Kate.
Eu tive que contar meias verdades para Oliver.
As palavras ainda ecoam na minha cabeça enquanto observo o reflexo do teto no vidro da janela. Disse que minha família foi assassinada por uma dívida com a máfia. O que não é mentira. Mas também não é a verdade inteira. Não pude dizer que, na época, a família que estava em ascensão… era a dele.
Eu vi o nome dele crescer nos jornais anos depois. Vi os negócios se expandirem. Vi o império tomar forma sobre os escombros de muitas outras famílias — inclusive a minha.
Mas isso eu não posso revelar.
Não posso estragar meu disfarce agora. Cheguei longe demais. Cada passo que dei foi calculado, cada aproximação pensada. Oliver confia em mim. Ele me olha como se eu fosse algo raro, algo que ele quer proteger.
Se ele soubesse…
Meu estômago se aperta.
O problema é que as meias verdades também são perigosas. Pontas soltas são convites para desconfiança. E Oliver não é um homem que ignora detalhes. Ele observa. Ele conecta. Ele investiga.
Eu preciso ser impecável.
Ele se aproxima por trás de mim, envolvendo minha cintura com o braço. Seu toque é firme, possessivo, mas há algo quase suave na maneira como ele encosta o queixo no meu ombro.
— Está pensando demais — ele murmura.
Sempre estou.
Eu forço um pequeno sorriso e me viro, passando os braços pelo pescoço dele. Se existe uma arma mais eficiente que uma mentira bem contada, é distração.
— Talvez eu só precise de um banho — digo, mantendo a voz leve.
O olhar dele muda. Escurece.
Sem dizer mais nada, ele segura minha mão e me conduz pelo corredor. O vapor começa a preencher o banheiro enquanto a água cai, quente, criando uma névoa que embaça os espelhos — como se o mundo inteiro lá fora deixasse de existir.
Entramos juntos.
Eu deveria me afastar. Deveria manter distância.
Mas não mantenho.
Porque parte do meu disfarce é isso também — proximidade, i********e, confiança construída na pele e no silêncio. E parte de mim… odeia admitir que não é só estratégia.
Enquanto a água corre, penso na linha tênue em que estou andando.
Se eu errar, não será apenas meu disfarce que desmorona.
Será tudo.
E talvez, no fim, eu descubra tarde demais se estou usando Oliver… ou se já comecei a me perder nele.
Ele Desabotoa seu cinto, expondo sua ereção através da cueca box e depois remove sua cueca box.
Ele me ajuda a me despir, e lava meu corpo com ajuda de suas mãos ásperas. Esfrega minha costas, ensaboa meus cabelos ruivos molhados caídos em cascatas sobre meu ombro.
A água desliza pela minha pele, e por um momento eu fecho os olhos. O calor ajuda a dissolver a tensão dos meus ombros, mas não apaga o peso dentro do peito. Ele me puxa para mais perto, as mãos firmes na minha cintura, como se quisesse garantir que eu ainda estou ali.
Eu desço meu lábios para o seu p*u duro como pedra. Eu acaricio suas bolas enquanto o chupo ajoelhada no box, enquanto a água Cai.
Ele geme e pressiona seu p*u mais fundo em minha garganta e eu engasgo.
— Você está dolorida? — ele sussurra.
— Eu sou insaciável, Oliver.
— Boa menina.
Ele afunda mais o p*u pressionando em minha garganta eu dou batidinhas em sua b***a, sinalizando que não consigo toma-lo mais fundo, enquanto eu engasgo. Ele geme e segura meu cabelo e guia o enfiando seu p*u em minha boca. Seu pré g**o é tão doce. Ele tem um gosto incrível e vejo através do espelho do box sua b***a tão torneada e isso me deixa incrívelmente excitada.
— Já chega de banho, eu quero te chupar na minha cama.
Ele me pega no colo e nos guia até a cama dele, King tão espaçosa e aconchegante.
Lá ele me deita e me beija com tanta intensidade e sussurra sacanagens no meu ouvido. Depositando moedinhas no lóbulo da minha orelha:
— Minha Boa menina.
Ele chupa meus m*****s rosados duro e vai descendo a cabeça até chupar meu c******s e eu gemo alto, implorando por mais.
— Não para.
— Diga que é minha.
— Eu sou sua.
Ele me penetra com estocadas Rápidas e doloridas. Me preenchendo com excelência.
E juntos chegamos ao Ápice.
Ele desaba sobre mim.
Eu não queria chorar.
Passei anos treinando meu corpo para não reagir. Para não tremer. Para não demonstrar fraqueza diante de homens como ele.
Mas quando penso na minha mãe gritando. No cheiro de pólvora. No silêncio depois dos disparos… algo dentro de mim simplesmente cede.
As lágrimas vêm quentes, silenciosas primeiro. Depois incontroláveis.
Estou sentada na beirada da cama quando Oliver se aproxima. Não há pressa nos passos dele. Não há impaciência. Só aquele olhar atento — perigoso — que parece sempre enxergar além do que eu mostro.
Ele se ajoelha na minha frente.
Oliver.
O homem que todos temem. O homem que construiu um império com sangue. O homem que eu deveria odiar.
Ele toca meu rosto com cuidado, como se eu fosse algo frágil demais para o mundo que ele domina. O polegar desliza sob meus olhos, enxugando uma lágrima. Depois outra.
— Ei… — a voz dele sai baixa. Quase suave.
Eu prendo a respiração.
Isso não combina com ele.
Não combina com o monstro que conheço.
Ele segura meu rosto entre as mãos, inclinando-se para que eu não possa fugir do olhar dele. Não há frieza ali. Não há cálculo evidente. Apenas algo… humano.
— Sinto muito pela sua família — ele diz.
E, por um segundo terrível, eu acredito.
Meu choro aumenta. Não só pela lembrança deles, mas pela confusão que isso me causa. Porque o calor das mãos dele na minha pele é real. O cuidado é real. A forma como ele me puxa para o peito dele, envolvendo meu corpo com firmeza, é real.
Ele apoia o queixo no topo da minha cabeça.
Uma mão desliza pelos meus cabelos, devagar. Repetitivo. Confortante.
Como se ele soubesse exatamente como acalmar alguém.
Como se já tivesse feito isso antes.
Eu fico rígida nos primeiros segundos. Meu instinto grita para me afastar. Para não aceitar esse tipo de consolo vindo de alguém como ele.
Mas meu corpo me trai.
Eu me agarro ao peito dele.
E isso me assusta mais do que qualquer arma apontada para mim.
Porque eu esperava crueldade. Esperava indiferença. Esperava que ele usasse minha dor como fraqueza.
Não esperava carinho.
Não esperava que o homem que eu vejo como um monstro sem coração pudesse tocar minhas lágrimas como se elas importassem.
Isso torna tudo mais perigoso.
Se ele fosse apenas c***l, seria fácil odiá-lo.
Mas esse gesto — essa maldita ternura inesperada — abre uma rachadura no meu plano.
E eu não sei o que é pior.
Descobrir que ele talvez não seja o monstro que eu imaginava…
Ou perceber que, mesmo sendo, ele ainda consegue ser gentil comigo.
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