu corpinho, além de sentir aquele mastro enorme pressionado contra a sua virilha.
Argon já estava começando a tirar suas próprias roupas com urgência, sentindo aquelas benditas mãos macias acariciarem a seu p*u, que estava tão duro que chegava à ser dolorido. Ele iria f***r Ícarus com força e sem qualquer pudor, mas antes que terminasse de tirar a túnica, o general ouviu uma movimentação do lado de fora da barraca, fazendo-o parar no meio do movimento de arrancar a túnica por completo, já com a parte de baixo do seu corpo completamente exposta.
— Está ocupado, senhor? — A voz de Kavinsk disse, lá de fora.
— Digamos que sim. — Argon grunhiu ao sentir Ícarus continuar acariciando seu p*u, mesmo que soubesse que o seu segundo no comando estivesse logo ali. O general precisou conter o rosnado de prazer que ameaçou escapar dos seus lábios quando sentiu Ícarus acariciar a ponta sensível do seu mastro, mesmo sabendo que poderiam ser pegos (não que Argon se importasse com isso). O general disse a se mesmo que ia fazer aquele moleque safado pagar com juros essas provocações logo logo.
— A comida já tá pronta, senhor. — Explicou Kavinsk, fazendo Argon abrir a boca para dispensar educadamente o chamado, mas então ele percebeu que Ícarus já deveria estar a um bom tempo sem comer. Além de que não havia como tomarem banho ali caso se sujassem de g**o por completo.
— Saio em poucos minutos. — Disse ele, por fim, antes de mover sua atenção para o rapaz atrevido preso debaixo dele, que ainda estava com seu m****o pulsante nas mãos: — resolveremos isso mais tarde, Ícarus. Você terá o que merece.
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