O Sangue dos Valente

1348 Words

A estrada ainda cheirava a pólvora. O vento da manhã trazia um som distante de sirenes e chuva. No chão, perto do rio, o sangue se misturava à lama. Matteo estava caído, a mão pressionando o abdômen, o olhar fixo no céu pálido. Amira ajoelhou-se ao lado dele, o corpo tremendo. — Fica comigo. — sussurrou, a voz falhando. Matteo tentou sorrir. — Ainda… tem o mesmo olhar de quando ele te perdeu. — Não fala. — pediu ela. — Vamos te tirar daqui. Mas o sangue escorria rápido demais. A bala viera de longe, um disparo certeiro, provavelmente de um dos homens de Lorenzo. Amiran estava parado a poucos metros, atordoado. O som do tiro ainda ecoava dentro da cabeça dele, como um pesadelo que não terminava. Quando finalmente se aproximou, viu o tio segurando a cruz que usava no pescoço. —

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