Capítulo 36

1018 Words

Relíquia estava de pé, mas não deveria estar. O sangue ainda manchava sua camisa, contrastando severamente com a palidez de seu rosto. A respiração vinha pesada, audível no espaço confinado, mas, mesmo debilitado, ele mantinha a arma firme, apontada diretamente para o peito de Marconi. — Acabou — repetiu Relíquia, a voz rouca, mas carregada de uma certeza cortante. Marconi sorriu. Aquele maldito sorriso que sempre carregava uma dose de deboche e superioridade, como se ele estivesse acima de qualquer lei ou consequência. — Você tá pior do que eu imaginei — provocou o homem, sem demonstrar o menor medo do cano da arma apontado em sua direção. — E você tá vivo há tempo demais. Meu coração acelerou em um ritmo frenético. Eu conhecia aquele olhar no rosto de Relíquia; conhecia-o bem demais

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