Capítulo 06

640 Words
Beijo de Perigo Raíssa 🌪️ Fiquei brisando até escutar meu radinho tocar. Peguei o mesmo e vi que era o Relíquia chamando geral pra uma reunião. Terminei meu verdinho e saí da laje. Subi na minha ninja e guiei pra boca principal. Já tinha geral me esperando. Essa é uma das partes de ser o braço direito do patrão. Pra mim, é a mesma coisa que nada — mas tenho o respeito dos soldados e da segurança do Canário. — Cheguei, cheguei. — sentei do lado do Relíquia e ele me encarou sério. — E aí, seus lindos. — Fala aí, magrela. — respondeu o Cabelinho. Mostrei o dedo do meio e ele soltou uma risada. — Tão ligado que a missão de amanhã é a maior — disse o Relíquia, sério. — Meu mano tá lá e precisa sair o quanto antes. Os soldados afirmaram com a cabeça, já atentos. — Amanhã é dia de visita, então a minha parte eu vou fazer. Vocês que lutem com o resto. — dei de ombros. Relíquia me olhou sério, e eu fiz cara de tédio. Queria que eu falasse o quê? Eu, hein. Minha parte era a mais fácil e a mais difícil ao mesmo tempo. Tenho que entrar com uma p***a de um celular, passar informação e, de madrugada, voltar pra esperar ele fugir. Se eu errar, morre nós dois. E sinceramente? Eu sou muito linda e gosto de viver. — Vamo fazer o seguinte, filhona... tu tem que fazer teu corre na agilidade, viu? — falou o Menor, metido a chefe. Cruzei os braços e revirei os olhos. — Claro, filhão. E eu escolho o carro. — avisei logo. Ele concordou com um gesto. — Vamo fechar com dez soldados pra lá. Não é pra chamar atenção dos seguranças. Então o maior silêncio e rapidez possível. Sabem como o Dado é. — continuou o Relíquia. — Vocês que lutem. Tô indo pra minha casa ter o meu sono da beleza. É nós. — fiz toque com geral, menos com o Menor. Relíquia me puxou pelo braço antes que eu saísse. — Fica esperta, magrela. Fica mec. — falou com aquele tom de irmão mais velho. — Perde a cabeça com o Menor não. Ele tá com o cu quente porque perdeu o lugar pá tu. — Problema dele. — dei de ombros. — Sou muito melhor que ele. — joguei o cabelo e sorri. — Isso tudo é amor por mim? Ele rolou os olhos. — Eu sei, ok? Ele que lute e fale com o Dado. Eu não decidi nada. — Se liga, Raíssa. Tu não pode confiar em quem tá com o coração e a mente na maldade. — me encarou firme, mas os olhos dele caíram nos meus lábios. Eu não era de me emocionar pra bandido, mas é f**a negar: sinto atração pelo Relíquia. Além de ser um gostoso do c*****o, o cara ainda me entende. E nem é de sexo que eu tô falando. — E o nosso beijo, sai agora? — mordi o lábio, só pra instigar mais. — Não brinca com fogo, Raíssa. — apertou minha cintura e me puxou mais pra perto. — E se eu gostar de fogo? — fui descendo a mão até o p*u dele, dando uma apertadinha de leve. — Coé, magrela... não fode. — gemeu baixinho, e eu sorri vitoriosa. — Quer saber? Que se f**a. Ele me agarrou de vez, me puxando pelas pernas. Passei elas pela cintura dele, roçando minha b****a por cima do p*u dele, só pra provocar. Sorri vitoriosa enquanto ele me beijava com força, passando as mãos pelo meu corpo como se quisesse decorar cada pedaço. Aquele beijo não era carinho. Era disputa. Era raiva e desejo misturado, como tudo entre a gente. Mas eu sabia: depois disso, nada seria igual.
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