O sol se punha por trás das colinas da Sicília, tingindo o céu de vermelho e ouro. Do alto, as ruínas do antigo palácio Valente pareciam respirar, como se as pedras guardassem o eco de tudo o que já aconteceu ali. O vento trazia o cheiro distante do mar e o farfalhar das folhas secas. No meio do pátio, Amiran esperava. As mãos tremiam, mas o olhar era firme. Havia vindo sozinho — e, pela primeira vez, não se sentia um garoto. O peso do nome agora corria em suas veias, queimando com a mesma fúria que o pai sempre carregara. O som de passos ecoou. Lorenzo surgiu entre as sombras do corredor principal, o casaco n***o balançando com o vento. O rosto marcado pelas cicatrizes refletia a luz alaranjada do entardecer. — Pensei que demoraria mais pra vir. — disse o Don, a voz rouca. Amir

