— Eu não quero aprender isso. — Não importa. Ele virou o corpo e começou a andar pelo corredor, como se tivesse encerrado a conversa. Como se o meu medo fosse uma coisa administrável, e não um desespero. Eu fiquei ali, sem saber se eu seguia ou se eu ficava. E então percebi que eu já estava seguindo. Porque não seguir era ficar sozinha numa mansão que não era minha, cercada por homens que não eram meus, num mundo que não era meu. E eu não confiava em ninguém ali, nem em mim. Dante entrou numa sala ampla, com paredes de vidro de um lado e um jardim escuro do outro. A iluminação era baixa. Havia um bar, uma mesa, um sofá grande. Ele pegou um copo e serviu algo pra si, sem me oferecer. Eu permaneci perto da porta, como se eu ainda tivesse algum tipo de saída. — Senta — ele disse, sem

