Narrado por Sofia Três dias. Três dias desde a última sessão de quimioterapia. E meu corpo ainda sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Cada articulação doía, meu estômago m*l segurava os líquidos, e meus pensamentos, por vezes, se embaralhavam em meio às náuseas, tonturas e noites m*l dormidas. Mas hoje… hoje eu acordei com um sentimento estranho. Como se algo estivesse diferente. Marco me trouxe o café da manhã na cama, coisa que ele fazia com frequência agora. Tinha dias que ele mesmo cozinhava, outros que só mandava preparar. Mas o carinho, o cuidado, nunca faltavam. Hoje, porém, ele estava mais sorridente do que o normal. Beijou minha testa e disse: — Almoça leve. Quero te levar pra dar uma volta mais tarde. — Uma volta? Marco… eu m*l tenho força pra ficar em pé,

