Episódio 9

1506 Words
Olhando de cima a baixo com certa repulsa, Erika sorriu sarcasticamente, pois na sua mente m*aquiavélica já havia arquitetado a próxima fofoca. "Atlas e Amanda são amantes." O escândalo perfeito para fazer Dante finalmente desistir da ideia idi*ota de reconquistar a esposa, algo que ela sabia desde o retorno dele, mas se recusava a aceitar. Atlas, sentindo o que ela queria, cerrou os dentes e, erguendo uma sobrancelha, perguntou à frente: o que você está procurando, Erika? Porque Dante não está por perto como você pode ver, então pode ir embora agora. Atlas falou diretamente e sem qualquer anestesia, o que não perturbou a raposa em nada. Pelo contrário, despertou a sua raiva, e ela o atacou, sem se importar que aquele fosse o irmão do homem que ela dizia amar. — E eu sei... Eu só queria dizer "oi". Eu queria saber como Amanda se sentia em relação ao nosso retorno e a você ver a sua amante sofrer. Observando a garota um tanto irritada ao lado, Erika falou com um ar de superioridade, pretendendo ferir os sentimentos de Amanda como no passado. Mas, sentindo-se uma mulher renovada, levantou-se e sorriu para ela antes de responder. — Como você quer que eu me sinta? Feliz. por que finalmente serei livre? Sim, estou em êxtase por Dante ter que assinar os papéis do divórcio para mim, mesmo que ele se recuse. Você não sabia disso? Na verdade, ele rasgou na minha cara. Ele se recusa a me deixar ir. Amanda não choraria mais como uma boba no passado. Esta Amanda de agora estava disposta a se defender e não se deixar humilhar, algo que perturbou Erika, assim como a sua resposta. — O que você está dizendo? Como assim, ele se recusa? Um pouco perturbada com isso, ela perguntou novamente, algo que Maya percebeu, e tentou intervir, ofendendo Amanda. — Isso é mentira! Não dê atenção a ela. Não vê que ela só está tentando te enganar? Puxando a mão da irmã mais velha, Maya queria tirá-la dali, imaginando que isso doeria, e não estava errada, pois Erika sentiu como se uma adaga tivesse perfurado o seu peito, cravando-se direto no coração. — Não, Maya, eu não preciso mentir como você... Dante rasgou os papeis do divórcio e jogou tudo na minha cara. Ele se recusa a me deixar ir. A mais nova das irmãs Bennett se sentiu ofendida quando Amanda a chamou de mentirosa e, virando-se, fingiu encará-la, o que não a intimidou nem um pouco. — Você me chamou de mentirosa? Com os dentes cerrados, demonstrando a sua irritação, Maya se aproximou de Amanda, parou a poucos centímetros do rosto dela e repetiu: eu sou mentirosa? Isso só fez a garota rir, que, depois de cobrir delicadamente a boca por causa do eco da sua risada no ambiente, respondeu: sim, você... Você e eu sabemos que Cristian ficou noivo de você por causa do suposto filho que você está esperando, um que você e eu sabemos que você não carrega mais dentro de si. Exposta e com a raiva a consumindo, Maya tentou dar um tapa em Amanda, mas ela impediu a sua mão antes que pudesse. — Por que você está tão ofendida, Maya? Você sabe que demitiu o motorista que te levou ao hospital quando você o perdeu para que ele não tivesse como contar nada. Não sei por que você não admite. Erika, vendo que a sua tentativa de irritar Amanda estava ficando fora de controle e que alguns dos clientes a observavam, puxou a mão da irmã e, murmurando algumas palavras inaudíveis perto dela, a levou para longe. — Amanda... Você é meu ídolo. Rindo um pouco ao ver as mulheres se afastarem com o ra*bo entre as pernas, Atlas acrescentou isso, o que a fez ne*gar. — Maya sabe que está agindo errado... Ela separou Cristian da Ibbie com mentiras, e isso é algo baixo... A minha amiga sofreu, e ela superou, mas ainda me irrita o quão m*alvados as duas podem ser. Atlas franziu os lábios em concordância, mas sabendo que o seu amigo, cego por seus sentimentos, não deixaria Maya, mesmo sabendo que Ibbie o ama de verdade, ele balançou a cabeça. — Vamos continuar? Observando as duas bruxas se afastarem para se sentar numa mesa próxima, Amanda retornou ao seu lugar e, percebendo que os seus pedidos finalmente haviam chegado, sentou-se para comer. — O que você planeja fazer agora, Amanda? Agora que Dante voltou? Cerca de uma hora depois, quando terminaram de jantar, Atlas perguntou