O dia seguinte começou pesado. Não era ressaca, nem cansaço — era aquele tipo de peso que não vem do corpo, vem do peito. Dormir depois de ver a Clara foi quase impossível. Cada lembrança, cada palavra dela, voltava na minha cabeça como um filme m*l editado. Aquela voz doce pedindo desculpa. O sorriso tímido no portão. O abraço do Theo. O cheiro da casa. Era como se eu tivesse entrado numa máquina do tempo e voltado pra um lugar onde tudo fazia sentido. E, de repente, acordar no presente me pareceu estranho demais. Cheguei na loja cedo, achando que a rotina ia me distrair. Mas bastou cruzar a porta pra perceber que o clima estava… diferente. Leila estava no escritório, de costas pra mim, revisando algo no computador. Quando me viu, nem cumprimentou. Só deu um aceno frio, profis

