Hosmyn e Ming

1542 Words
Ming não pretendia voltar ao México, nem continuar o casamento com Lis, apesar de estar sempre atraído pela força e beleza da mulher, ela o mostrava a cada dia que continuar seria mais sinal de fraqueza do que de força e ele não se considerava um fraco, superou perdas maiores do que aquela e sua vingança tinha sido a altura do que sentiu com a traição que sofreu. Ele não a teria, mas ela, também não teria para quem voltar, estavam empatados. Ligou para Hosmyn. - O hacker não é mais um problema, pode continuar com as operações com os colombianos, não seremos descobertos. - Quebrou o acordo como os americanos? - Não, só me defendi, não estamos em guerra e não tocaremos nos negócios deles. Os problemas do meu irmão foram enterrados com ele. - E a garota? Morta também? - Não, Hosmyn, ela vai ficar viva, para entender o que acontece com quem me desafia, vai chorar pelo amante sem sequer ter um lugar para oferecer tributos, e isso basta, não vamos começar uma guerra. A verdade não era essa, Ming não queria impor sua força sobre Lis, só não a queria morta, ainda acreditava que talvez, com a liberdade ela escolhesse voltar, uma vez que Pablo já não seria um obstáculo. Passaram um ano juntos e nesse tempo aprendeu a admirar a força e a personalidade da mulher, Lis não era o tipo de garota que se encolhe e se lamenta das dores, ao contrário, parecia que a cada desafio ela ficava mais forte e isso era visto por Ming como fundamental para a vida que levavam. Rachel era diferente, sempre encolhida, implorando, assustada demais para reagir. Chegou a chamá-la para fugirem, estava disposto a abandonar a Tríade, enfrentar o pai e tudo mais o que significava aquela ação, mas como sempre, ela estava assustada demais, temeu pela vida do pai e recusou. - Estou casada e vou fazer dar certo, seu irmão vai aprender a gostar de mim e seremos felizes, não vou fugir do meu destino e precisa aceitar isso, está me colocando em problemas, Wan se aborrece com o seu jeito, mas quem paga sou eu. Depois daquele dia ele saiu de casa, deixou que Rachel tentasse o que acreditava ser o seu destino, por um tempo quis que Lis também tentasse, se encheu de expectativas quando a ouviu afirmar isso para o mexicano, mas estava sendo enganado, se sentiu, outra vez a segunda opção. Hosmyn gostou de saber que poderiam voltar as negociações com os colombianos, mas não conseguia concordar que bastava para Lis o castigo que Ming arquitetou, então decidiu que daria ele mesmo a notícia. A Tríade tinha um modo de operação distinto, cada uma das três cabeças era cobrada pelos seus resultados e Hosmyn operava na América Central e tinha feito de Honduras o seu berço financeiro, com o apoio do presidente do país tinham instaurado um narcoestado com alianças importantes. Quando a organização americana passou a operar com os carteis mexicanos, o mercado se fechou para Hosmyn e os prejuízos foram cobrados pelo verdadeiro líder da Tríade, agora achava justo desfrutar de uma vingança, mesmo que pequena. Hosmyn devia obediência a Ming, mas o chinês nunca falou que Lis era intocável, disse que ela estava livre, então alguém precisava avisá-la, desligou o telefone e sorriu. - Alguém precisa avisar a viuvinha, por que não eu? Falou sozinho e começou a preparar a viagem. ****** Mesmo os soldados mais leais têm suas fraquezas e Solar era o ponto fraco de Dragón, quando o mexicano descobriu o desaparecimento do hacker não pensou em ajudar, nem nas obrigações ou juramento, pensou em Solar, a garota que deveria ter ficado no Brasil, mas que ele fez questão de levar com ele. Só ligou para o subchefe quando encontrou Solar tomando sol na piscina do hotel, alheia a qualquer problema. Não contou sobre suas preocupações, ela estava cada dia mais brava e se pudesse já teria escolhido voltar para o Brasil. Achou que o clima do México e estar afastada da família que estivesse gerando aquela aparente irritabilidade, o fato era que ela continuava apaixonada, mas explodia por qualquer coisa. Se sentou ao lado da mulher na espreguiçadeira e passou a mão de leve na coxa de Solar, ela estava de olhos fechados e com o susto golpeou o rosto do marido. - Dragón! Desculpa, eu... você me assustou! - Calma, meu pequeno sol, não é como se eu não aguentasse uma mãozinha desse tamanho. Solar ficou irritada até mesmo com isso