Férias de verão. Geralmente gosto de viajar, mas por causa do acampamento não podemos fazer viagens longas. Yuki foi para uma cidade vizinha com os amigos de turma, vão ficar em um hotel por uma semana. Liet e Light estão em Londres resolvendo alguns casos. Então a casa é toda minha.
No primeiro dia eu passei horas na cama, pedi comida e joguei alguns jogos. No segundo dia eu passei na sala de música, tocar violino, guitarra, bateria, piano entre outro instrumento me acalma bastante. Yuki me liga toda a noite para saber como estou. Sei que ele não quer admitir, mas ligou por saudades.
No terceiro dia, eu chamei Nejire, Mirio e Tamaki para vir aqui em casa e passar o tempo. Nejire e Mirio acabaram não aparecendo por conta de alguns trabalhos. Mas para a minha surpresa Tamaki apareceu.
–Olha, eu não sabia que você viria. – isso é fato. Sem Nejire e Mirio, tamaki praticamente perde seus pilares.
–Seu irmão me falou que você estava sozinha, ai eu... e-ele ficou preocupado.– Tamaki ficou um pouco constrangido.
–É claro que ele falou. – ignoro a última parte, conversar com Tamaki é pisar em ovos. Mesmo que eu goste bastante de provocar, com o Tamaki é diferente.
–Então o que você pensou em fazer? – a pergunta de Tamaki fez vários pensamentos divertidos surgirem em minha mente, logo espanto todos.
–Para ser sincera, eu não planejei nada. Não tinha certeza que você viria, então meus planos era os mesmos de ontem – me joguei no sofá ao lado dele. Tamaki estava sentado eu deitei no sofá com minha cabeça em suas pernas. –Desculpa a invasão de privacidade.
–E-esta tudo bem. – ele olha de lado. Fofo. Tamaki é bem fofo. –O que você fez ontem?
–Sala de música. Passei o dia na sala de musica. – olho para cima para ver seu rosto bonito.
–P-podemos ir para a sala de música
–Tem certeza? Pode ser a de jogos também. –Pergunto
–Você escolhe o que quer fazer primeiro Amy-chan. – ao se dar conta do que falou, Tamaki fica completamente vermelho e esconde o rosto com as mãos.
Ele me chamou de "Amy-chan" saiu tão naturalmente como se fosse um apelido usado frequentemente. Com esse simples apelido Tamaki consegui me deixar com o rosto pegando fogo. Perdi 80% da minha fama de bandida da Sonserina.
–D-desculpa!– Tamaki pede baixo.
–Desculpa pelo que? – porque ele me pediu desculpa? É o Tamaki gênio, claro que ele ficou constrangido em usar um apelido tão íntimo comigo. Sento-me no sofá ficando em seu lado. Seguro suas mãos e retiro de seu rosto. – eu gostei do apelido. Pode passar a me chamar assim se quiser.
–E-eu não.... eu não c-consigo. – claro que ele não conseguiria me chamar por um apelido tão íntimo frequentemente, principalmente em frente à outras pessoas.
–Então você me Chama de Amy-chan apenas quando estivermos sozinhos. O que acha? – eu realmente gostei do apelido, porque ele me deu. Tamaki confirma com um balançar de cabeça. –Que bom. Daqui para o final do dia eu vou pensar em um apelido para você.
Bom, Yuki surgeriu que eu chamasse Tamaki de Daddy. "Há irmã. Chama o Tamaki de Daddy. Mesmo tendo certeza que se houver alguma relação entre vocês, eu duvido que não seja ele a te chamar de mommy" essa frase do meu irmão fez uma sementinha do mau nascer em minha mente. Tento afastar tais pensamentos, estou passando muito tempo com o Yuki, tô começando a pensar como ele.
–Vamos para a sala de jogos então. – tentando aliviar o clima que ficou, eu levanto. Tamaki levanta também e juntos fomos até o elevador.
–o que vamos jogar primeiro?– pergunto assim que chegamos a sala.
–Que tal um jogo de terror?– sugere tamaki.
