Saí do banheiro e me apoiei na janela, respirando fundo, a bochecha ainda latejando. Aquele barulho infernal do martelo, inesperadamente, parou. Olhei para o homem na plataforma. Ele me viu, sorriu e acenou com a cabeça. — Donna complicata, signore. (Mulher complicada, senhor.) — Ele gritou, o tom zombeteiro. — Ancora un paio di notti in questa stanza e finirete per amarvi. (Mais umas noites nesse quarto e vocês acabam se amando.) Quase cuspi na cara dele. — Pensa al tuo lavoro, imbecille! (Cuide do seu trabalho, i*****l!) Bati a janela com força e puxei as cortinas, mergulhando o quarto na penumbra de novo. Se Don Vittorio queria apelar para uma coisa tão ridícula como grades, que assim fizesse. Eu não ia mais gastar minha energia contra aquela loucura. Loucura. Preso com ela.