e brigou, sozinha como sempre, porque Dragón a achava encantadora quando explodia sem motivos e depois se agarrava a ele pedindo desculpas. E foi exatamente o que aconteceu. - Não pode chegar do nada e me tocar como se eu fosse uma qualquer, não sou uma fruta no balcão de uma feira, Dragón! E mereceu o soco e só não bati mais forte porque tive pena. Quem você acha que é? O mexicano esperou, segurou o riso e se desculpou... - Tem razão, pequeno sol, deveria ter sido mais cuidadoso. Só estava com saudade e você está linda demais nesse biquíni, desculpa? Viu a mulher amenizar a expressão e sorrir antes de brigar novamente. - Essa sua calma me irrita sabia? - Achei que gostasse com calma, mas se subirmos posso ser do jeito que pedir. Solar acabou sorrindo novamente. - É um convite? - Pode ter certeza. Dragón ajudou a mulher a colocar a saída de banho, olhou ao redor, ainda estava apreensivo, mas não queria assustá-la, apenas a abraçou e voltaram para o quarto, entrou antes, atento a todos os detalhes, pareciam estar bem. - Sol, preciso fazer uma ligação, que acha que tomar um banho vou em seguida. Avisou ao subchefe sobre o que estava acontecendo e se juntou a Solar no banho. Recebeu ordens de encontrar o casal, mandou algumas mensagens para os aliados que tinha no país, era ex-líder de um dos cartéis mais fortes de Sinaloa e seu alcance ainda era algo com o que podia contar. Tirou a roupa ainda fora do banheiro. - Com calma ou prefere com força, meu pequeno Sol? Solar ficou olhando para o corpo do marido sem responder, a boca encheu de água como se visse sua comida favorita e estivesse com muita fome, mordeu o lábio inferior sem perceber o que estava fazendo, cada detalhe de Dragón a excitαvα, mas se prendeu na tatuagem que ele fez para ela, um sol no lado esquerdo do peito, o mesmo lugar onde ela sabia estar. Abriu a porta do box como abriu a do seu coração a muito tempo atrás, o que tinham juntos era muito além de desejo, como o marido gostava de dizer era conexão. - Com você. Dragón também estava olhando para Solar e não entendeu a resposta da mulher, os cabelos molhados, a água que serpenteava pelas curvas que ele queria tocar... - Comigo? - Sim, com calma, forte, demorado ou rápido, não importa, mas tem que ser você, tem que ser com você. O mexicano abraçou a mulher e a beijou, não tinha uma resposta, o coração falou em seu lugar, e os lábios selaram a promessa de que sempre estaria ali. As línguas tiveram o seu encontro enquanto Drágon tomou para si o caminho das águas e deslizou a mão pelo corpo feminino e sussurrou no ouvido da esposa. - Eu amo você, pequeno sol. Desceu os lábios passeando os beijos pelo ouvido, pescoço até encontrar os sеios da mulher, fechou os olhos e passou o rosto sentindo a maciez da pele de Solar. Ela gemeu, a barba deixava aquele carinho excitαnte, olhar a forma como ele a tocava também a deixava quente. Dragón ajoelhou aos pés da mulher e acariciou as coxas não apenas com as mãos, a boca acompanhou o gesto. A virou de costas para ele e refez o caminho até as nádеgas, se levantou e mordiscou o pescoço da esposa, enquanto massageava os sеios e mantinha os corpos juntos sob a água. Quando Solar se virou de frente para o marido foi trazida para o colo e amada com força, Dragón apoiou as costas da mulher em uma das paredes e a presenteou com investidas fundas e firmes. - Assim, Sol? Perguntou com a respiração ofegante, não pelo esforço, mas pelo controle, a cada vez que se colocava dentro da mulher, mais próximo ficava do prazer e a cada gemido de Solar era como se fosse empurrado para um precipício. Sentiu Solar apertar as pernas ao redor a cintura e o puxar, ela mexeu o quadril agarrada ao pescoço masculino e se entregou ao prazer, foi acompanhada por ele, alcançaram juntos o ápice e liberara, ao mesmo tempo os gemidos de prazer. Ele a manteve no colo, gostava da proximidade, de poder beijá-la e sentir a respiração junto ao ouvido. - Eu amo você, macaquinha. - Não sou isso, você que me puxou, mexicano arrogante. Dragón deu risada e a abraçou mais forte. - Tem razão, Sol, eu adoro ter seu corpo grudado no meu. Terminaram o banho, mas ainda fizerem amor várias vezes e em várias posições, Solar estava mais irritada e, também muito, muito mais quente. Descobririam em breve o motivo...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD