Título: Quando o Orgulho Cai
Sinopse:
Lorena Monteiro é uma advogada imbatível, temida nos tribunais e admirada por sua inteligência e frieza. Mas atrás do salto alto e dos argumentos afiados, há uma mulher que aprendeu a confiar apenas em si mesma — até o dia em que a vida a força a reencontrar aquele que ela jurou nunca mais olhar nos olhos: Miguel Duarte, o homem que ela amou intensamente... e que a deixou no altar há seis anos.
O reencontro não é por acaso. Miguel agora é juiz substituto na mesma comarca onde Lorena foi transferida temporariamente — uma coincidência amarga ou uma segunda chance tramada pelo destino?
O que ambos não sabem é que, no meio de julgamentos, alfinetadas e silêncios carregados, uma antiga verdade será revelada: Miguel nunca a abandonou por vontade própria.
E quando o orgulho finalmente cai, restam dois corações feridos, um passado m*l resolvido... e a possibilidade de um amor ainda mais forte, se eles tiverem coragem de recomeçar.
CAPÍTULO DO ELENCO
Quando o Orgulho Cai
por Angelina Cachinene
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Lorena Monteiro – 34 anos
Advogada criminalista de renome, Lorena é conhecida por sua postura firme, elegância impecável e sua habilidade de desmontar qualquer adversário com inteligência e frieza. Mas sob a armadura que veste todos os dias, vive uma mulher ferida por um abandono que nunca superou. Seu reencontro com Miguel será a colisão entre orgulho e desejo, mágoa e amor reprimido.
Miguel Duarte – 36 anos
Juiz substituto, discreto e respeitado. De fala calma e olhar profundo, Miguel guarda um segredo que o corroeu por anos. Há seis anos, ele foi obrigado a tomar uma decisão que destruiu seu coração — deixar Lorena no altar. Agora, o destino o coloca frente a frente com ela. Mas será que ainda há tempo para reparar o que foi quebrado?
Letícia Duarte – 29 anos
Irmã mais nova de Miguel. Letícia é doce, impulsiva e a ponte entre os dois protagonistas. Ela sabe mais do que aparenta e sempre acreditou que Lorena e Miguel tinham uma história incompleta. Sua sinceridade será crucial para colocar tudo às claras.
Dr. Alberto Ramos – 45 anos
Chefe de Lorena na nova comarca. Um homem ambicioso e controlador, que enxerga nela muito mais do que apenas talento jurídico. Interessa-se por Lorena de forma nada profissional, e seu comportamento pode comprometer mais do que apenas a ética.
Clara Monteiro – 56 anos
Mãe de Lorena. Protetora, tradicional e orgulhosa, Clara nunca perdoou Miguel por "humilhar" sua filha. Ela será uma barreira emocional no possível recomeço dos dois e representa os julgamentos da sociedade que Lorena sempre tentou ignorar.
Padre Antônio – 62 anos
Homem sereno, que celebrou o quase casamento de Lorena e Miguel. Um conselheiro silencioso, mas muito sábio, ele surgirá no momento certo para ajudar os dois a enxergarem a verdade além das feridas.
Uma história sobre o poder da verdade, os muros do orgulho e a chance de recomeçar mesmo depois da pior das despedidas. Porque quando o orgulho cai... o amor pode finalmente entrar.
CAPÍTULO UM — A Transferência
Lorena Monteiro arrumava os últimos documentos na pasta de couro. A transferência temporária para a comarca de Santa Cruz do Vale, no interior, parecia uma escolha lógica — menos casos complexos, um respiro. Mas ela sabia que, no fundo, havia fugido de algo mais profundo: de si mesma.
Ao estacionar seu carro diante do Fórum, vestida em um conjunto impecável de alfaiataria azul-escuro, sentiu um arrepio. A cidade era pequena, mas repleta de lembranças que se escondiam em cada esquina.
— Advogada Monteiro? — chamou uma funcionária.
Lorena virou-se com o mesmo olhar firme de sempre.
— Sim. Estou pronta para começar.
Mal sabia ela que o juiz da vara criminal era, naquele momento, anunciado na sala de audiência: Miguel Duarte.
CAPÍTULO UM — A Transferência
Lorena Monteiro arrumava os últimos documentos na pasta de couro. A transferência temporária para a comarca de Santa Cruz do Vale, no interior, parecia uma escolha lógica — menos casos complexos, um respiro. Mas ela sabia que, no fundo, havia fugido de algo mais profundo: de si mesma.
Ao estacionar seu carro diante do Fórum, vestida em um conjunto impecável de alfaiataria azul-escuro, sentiu um arrepio. A cidade era pequena, mas repleta de lembranças que se escondiam em cada esquina.
— Advogada Monteiro? — chamou uma funcionária.
Lorena virou-se com o mesmo olhar firme de sempre.
— Sim. Estou pronta para começar.
Mal sabia ela que o juiz da vara criminal era, naquele momento, anunciado na sala de audiência: Miguel Duarte.
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CAPÍTULO DOIS — O Primeiro Olhar
A sala estava em silêncio quando Lorena entrou. Seu olhar passeou pelos presentes e congelou no exato momento em que Miguel levantou os olhos dos autos.
Ele estava ali. Mais maduro, a barba levemente grisalha, o mesmo olhar sereno — e culpado.
— Dra. Monteiro — ele disse, sem vacilar, mas com a voz ligeiramente rouca.
— Meritíssimo — ela respondeu, como se não reconhecesse aquele que um dia jurou amar.
O restante da audiência passou como um borrão. Ela sentia o coração acelerar e as mãos suarem sob o controle forçado. Ele, do outro lado, mantinha a compostura, mas seus olhos a seguiam — com culpa, saudade e algo ainda mais difícil de esconder: arrependimento.
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CAPÍTULO TRÊS — Orgulho em Pé
No corredor do fórum, o silêncio entre eles era quase tão ensurdecedor quanto a ausência de explicações que ficou no passado.
— Não esperava encontrá-la aqui — disse Miguel.
— Nem eu. Mas, ao contrário de você, eu não fujo de compromissos — retrucou, fria.
— Eu nunca quis ir embora, Lorena.
Ela riu, sem humor.
— Ah, claro. Você sumiu no dia do nosso casamento porque... amava demais?
Ele engoliu seco. Queria dizer que não foi escolha. Que havia sido forçado. Mas não podia — ainda.
— Se está aqui para reescrever a história, não perca seu tempo. Eu mudei. Não sou mais a mulher que um dia te esperou no altar.
— Talvez seja por isso que eu continue pensando em você — ele murmurou.
Ela virou as costas. Orgulho ainda em pé, mas o coração... balançando.
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CAPÍTULO QUATRO — Feridas Abertas
Naquela noite, Lorena não dormiu. Revivia os detalhes, o vestido, a espera, o silêncio. Ligou para sua mãe, Clara, que reagiu com o mesmo desdém de sempre:
— Ele não te merecia. Você fez bem em seguir em frente.
— Eu não segui, mãe. Só... segurei firme.
Enquanto isso, Miguel encontrava Letícia em um café local. A irmã, ao vê-lo abatido, foi direta:
— Vai contar logo a verdade pra ela?
— Não sei se tenho o direito.
— Miguel... você sumiu porque papai te ameaçou. Você foi embora pra proteger ela, não por covardia.
— Mesmo assim, ela só vê a dor. E com razão.
Letícia tocou a mão do irmão.
— Mas ela precisa saber. Só assim vocês dois vão poder... cicatrizar.
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CAPÍTULO CINCO — Julgamentos e Verdades
No dia seguinte, Miguel e Lorena trabalharam juntos em um caso de violência doméstica. A audiência foi tensa, mas a admiração profissional entre os dois era inegável.
Após a sessão, sozinhos em uma das salas do fórum, a tensão explodiu.
— Não finja que somos colegas comuns, Miguel. Não depois do que você fez.
Ele respirou fundo.
— Eu fui ameaçado. O pai da sua melhor amiga tinha provas que colocariam minha mãe na cadeia. Ele disse que se eu não sumisse, ela iria presa. Ele me deu uma escolha, Lorena. E eu escolhi proteger minha família... mesmo que isso custasse a nossa.
Ela ficou imóvel. O nome que ecoou em sua mente não foi o do pai do tal homem... mas o nome do próprio pai.
— Quem fez isso?
Ele hesitou. Mas antes que respondesse, ela sussurrou:
— Foi o meu pai, não foi?
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CAPÍTULO SEIS — A Ruína do Orgulho
Naquela noite, Lorena confrontou o pai. E como temia, ele confirmou. Havia ameaçado Miguel, usando influência e mentiras para “proteger” a filha de um relacionamento que julgava impróprio.
— Eu fiz o que achei melhor para você.
— Você destruiu o meu coração — ela respondeu, com os olhos marejados. — E o dele também.
Miguel, por sua vez, sentou-se sozinho no banco da praça onde costumava esperá-la. Sentia que tinha perdido de vez. Mas então, ela apareceu.
Sem maquiagem, sem armadura, com o rosto limpo e os olhos intensos.
— Eu não te perdoo ainda. Mas eu acredito em você.
Ele levantou-se devagar.
— Isso já é mais do que eu esperava.
Ela o encarou, e pela primeira vez em seis anos, o orgulho não estava entre eles. Apenas a dor compartilhada... e uma tênue esperança de recomeço.