Comprando

1433 Words
Angelina narrando. Acordo com o clarear do dia em meu rosto e sorrio me sentando, a minha primeira noite dormindo em um colchão, eu rio com esse sentimento e me levanto logo ajoelhando. Oro a Deus por todo meu dia anterior, pela generosidade de meu padrinho, o homem é bonito, forte, e tão generoso, ele merece o dobro do que já tem meu senhor, eu quero muito honrar ele em minhas ações. Eu abro a Bíblia lendo cinco páginas como toda manhã e então começo minha higiene, imensamente feliz por ter um banheiro para mim, eu tenho até um chuveiro, meu senhor eu estou com tanto agora. Após finalizar eu vou para a cozinha e vejo no relógio já são cinco e vinte da manhã, começo o meu próprio café e como um pedaço de pão seco, o padrinho disse para eu comer o que quisesse, mas não acho justo eu comer a manteiga dele, o seu queijo… isso é apenas dos que podem. E começo então a preparar tudo, um bolo para o café da manhã e o restante faço mais perto, eu preciso limpar algo para agradecer o outro vestido que ele vai me comprar. Me sinto egoísta limpando primeiramente meu quarto e banheiro, mas confesso que antes mesmo de dormir eu já fiquei ansiosa por isso, em ter algo meu para poder limpar. Mas eu juro que começarei a limpar algo do segundo andar antes do padrinho acordar. [...] Quando ele desce a mesa, as sete horas em ponto da manhã já esta tudo pronto, eu apenas pego o queijo da geladeira e suco gelado caso ele queira. Ele olha tudo sem entender e parece irritado, mas eu acho que já compreendi, essa é apenas sua expressão normal. — Fiz ovos mexidos e um bolo, deseja outra coisa? — questiono servindo café em sua xícara mas ele n**a com a cabeça. Sem adicionar açúcar ou qualquer coisa ele bebe um longo gole do líquido n***o e então respira fundo. Seu corpo parece relaxado, o padrinho é forte e bronzeado no peito, seus braços são gigantes, o cabelo dele, escuro está bagunçado pela manhã, o rosto ainda amassado e confesso que sua beleza é ainda maior assim. — Bom dia Angel — ele diz com a voz mais do que rouca me olhando bem nos olhos e isso me causa um friozinho na barriga que nunca senti antes, um embrulhinho no estômago. Sinto meu rosto queimar e ele de repente vira o rosto evitando me olhar, um volume cresce em suas calças e fico curiosa, o que é isso? Quando percebe que eu olho ele cobre com a mão e faz careta. — Angel vai tomar café na cozinha, eu te chamo depois, fique pronta. — fala com dificuldade e apenas sigo suas ordens. [...] Quando o padrinho termina ele me grita e eu recolho guardando o que sobrou, ele comeu os três ovos mexidos, boa parte do bolo e tomou as duas xícaras de café preparadas, o restante que comeu menos, estou aprendendo as quantidades perfeitas para ele. Ele me manda mais uma vez me arrumar, mas não tenho nada para me trocar de roupas ou sapatos. Então apenas o espero na sala, ele desce totalmente vestido agora, já com botas e um chapéu, lindo demais. Roupas escuras, uma camisa que marca seu peitoral e braços, e eu ruborizo sem nem pensar, o padrinho realmente é lindo. — Vamos. — Eu devo ir pela saída de funcionários, não é? — digo me virando para lá mas ele segura em meu pescoço, sua mão grande em mim me deixa nervosa, mas não igual me repreendiam segurando assim. O mesmo nervoso que me dá coisas na barriga, ele não diz nada e me leva até a porta a abrindo, me soltando apenas do lado de fora, ele coloca um óculos escuro e vai até o carro. Eu o sigo em silêncio e vejo ele parado do lado da porta que já entrei antes. — Você faz assim. — ele diz me mostrando, segurando em minha mão ele me mostra como abrir e fechar e rapidamente entendo, mas mesmo assim ele espera eu entrar para ele mesmo batê-lá. — Passe o cinto, assim. — ele faz nele mesmo e eu imito, sorrindo feliz por aprender algo novo. — Nunca andei em carro