CAPÍTULO 11: VÍNCULO DE SANGUE
De volta a um novo esconderijo, mais seguro e preparado, Dante cuidou pessoalmente de cada ferida em meu corpo. Lavou os cortes com carinho extremo, passou pomadas, cobriu com curativos, sempre em silêncio, mas com uma intensidade nos olhos que falava mais alto que palavras. Ele parecia sofrer mais que eu a cada marca que encontrava na pele.
— Nunca mais faça isso — pediu ele, com a voz suave mas carregada de autoridade, segurando minhas mãos com força. — Não fuja de mim. O mundo lá fora é uma selva e eu sou o único leão capaz de mantê-la a salvo. Quando você foge, arranca um pedaço da minha alma. Você pertence a mim, corpo e espírito. Se eu pudesse, costuraria sua pele na minha para que nunca mais houvesse distância entre nós.
Naquela noite, o medo deu lugar a uma conexão profunda e sombria. Ele se aproximou, beijando cada ferida, selando com seu toque uma promessa de p******o eterna. A paixão que surgiu entre nós foi avassaladora, feita de necessidade, posse e uma devoção que beirava a loucura. Ele marcou meu corpo com o seu, misturando nossos suores e respirações, fazendo-me sentir que éramos uma única entidade dividida em duas partes.
— Agora você tem minha marca — disse ele, apontando para o coração. — Não importa onde vá, não importa o que aconteça, somos ligados por sangue e juras. Tentar se separar de mim é como tentar viver sem respirar. Eu sou seu dono, seu amante, seu escudo e seu juiz. E esse vínculo ninguém consegue quebrar.
Eu não lutei mais. Entreguei-me a esse amor perigoso, porque no fundo entendi que ele era a única verdade em um mundo de mentiras. A dependência que ele construiu tornou-se recíproca: eu precisava de sua força tanto quanto ele precisava da minha existência para justificar sua crueldade.
CAPÍTULO 12: ALIANÇAS PERIGOSAS
Para derrotar o inimigo de uma vez por todas, Dante sabia que precisava de mais poder de fogo e informantes. Convocou uma reunião com chefes de famílias mafiosas de outros estados, homens que ele não confiava, mas com quem podia negociar interesses comuns. O encontro aconteceu em um hotel de luxo, um lugar que exalava riqueza mas escondia perigos em cada canto.
Eu fui obrigada a acompanhá-lo, vestida com um longo vestido vermelho que ele escolhera, uma cor que simbolizava paixão e sangue. Ele me segurava pela cintura com firmeza, apresentando-me aos outros como sua "esposa e herdeira", deixando claro que qualquer ataque a mim era um ataque a toda a aliança.
— Ela é a força que me guia — disse ele, erguendo a taça de vinho diante de todos. — E quem está com ela, está comigo. Quem ousar cruzar nosso caminho, enfrentará a fúria de todos os clãs aqui reunidos.
Os olhares sobre mim eram variados: respeito, inveja, cobiça. Dante percebia cada um deles e apertava minha cintura mais forte, deixando claro que ninguém podia ousar desejar o que era seu. Durante as negociações, cheias de ameaças veladas e acordos escritos em código, ele manteve-se firme, usando minha presença como um pilar de estabilidade.
— Você é minha vitrine, Elena — sussurrou ele ao meu ouvido durante o jantar. — Mostro você para eles para que vejam o que sou capaz de proteger e o preço que pagarão se tentarem roubar o que é meu. Você é minha maior glória e minha maior força.
As alianças foram seladas, mas com elas vieram novas desconfianças. Dante sabia que aqueles parceiros podiam virar inimigos a qualquer momento, mas também sabia que sem eles, a guerra seria impossível de vencer. Ao final da noite, ele me levou para um quarto seguro, trancou todas as portas e me abraçou como se estivesse se despedindo, prometendo que, custe o que custar, voltaríamos para um lugar onde ninguém pudesse nos julgar.
CAPÍTULO 13: ARMADILHA NO CASINO
Para comemorar o acordo e confundir os inimigos, Dante organizou uma noite em um cassino clandestino, um lugar luxuoso, cheio de luzes, música e gente importante, mas que escondia segredos sujos debaixo dos tapetes. Ele sabia que o rival provavelmente tentaria algo ali, em meio à multidão, e transformou o ambiente em uma teia preparada para capturar quem se movesse errado.
Caminhamos pelos salões, ele elegante, eu bela e temida ao seu lado. Tudo parecia correr bem até que, no momento de maior movimento, as luzes apagaram de repente. O silêncio durou um segundo e depois explodiu em gritos, tiros e confusão total. O chão tremeu com uma explosão controlada na entrada principal.
Dante me jogou para trás do balcão do bar, cobrindo meu corpo com o seu enquanto balas ricocheteavam nas garrafas de vidro. Ele avaliou a situação rapidamente: os seguranças estavam lutando, mas havia atiradores posicionados no mezanino. Com movimentos rápidos, ele sacou duas armas e disparou em direção aos agressores, abrindo caminho para que eu pudesse correr para a saída de emergência.
— Não pare! Corra direto para o carro! — gritou ele, com a voz abafada pelo barulho da guerra.
Mas no meio da fuga, percebi que um dos inimigos estava prestes a acertar Dante pelas costas. Sem pensar, peguei uma garrafa pesada e atirei contra o homem, acertando-o na cabeça. Ele caiu desacordado. Dante virou-se, surpreso, e por um instante seus olhos brilharam com orgulho misturado a um amor furioso. Ele me puxou pela mão, correndo comigo até a rua, onde os carros de fuga já esperavam.
Ao estarmos seguros, ele me abraçou com força, quase me esmagando.
— Você é corajosa, mas nunca mais se coloque na frente de uma bala por mim — ordenou ele, beijando minha testa com devoção. — Se algo acontecesse com você por minha causa, eu destruiria o mundo inteiro sem dó. Mas saiba que a partir de agora, você não é apenas minha protegida. Você é minha parceira de batalha, e juntos somos invencíveis.
Descobrimos depois que a armadilha foi arquitetada por um dos supostos aliados, provando mais uma vez que na máfia a confiança era uma moeda falsa.