Céu e Inferno

1360 Words
Ívyna Baranov O desespero veio quando a última peça de roupa foi tirada... Tudo. Extamente TUDO que Viktor fazia era... com cuidado, parecia estudar cada expressão minha. Parecia se preocupar com o que eu estava sentindo. Lá fora, uma chuva caía meio que misturada com flocos de neve. Deveria estar frio. Mas estava quente... Dentro de mim. Quente. Insuportável. Sua mão passeou em meu corpo, e um arrepio surgiu... Ele comentou que me faria sentir coisas incríveis, e eu contava com isso. Nossos lábios se encontraram, o dele desceu até meu queixo, meu pescoço, mordiscou, sugou, arfei baixinho. Ele riu. Os beijos desciam, me deixavam nervosa, ansiosa, mas tentava me acalmar. Ele pediu para que eu relaxasse. Mas como? Em menos de uma semana estava experimentando muitas coisas, não tinha tempo para raciocinar. Tocou meus s***s com a boca, senti a língua quente friccionando, e nossa... Era perfeito. Me fez arquear as costas, ele riu e o contato do ar quente que saiu de seus lábios fez um arrepio desenhar minha espinha. Seus beijos desceram, mordiscou minha cintura, com força, arrancando de mim um gemido mais alto, não era r**m, era bom, doloroso, mas bom. As mordidas fizeram uma trilha até chegar no interior das minhas coxas, ali a dor era maior, e todas as vezes que eu gemia, ou gania de dor sentia que Viktor gostava. Ele sorria, feito um psicopata, mas eu não estava com cabeça para ponderar nada. Estava entregue. E se meu marido gostava de ouvir gemidos assim, ele teria... Teria porque o pertenço. — Viktor — o nome dele escapou de meus lábios, arrastado, do jeito que pensei que ele gostaria. Ele riu anasalado, abriu minhas pernas, em silêncio me beijou... E eu descobri que não eram só os meus lábios que ele beijava bem. Sem pensar levei as mão até seus cabelos, ele me prendeu pelos pulsos e se afundo mais, passando a língua e a movendo em lugares certos. Lugares que me fazia arrepiar, arquear as costas e gemer. Viktor soltou meus pulsos quando fechei as pernas involuntariamente por sentir algo estranho chegando. Apoiou cada cutuvelo em cada coxa, machucando, me mantendo de pernas abertas, e quando eu tentava fechar a dor era alucinante. Ele parecia se divertir com isso, e a parte doce que ele tinha parecia ter se perdido no meio do caminho. Abri os olhos buscando os dele, e podia ter certeza que enxergava o próprio d***o a me tomar. Era isso que Viktor é, o que sempre tive certeza. Mas algo em mim gritava por ele, como se fosse o mais certo, o certo para mim... Não seria amada de forma convencional e amorosa essa noite. Sabia que doeria, mas estava tudo bem. Soltei um grito agudo que se misturou com um gemido, já não sabia o que era gostoso e o que era doloroso. Viktor me invadiu com dois dedos, soltando uma das minhas coxas, mas forçando o peso na outra, me ferindo os músculos, e queimava, droga... queimava. A dor que ouvia minhas tias falarem que a mulher sente na primeira vez era real. Mas acredito que a minha estava sendo maior do que a delas, pois diziam que na primeira vez tiveram sorte de ter uim príncipe que se preocupava em tornar tudo perfeito. Já eu estava nas mãos do d***o, e ele fazia questão de ser doloroso. — Relaxa, minha querida — a voz não era doce, era diabólica. Droga... Era bom... Ainda assim era bom. Gozei nos lábios dele, e os dedos aumentaram a velocidade, alcançando um lugar que deixava a minha mente mais em branco ainda. Mais do que imaginei ser possível. E então ele parou, subiu ficando com a testa colada na minha. Esperei por um beijo carinhoso ou apaixonado, mas ele segurou meu lábio inferior entre os dentes e mordeu. A força era moderada, nada que fosse me cortar... Mas, o ato foi o suficiente para me fazer sentir... Usada... Esperei me sentir amada, mas esse sentimento não veio. Viktor me virou de costas, forçou meu rosto