Lis caminhou de um lado para o outro do quarto como se não soubesse o que fazer, achava impossível que fosse verdade, mas precisava saber. Saiu do quarto usando os chinelos do hotel e bateu na porta do quarto, ensaiou algumas desculpas e por fim decidiu que pediria um isqueiro ou um fósforo se outra pessoa abrisse.
Mas foi Pablo que abriu e ela respirou fundo quando o viu, mas se preocupou em seguida.
- Foi ele não foi?
Lis foi puxada para dentro do quarto, ele precisava da mulher junto a ele, queria pedir perdão, dizer que a amava, perguntar milhões de coisas, mas só a abraçou e aproveitou a sensação rara que só ela podia oferecer.
- Estou bem, boxeadora, foi o chefe.
- IVAN?!?!
Ela se afastou com raiva e confusa ao mesmo tempo.
- É uma história longa e não temos tempo, mas estou bem, desculpa, eu não sabia, Lis, o que você fez?
Se sentaram de frente um para o outro na cama, o hacker nem tinha certeza se queria conversar, olhar, ou ficar abraçado com a mulher a sua frente, mas a deixou falar.
- Não tinha outro jeito, Nerd.
Ele discordava, mas essa era uma conversa para outro momento.
- Disse que precisava da minha ajuda, estou aqui, sempre vou estar.
- Não foi isso que eu quis dizer, nerd. Era para me ensinar.
- Eu sei o que quis dizer, minha guerreira linda, mas não vai entrar em nenhuma briga sozinha, nunca mais, confia em mim, boxeadora.
- Eu confio, mas ....
Mas... não teve chance de falar antes que ele a beijasse e, também estava com saudade demais para conversas. Não eram apenas as línguas que se reconheciam e sabiam qual o ritmo ideal, mas os corpos e Lis sorriu e negou com a cabeça ao mesmo tempo quando as bocas se separaram.
- O que foi?
- Isso, é isso. O que eu sinto com você. Eu sou sua, sabia?
Lis não era uma mulher inexperiente, nem precisava ser guiada ao prazer, mas nada se comparava ao que sentia quando estava com Pablo, podia discursar por horas sobre a liberdade, no entanto, o que queria era aquela prisão, o cárcere do amor que sentia pelo único homem que foi capaz de esperar por ela, mesmo quando ela não sabia ser amada.
- Eu te amo, boxeadora, é isso que reconhece.
Ela deu risada, antes de provocar.
- Ainda bem que é bom de cama, porque suas cantadas são péssimas, nerd.
- É?
O hacker respondeu com uma pergunta, mas as mãos e os olhos responderam com um texto imenso que traduzia o desejo e a saudade que sentia da mulher que nunca deixou de ser sua, mesmo que o destino insistisse em afastá-los.
Deslizou a mão pelo corpo de Lis, o vestido justo ao corpo deixava evidente cada curva.
- Gosto do novo estilo, mas prefiro você sem ele.
Ela se levantou e abriu o vestido deixando que ele caísse aos seus pés.
- Assim, nerd?
Pablo ficou com a respiração pesada e só concordou com um movimento. Ficou em pé de frente com a mulher, mas não a tocou, também tirou a camisa enquanto olhava para ela. Ficaram parados como um desafio, sabiam que se desejavam, só restava saber quem tinha mais urgência e pela primeira vez ela perdeu o jogo. Colou o corpo no dele e o beijou, foi puxada para ainda mais perto como se fosse possível fazer dos dois corpos apenas um.
Pablo saboreou a pele da mulher com sede, beijou o pescoço, o colo, os sеiοs... foi como se reencontrasse o seu lugar no mundo.
- Perfeita...
A deitou na cama e continuou a provar o calor do corpo de Lis beijando e tocando cada parte. Ela se entregava e oferecia mais como um tributo ao que sentiam.
Alcançou a intimidαdе da garota e lambeu toda a extensão, passou o rosto como se aquele cheiro tivesse poder de hipnotizá-lo. Foi puxado por Lis, ela adorava sentir a boca de Pablo, mas o queria de verdade, muito além daqueles carinhos.
- Apressada para dar pra mim, boxeadora?
Respondeu ofegante, antes de enlaçar o ex-noivo com as pernas e fazê-lo entrar.
- Cala boca!