–É uma boa ideia. – Eu sou uma pessoa que não tem muito medo de coisas de terror. –por que não jogamos com óculos de realidade virtual?
–É uma boa.
–Yuki tentou gravar um vídeo jogando um jogo de terror, mas não conseguiu.
–Por que?
–Ele não conseguiu passar de dois minutos de jogo. – falo rindo
O jogo que já é assustador, com realidade virtual fica pior, eu ainda nem comecei o jogo e já estou com o pouco de medo. A trilha sonora também não ajuda nada.
–Tamaki...
–Sim?
–Fica do meu lado, tá? Vai que você fique com medo.
A única resposta que consegui foi a gargalhada perfeita do Tamaki. Por Merlin, soou como música em meus ouvidos.
Finalmente dei Paly no jogo. Eu e Tamaki somos agentes. Temos que investigar uma cidade, parece que todas as pessoas dessa cidade desapareceu como se fosse no filme dos vingadores, todos viraram pó, simplesmente desapareceram.
–Pelo menos não estamos sozinhos. –Tamaki fala olhando os 10 outros agentes que estão conosco.
–Algo me diz que eles não vão ficar com a gente por muito tempo.
A cidade estava em caos, não sei como explicar, parece que uma planta robô mutante dominou a cidade.
–Algo me diz que isso é coisa de alienígenas.
–Algo me diz que você já jogou esse jogo Tamaki
–A sim, eu já joguei.
–Isso não é justo Tamaki.
Nós continuamos a observar o local. De um certo ponto para frente o carro não conseguia mas andar então tivemos que ir andando. Sabe quando você está vendo algo de terror? Geralmente tem a música que te prepara para o susto, mas no caso desse jogo maldito não. A merda só apareceu. Tava tudo normal, até apagarem o sol, e a planta gigante usar tentáculos para matar cada um dos nossos companheiros agentes.
–Corre, só corre. – Tamaki fala, eu logo obedeço correndo logo atrás dele.
Estávamos correndo para nenhum lugar em específico, não dava para ver nada, apagaram o sol completamente.
–Se esconde atrás daquela pedra.
Segui Tamaki, é tão diferente ver um tamaki cheio de atitude. Ficamos sentados atrás da pedra.
–Merlin, eu não tava preparada para isso não.
Do nada um corpo de um agente cai em nossa frente, não tinha braços e nem cabeça. Do pescoço espirava sangue em nós. Soltei um grito de susto quando um mostro que saiu do cu do inferno apareceu e comeu o corpo morto. Retirei o fone e os óculos e os joguei em um sofá do lado.
–Não! Eu sou forte para terror, mas tudo tem limites, os gráficos do jogo deixa tudo tão real, não quero jogar mais não.
Tamaki retira os aparelhos logo em seguida.
–Vamos preparar algo para comemos? Está quase na hora do almoço.
As vezes quando vemos algo de terror e ficamos realmente assustados, acabamos vendo o motivos de nossos medos em toda parte? Então tô assim.
–Tem alguma preferência para comida?– pergunto a ele.
–Eu como de tudo. Por causa da minha individualidade, gosto de provar coisas novas.
Agora que tocamos na palavra individualidade, eu e ele nunca conversamos sobre. Eu não faço idéia de qual é a individualidade dele. Descido não tocar nesse assunto, não me importo muito com isso.
–Vou preparar strogonoff para você!
–Strogonoff?– ele pergunta jogando a cabeça para o lado.
–fofo. – falo sobre a cara confusa dele.
–Eu realmente espero que goste. – falo ao servir nós dois.
Observo o garoto atentamente enquanto ele prova a comida.
–Amy-chan, está tão gostoso. –e Tamaki conseguiu me deixar envergonhada, pela segunda ver em um só dia.
–E-eu não sei tocar. – Tamaki falou assim que eu o fiz sentar ao meu lado em frente ao piano.
–Vou te ensinar o básico. – pego a mão do garoto e observo. – você tem dedos longos, é perfeito para... tocar. Isso tocar piano!