contra o travesseiro, puxou meu quadril e deu um tapa que ardeu até a alma. Gemi, de dor. Ele riu. Não sabia mais o que estava fazendo, se isso era saudável. Mas quando ele entrou, quando o senti me invadindo, me rasgando... Foi... Ridiculamente bom, uma mistura do péssimo, do ótimo... Deveria mesmo ser desse jeito. Seu corpo se sobrepôs ao meu, puxou meu tronco para trás sem deixar de mover o quadril contra meu corpo. Enlacei seu pecoço com o braço, e o olhei de lado, exnerguei o inferno nos olhos dele, e era convidativo. Ele ia fundo, segurava meus cabelos com força. Me fod.ia por trás. Gritei e gemi quando mordeu minha nuca com força. Eu gostei. — Você é minha, para sempre, e sempre, Ívyna — disse grave, sem gentileza ao pé do meu ouvido. Me empurrou novamente para a cama, forçando meu rosto nos travesseiros, segurou firme na minha cintura e bateu fundo. Machucando, fazendo arder. Meu corpo tremia, já não sabia se era dor, prazer, medo, devoção. Estava tudo muito misturado em minha mente. Céu. Inferno... Eram questões que eu não conseguia mais diferenciar, mas acredito que tal prazer distorcido vinha dos confins da terra. Não tinha nada de divino, a não ser que viesse a palavra "diabolicamente" antes. O som de nossos corpos se chocando era erótico e nada romântico, se misturavam com meus gritos e gemidos altos. Ele então me puxou para seu colo, de frente, se encaixou em mim e me moveu pela cintura. Ia fundo. Me causava dor, e mais dor, mas não parecia ligar. Tombei a testa no ombro dele, tentando respirar, tentando não sucumbir a loucura. E isso era quase impossível. Mas ele não me deixava fazer nada que eu quisesse. Segurou meu rosto com as duas mãos, e quando seus olhos encontraram os meus senti que podia confiar nele, mesmo não sendo o Viktor doce de mais cedo. Ele beijou meus lábios, agressivo, impuro, e duas lágrimas se desprenderam de meus olhos. Ele lambeu as duas, e eu senti meu corpo estremecer. Viktor me deitou, gemeu rouco. Saiu de dentro de mim e me encarou, parecia buscar por alguma coisa. Pareceu não achar, mas riu da bagunça que eu estava, um riso psicopata que desenhou os lábios. Voltou seus lábios até meu c******s, eu arfei. Tocou a si mesmo enquanto me fazia sentir que estava quase. Gemeu rouco quando gozou. E então parou. Eu estava com dois pés no inferno, mas sentindo que deveria ter ido para o céu. Tive a certeza de que fiz uma escolha muito errada, quis gritar com ele, quis dizer o quão horrível foi. Quis jogar na cara dele que confiei minha primeira vez ao pensar que tudo seria doce, que ele seria doce... Mas então... Viktor se inclinou em minha direção, beijou a minha testa, a ponta do meu nariz e afagou meus cabelos. — Vem, vamos tomar banho juntos. Me pegou no colo e acariciou minhas costas, me soltou apenas quando estávamos debaixo do chuveiro. E então sorriu para mim, e o Viktor de mais cedo estava ali, na minha frente. To mou meus lábios num beijo tão delicado, como se quisesse apagar tudo o que me fez sentir ateriormente. — Eu sabia que tinha encontrado a mulher certa para mim — sussurrou. Fiquei calada, ainda estava tentando digerir e entender tudo o que aconteceu. Depois do banho, o Russo secou meus cabelos com toda a paciência do mundo. Massageou e beijou meus pés, e o restante do corpo. Foi na cozinha e ele mesmo preparou uma salada de frutas, disse isso quando voltou ao meu quarto. Me serviu como se eu fosse um bebê aos seus cuidados. beijava meus lábios a cada minutos, e dizia olhando em meus olhos que estava apaixonado, e que era um homem de sorte. Me abraçou para dormir, me deixou em seus braços. Mas o sono não vinha. Algo me perturbava, e eu já não sabia dizer se tudo aquilo foi exatamente o que toda a mulher espera de uma primeira vez... Talvez, seja normal, e seja assim mesmo.
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