O palácio Valente estava novamente de pé. As paredes reconstruídas escondiam o cheiro de fumaça que jamais se apagaria por completo. Amiran andava pelos corredores com passos lentos, como se cada centímetro daquele chão lhe pertencesse e o ferisse ao mesmo tempo. As tochas ardiam nas colunas, e o brasão dourado havia voltado à parede principal — o símbolo do fogo que nunca morre. Na sala de comando, os novos capos o esperavam. Homens jovens, ansiosos, movidos por lealdade e medo. Salvatore era o único rosto antigo. — Palermo está em silêncio outra vez. — disse ele. Amiran assentiu. — O silêncio é o que precede o grito. — O senhor fala como seu pai. O jovem Don desviou o olhar. — Meu pai falava pra assustar. Eu falo pra avisar. O homem sorriu de leve. — E qual é a diferença? Ami