Ensinei a ele o básico sobre o piano, Tamaki aprende rápido.
–Dessa vez você escolhe! Eu vou buscar a pipoca. – quando acabamos de tocar, decidimos ver um filme. Fui em direção a cozinha pegar pipoca e refrigerante.
–Vamos ver a culpa é das estrelas. – concordo com a escolha de filme dele.
Não fomos para a sala de cinema, decidimos ver o filme na sala mesmo. Sentamos no sofá e começamos a ver o filme. Não sei por quanto tempo eu assisti, só sei que eu dormi.
Quando acordei o filme avia acabado. Tamaki também estava dormindo. Não pude deixar de rir da situação que nos encontramos. Tamaki está por cima de mim, sua cabeça apoiada em meus s***s. Sua mão ao lado de meu corpo. Uma de suas pernas estava entre as minhas e a outra ao lado.
Ele surtaria se acordasse agora. Peguei meu celular e comecei a mecher, em nada muito específico. Descido entrar no aplicativo de história, vamos ver as fanfic que inventam sobre minha vida e de meu irmão. Seguidores tem uma mente fértil. Mas não posso negar que virei á noite passada lendo uma fic sobre mim e o Todoroki. Fizeram esse shippe apenas por termos lutado um contra o outro no festival esportivo.
Vejo o celular de Tamaki vibrar, apenas ignoro, segundos depois que o celular dele para de tocar o meu toca. Era Mirio.
–Oi Tagatão.– faço um trocadilho com o nome dele.
–Oi Thamy, você viu o Tamaki?
–Sim, estou com ele agora.
–Que bom!– escuto a voz de Nejire.– liga a câmera Mirio
Logo a chamada de voz virou uma chamada de vídeo.
–O que aconteceu?– Mirio pergunta sem entender o motivo de seu amigo está dormindo por cima de mim.
–A gente viu um filme. – respondo rápido
–50 tons?– Nejire pergunta, mas logo tem a boca fechada pela mão de Mirio. Não pude deixar de rir. –Tire print e mande para o Yukine!
Ri ainda mais, ato que fez Tamaki finalmente acordar. Assim que ele percebeu a situação que se encontrava ele logo sentou no sofá.
–C-como q-que... – Tamaki estava tão vermelho ao ponto de não conseguir falar nada. Despeço de Nejire e Mirio e logo desligo a chamada.
–A gente apenas dormiu Tamaki, não foi nada demais. – estou tentando fazer com que ele se sinta o mais confortável possível comigo.
–M-mas nós... N-nós estávamos b-bem próximos
–Não se preocupe com isso, príncipe. Enquanto você dormia tive tempo de pensar em seu apelido.
Depois que ele se recuperou da crise de vergonha, ficamos conversando sobre vários assuntos. Decidimos ir para meu quarto jogar cartas, descobri que ele é competitivo, do jeito dele é claro. Mas ele é.
–Acho que agora eu tenho que ir. – Tamaki fala ao ver as horas no relógio do celular.
–Te acompanho até a porta. – vou até meu closet e pego um casaco. Saímos do meu quarto. –Vamos pelas escadas, já assisti filme de romance o suficiente para saber que vai faltar luz quando estivermos no elevador.
–Amy-chan, não acho que isso vai acontecer. – e novamente sinto coisas quando ele usa esse apelido.
–Eu sei príncipe, mas vai que né?
Como eu disse o levei até a porta. O fiz vestir o casaco que eu tinha pego, está a noite e frio, não quero que ele fique doente.
–Obrigado por me fazer companhia príncipe.
–Eu me diverti bastante, Amy-chan. – ele sorri. Merlin que sorriso. Vou até ele e dou um beijo em sua bochecha.
–Cuidado no caminho de volta.
"Não se esqueça que amanhã vamos nos encontrar na piscina da escola" recebi a mensagem de Yao-momo. "Eu já tinha esquecido, ainda bem que você me lembrou :)". Respondi para ela. Coloco meu celular para carregar.
Esse dia foi bem confuso.