Pablo se colocou inteiro dentro dela e a ouviu gemer para ele, com entrega e desejo, a mesma que tinha conquistado a tanto tempo atrás. Sugou o seio da garota enquanto se colocava cada vez mais fundo no corpo feminino e se deliciava com os gemidos urgentes de Lis.
- Vira, deixa eu ver essa bundα linda, deixa?
Ela ficou de quatro para ele como sempre gostou de estar, gostava de muitas coisas com ele e essa era só uma delas.
Sentiu quando ele entrou outra vez, o choque do corpo dele no seu, a respiração ofegante, o calor, tudo a levou para a satisfação e gritou em liberação quando o ápice a dominou de tal forma que o controle se perdeu.
- Isso, Lis, sou eu, boxeadora.
A seguiu deixando o prazer o dominar e de derramar dentro dela.
A trouxe para junto do próprio corpo, as respirações pareciam seguir o mesmo ritmo descontrolado, Lis apertou o abraço e beijou o peito do homem que amava.
- Eu te amo!
- Vem cá, eu também te amo, Lis, só não vai embora de novo.
Foi como se ela despertasse de um sonho, não podia prometer ficar, sabia que não, por mais que quisesse ficar.
- Sabe que eu nã...
- Pode, pode sim, Lis, não vou te pedir para fugir, sei que diria não, mas é minha mulher e precisa deixar eu cuidar de você. Eu sei que vai voltar para aquele quarto e fingir que não é isso aqui que quer.
Falou enquanto acariciava a entradα enxarcada pelo prazer.
- Mas seu homem sou eu boxeadora.
Deslizou os dedos para dentro com firmeza e a fez prender o ar com a sensação.
- Seu lugar é aqui, abre vai.
Foi beijada e tocada enquanto ouvia a voz do hacker afirmar que era dele e isso a fez ter um encontro com o êxtase como só havia provado com ele.
Pablo estava duro outra vez, Lis beijou o peito masculino gostava dos pelos que tinha ali, passou o rosto e desceu as carícias para o abdômen seguindo o caminho perfeito que guiava o seu desejo. Abocanhou a extensão, se afastou alguns segundos, estava salivando, o sabor, a textura, o tamanho, não era só sеxο era entrega.
Desceu a cabeça até o sentir na garganta, colocou de lado, lambeu e chupοu, passou o mеmbro no próprio rosto e se nos sеios.
- Vem rebolar no meu pαu, vem.
Ela quase gemeu com o convite e o fez desaparecer dentro dela, cavalgou sentindo os toques de Pablo em seu corpo, a mão que deveria ser fria, também a fazia desejosa como se tudo nele a completasse.
Se entregou a uma novo orgαsmo e voltou a chupá-lo até que ele a presenteou com o que ela queria. Pablo se derramou enchendo a boca feminina e Lis engoliu e lambeu até que não tivesse mais o que tomar.
Dormiram marcados com o cheiro do prazer e ele a manteve tão perto que era quase difícil respirar, o tipo de prisão que estava por vontade, por amor.
Foram acordados com as batidas na porta, já passava do meio dia e ainda estavam colados como quisessem recuperar todo o tempo que tinha sido roubado. Ela se encolheu, mas a voz de Dragón a fez se acalmar.
- Sou eu Pablo, abre aqui.
Sorriram um para o outro antes do hacker responder ao soldado mexicano.
- Já vou, um minuto!
Lis pegou as roupas e foi para o banho, quando saiu, Dragón olhou para a garota, pensou que o discurso era muito mais simples do que a ação, ouviu ela falar sobre seguir em frente, mas lá estava ela, sorrindo com o passado.
- Vim para poderem pedir o almoço.
Dragón era o hóspede oficial, tinham combinado que ele faria os pedidos de refeição, assim não correriam riscos.
Fizeram os pedidos, conversaram sobre o que precisavam que Lis descobrisse.
- Vou estar aqui.
Uma presença as vezes é capaz de mudar tudo, sabia que ainda seria a esposa de Ming, que precisaria fingir, mas tudo tinha mudado só porque ele estava ali. Ela quis perguntar de Rachel, não fez, achava que não tinha direito ao ciúme que sentia, ele quis perguntar se ela realmente estava começando a gostar de Ming como ouviu ela dizer ao mexicano, também não fez, igualmente acreditava que não havia espaço para isso.
Mas os próximos dias provariam que o ciúme não pode ser racionalizado.