antes, obrigada por me ensinar. — agradeço e ele apenas concorda com a cabeça. Observo a janela, contente demais com a vista, cada pasto bonito, animais bem cuidados que vemos pelo caminho, é tudo tão belo que me encanta. Eu gostaria de sentir o vento no rosto, mas não quero incomodá-lo pedindo por isso, ele liga o rádio escutando algo em violão que parece gostar, o silêncio ao lado do padrinho é agradável. Não me sinto tensa, ou com tanto medo de fazer algo errado, ele é muito bom. [...] Chegamos na cidade e olho tudo um pouco perdida, tem tanta gente aqui, pessoas caminhando pelas ruas, pela enorme praça, muitas crianças. Eu desço do carro e com cuidado fecho a porta, me apoiando no carro para observar tudo, é tão barulhento… mas algo bom, diferente. Centenas de carros, de diversas cores, modelos… padrinho coça a garganta irritado e eu o olho rapidamente. — Desculpa. — peço por ter me distraído e ele me sério. — Eu não gosto dessas coisas de mulher, de ficar comprando, então só não demora, pega o que quiser, eu fico do lado de fora, vou lá para pagar. — Certo. — ele aponta para a loja de fachada rosa e eu me aproximo timidamente. Uma moça de calça preta e blusa rosa forte se aproxima de mim, ela usa um batom tão vermelho que me faz piscar duas vezes, eu achei que era pecado usar algo dessa forma, ela parece bem, não está queimando nem no inferno. — Bom dia, no que posso ajudá-la? — Bom dia, eu preciso de um vestido por favor, simples, apenas para trabalhar — digo pensando em algo modesto, eu já tenho esse, posso ter duas roupas, assim enquanto uma é lavada e seca a outra está comigo. — Certo, alguma preferência de cor? — ela questiona e eu penso em preto ao lembrar do padrinho, ele parece gostar de roupas escuras. Será que eu fico bem nesses tons assim como ele? Ela me leva até a arara de vestidos e vou para a ponta mais escura, olho em cada etiqueta procurando valores, sorrio ao encontrar um mais barato que todos. — Vou levar esse por favor. — a vendedora faz uma careta e me olha de cima a baixo. — Mas você é tão linda, que tal algo mais claro, que marque essa sua cintura fina? — ela pega outro modelo mas vejo a etiqueta em alto valor me fazendo negar com a cabeça. — Eu estou um pouco preocupada com valores, esse foi o único de menor número que encontrei, já sou grata por ele ser em preto. — Quer tentar ver algo branco? Acho que vai ficar lindo, realçar essa sua beleza, talvez azul para destacar seus olhos? — Ah não, para fazer limpeza só vou manchá-los. — Menina, eu daria tudo para ter um corpo como o seu, toda essa beleza, e você querendo esconder nesse saco de batatas preto. — ela olha o tecido mais uma vez fazendo careta. — Esse já está ótimo, eu vou chamar meu padrinho para pagar, só um momento. Eu entrego a ela que confirma e diz ir embrulhar mesmo descontente, eu o encontro facilmente, de braços cruzados em frente a loja, apoiado na traseira de seu carro, quando me vê ele faz uma expressão confusa mas se aproxima. — O que houve de errado? — é irritado em sua pergunta e olha para dentro do estabelecimento buscando culpados. — Já escolhi. — ele ergue a sobrancelha para mim e não entendo, eu fiz meu melhor para não demorar ou incomodar. Ele entra a loja e sigo até onde quem em atendeu está, já com o vestido em uma sacola, mas ela olha agora para o padrinho. Quase hipnotizada com a beleza dele, ela arruma sua postura para ainda mais sorridente e isso me incomoda, ele realmente é um homem bonito, mas ela não tem que olhar tanto assim. Ele tira o cartão da carteira e ela fala algo com ele que não entendo, mas quando fala o valor ele me olha feio, fico constrangida, não queria que fosse caro. Com grosseria ele toma a sacola e tira o conteúdo, ele estende o vestido para ele ver e xinga baixo.
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