Alessandro Volkov A noite estava impregnada de uma quietude inquietante, como se cada sopro do vento carregasse consigo as sombras das dúvidas que se aninhavam em minha mente. Sentado em meu escritório, o silêncio denso ao meu redor servia apenas para amplificar meus pensamentos. Eu estava acuado—não por inimigos externos ou ameaças corporativas, mas pelo medo visceral de perdê-la. Olivia estava escorregando entre meus dedos, e eu percebia claramente que o controle que eu tanto prezava estava se esfacelando. Cada vez que fechava os olhos, revia seu rosto abalado ao descobrir os fragmentos dolorosos do meu passado. Suas perguntas ecoavam em meus ouvidos, cortantes como lâminas afiadas: "Você me ama ou apenas vê Liandra quando me olha?" Essa pergunta, brutal em sua simplicidade, ameaçava