isso, o que a fez revirar os olhos, irritada com a insistência dele no assunto. — Vou me divorciar, já disse... Não posso permitir que ele continue me humilhando andando pela cidade com a amante. Desviando o olhar na direção dos Bennett, Amanda notou Erika comentando algo com a irmã, e ambas caíram na gargalhada, o que a deixou um pouco desconfortável. — Vamos? Agora fartos, ambas se levantaram para sair do local e, parados na entrada, esperaram pelo veículo. — Amanda... Foi maravilhoso jantar com você. Acho que vai ser difícil me acostumar agora que você não estará na mansão. Sorrindo um pouco tristemente, pois também sentiria falta de Nerio, Atlas e da mãe deles nas refeições em família e na suas conversas divertidas, ela pegou a mão do seu companheiro. — E eu também, Atlas. Você sabe que te amo como se fosse meu próprio sangue, mas, como você pode entender, com Dante em casa, não me sentirei bem, então a minha partida é para o bem de todos. Sabendo que ela estava certa, ele apertou levemente a mão dela e, recebendo a chave do manobrista, a guiou até o carro para abrir a porta e deixá-la entrar. Infelizmente, antes que ele pudesse fazê-lo, uma mão grande e firme surgiu do outro lado da porta de Amanda. — Posso saber para onde você está levando a minha esposa? E o que diab*os vocês estão fazendo aqui juntos? Pegando-a de surpresa, Amanda notou Dante ao seu lado e, olhando na sua direção, percebeu que ele estava irritado por vê-la com Atlas. Olhando para Atlas com desdém, Dante permaneceu em silêncio, esperando uma resposta que viria quase imediatamente. — Não é problema seu! Movido pela raiva contida no seu corpo, Dante pegou o braço de Amanda e, puxando-o, tentou afastá-la de Atlas, que, na sua ausência, se agarrava a ela como uma sanguessuga e, permanecendo firme no chão, Granfort não permitiu. — O que você quer, Dante? O que você está fazendo aqui? Amanda definitivamente não iria com ele. Primeiro, ela supostamente queria evitá-lo e, segundo, ela não tinha nada que estar com ele quando eles supostamente estavam no meio de um divórcio. Ainda surpreso com a oposição de Amanda, Dante levantou-se e, parando diante dela, perguntou: quero levá-la comigo. Você se esqueceu de que é minha esposa? Tais palavras fizeram a mulher sorrir de lado, achando graça na audácia do marido. Sua esposa? Agora eu sou sua esposa? E balançando a cabeça freneticamente em ne*gação, ela respondeu: por que você não se lembrou disso quando foi embora? Agora, eu sou sua esposa? A audácia de Dante era indescritível, e foi tamanha que, naquele exato momento, Erika chegou como se tivesse sido comandada pelo próprio dia*bo. Percebendo o confronto de dentro do restaurante, ela saiu em busca do amado. — Dante? Querido... Você finalmente chegou. Segurando a mão no braço de Dante, Erika tentou levá-lo para dentro do restaurante, mas sem sucesso, ele não se juntou a ela. — Viu? A sua amante veio te buscar, então vá com ela, Dante. Deixando o homem sem palavras, Amanda caminhou até o carro de Atlas e, entrando, deixou o marido parado na beira da rua. Atlas, por sua vez, simplesmente passou por ele e, estremecendo, regozijou-se interiormente ao ver Amanda rejeitando o irmão pela segunda vez para ir com ele. — Não, eu entendo por que você insiste, Dante... Está ficando cada vez mais claro que esse dois são amantes. Sentindo um aperto inexplicável no peito, Dante lançou um olhar mortal para Erika, que se calou ao perceber o seu desconforto. Dante, colocando a mão no seu peito, tentou aliviar a dor. — Dante, você está bem? Assustada com a ideia de uma recaída, a médica se aproximou de Dante e, colocando a mão em seu peito, perguntou: dói? A palidez do homem e seu rosto, que começava a se contrair de dor, indicavam que havia algo errado com seu coração, e ajudando-o a abrir a camisa, Erika começou a examiná-lo. — Dante, precisamos levá-lo para um check-up. Dante não queria ir para o hospital naquele momento. Tudo o que ele queria era ter Amanda ao seu lado. Tentando dar um passo à frente apesar da dor, o seu corpo começou a ficar dormente, a sua visão turva e, quando menos esperava, caiu no chão, inconsciente.‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌
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