Dante não guardou a arma imediatamente. Ele ficou ali, olhando pro corpo no chão como se estivesse confirmando uma mensagem enviada. — Aprendam — ele disse, a voz firme no meio do pânico. — Vocês não testam Valentini. Lorenzo se aproximou, rápido, e a mão dele foi pro ombro de Dante num gesto curto e duro. — Já acabou — Lorenzo falou. — Guarda. Dante respirou fundo, e eu vi o peito dele subir e descer como se ele estivesse segurando um animal dentro de si. A arma desceu, mas a energia ainda estava nele, vibrando. Salvatore já estava dando ordens pros seguranças, o tom tão controlado que parecia que aquilo era rotina. — Limpa. Fecha as entradas. Ninguém sai sem a gente liberar. Luca estava pálido. Por um instante, o "cafajeste" e o sorriso sumiram, revelando algo mais real: choque, t

